Quem vai ser a estrela do briefing de amanhã?

O Álvaro, que ainda deve estar a rir-se por continuar no Governo depois de Relvas e Gaspar terem caído?

29 de Setembro

Não querem aproveitar e fazer as Legislativas no mesmo dia das Autárquicas?

Série Maridos (III)

UM MARIDO CLANDESTINO

F. era uma mulher trabalhadora, que saía de casa infinitamente cedo, para fazer um trabalho matinalíssimo que nunca percebi em que consistia. À tarde, logo a seguir ao almoço, regressava a casa, tomava um banho de imersão e estendia-se ao comprido no sofá da sala. Pelas cinco da tarde começava a receber amigos. Bebiam vinho branco e comiam marisco. Conversavam até apetecer.

F. tinha dois cães e vários gatos belíssimos, de pelagens e cores diferentes, espalhados pela casa e estacionados em toda a parte – nos sofás, em cima dos móveis, no topo das estantes. Os gatos de F. pareciam criados indianos dedicados à esteta tarefa de enquadrar a mulher num ambiente atapetado e requintado.

Naquele dia descobri o marido de F. a fumar cigarros franceses Gauloises Maȉz na varanda da cozinha da casa de F.. Vivia no quarto contíguo à cozinha, onde passava a totalidade do tempo que estava em casa. Explicou-me que estavam separados há anos mas que haviam decidido permanecer no mesmo espaço por falta de liquidez para adquirirem outra casa. Faziam vidas aparte, cada um entregue à sua solidão, e o marido de F. retribuía o alojamento passeando os cães da mulher.

Quem tramou a carta de Vítor Gaspar?

A carta de de demissão de Vítor Gaspar, um tipo de documento que não costuma ser público, muito pelo contrário, e tanto embaraço está a causar ao governo, ou a parte dele, circulou esta tarde mas não a partir do seu original. Foi feita numa KONICA MINOLTA bizhub C253, um aparelho profissional de digitalização.

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São imensos os caminhos que a carta pode ter tomado até virar um ficheiro pdf, o tom de fundo que substitui o do papel dá a entender que o original foi fotocopiado. Deu-me para pensar que Paulo Portas, desta vez, não vai levar fotocópias para casa; tal como esta coligação, é uma tecnologia completamente ultrapassada.

Gaspar: grandes frases…

…e muitas grafias (com os cumprimentos do Expresso). Já estamos habituados. Pois, por lá continuam os contatos. Muito bem.

O melhor povo do mundo

O povo português revelou-se o melhor povo do mundo e o melhor activo de Portugal” (Vítor Gaspar, 4/10/2012)

Maria Luís Albuquerque: 11 − 9 = 2

albuquerque

http://bit.ly/16JXWOB

Aproveitemos o assunto do dia, para uma reflexão e um lembrete.

Albuquerque.

Lembrem-se dos Prefab Sprout e estejam atentos à pronunciação. À deles, é claro: Albuquerque.

Agora, concentremo-nos no português. Albuquerque? Grafia extremamente anacrónica, composta por duas letras ‘mudas’ (credo, letras ‘mudas’!): 11 (Albuquerque) − [aɫbuˈkɛɾkɨ]  = 2 (Albuqerqe).

Subitamente, lembrei-me da base XX, 5.º, do AO90 e dos “diagramas [sicgu e qu, em que o u se não pronuncia“. Pois, não: o não se pronuncia. É verdade.

Também é verdade que <qu> é –grama, mas não é ‘dia-’ é ‘di-‘. Sim, ‘di’: digrama. Efectivamente.

Reflexão ortográfica ao cuidado da comissão negociadora do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 2090, a entrar em vigor em 2109, através da Resolução do Conselho de Ministros n.º 8/2111. Exactamente: 2111. Ainda falta muito tempo.

Em promoção

Paulo Portas passa a número dois do governo. Abriram os saldos de Verão.

A demissão de Gaspar segundo o DN

Que muitas das suas intervenções eram difíceis de entender, já se sabia. Que algumas das suas decisões eram estranhas, idem. Agora, o DN foi mais longe e publicou a carta de demissão de Gaspar em “gasparês”. Não havia necessidade….Por falar nisso, o CAA teve razão antes do tempo. Só para recordar os mais desatentos.

 

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A Carta de demissão de Gaspar

A carta!

Que pelos vistos já tinha seguido em Outubro… Mas, já agora uma questão existencial – é possível alguém demitir-se de uma coisa que não existe?

E como fica aquilo sem um Primeiro-ministro?

Ainda acham que não vale a pena lutar?

A realidade, mostra, um dia após o outro, que não temos alternativa.

É só empurrar mais um pouquinho…

greve

Portugal é um casino

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Promover uma ajudante a ministra no momento em que se constata que falamos de:

  • alguém que mentiu na AR
  • uma jogadora no casino dos contratos swap (e mais grave do que isso: foi gestora financeira de uma administração da Refer com a missão de a desbaratar e privatizar).

é digno de um país entregue aos bichos, ou melhor, ao jogo do bicho, onde a sorte lhe pode ter sido favorável mas não deixou de andar a apostar na roleta russa das especulações financeiras.

Maria Luís Albuquerque foi professora de Passos Coelho na Lusíada, e fica agora explicado porque a manteve e tem suportado num cargo de Secretária de Estado de onde deveria ter saltado como os outros: neste governo premeia-se o crime económico. Valha-nos que por uns tempos não escutaremos o pior Ministro das Finanças de sempre, pódio que, fosse-lhe dado tempo e não estivéssemos perante mais um sinal do fim mais que anunciado, a sua substituta se encarregaria de ocupar. A má política faz maus políticos, a péssima piores ainda.

 

Cuidado com as ‘resignações’

Demissão. D-e-m-i-s-s-ã-o.

Adeus, Vítor Gaspar

Aqui fica a minha homenagem.

PREC II

Possível Remodelação em Curso

E se fosses dar banho ao cão?

Maria Luís Albuquerque não sabia dos contratos swaps. Se nem sabe o que assinou, demita-se.

Jaburu, o Flecha Negra

A memória guarda o que verdadeiramente importa? Estamos sentados frente ao mesmo bife grelhado, ele porque precisa da dieta e eu por solidariedade. Aconteceram-lhe muitas coisas nos últimos anos e não é que ele não se lembre delas, claro que se lembra, não pode esquecê-las, mas também não convém lembrá-las todas. Queremos que a conversa seja banal, o banal reconforta, traz-nos a vida de todos os dias, sem os grandes sobressaltos. Eu fico com as batatas fritas, ele com o arroz branco.

O puto, ao lado, explica-nos a sua preocupação, o único cromo que lhe falta na caderneta, o 117. As cadernetas de cromos são boas para ensinar-nos que é possível viver com a incompletude, que se sobrevive à frustração e se pode aprender a apreciar o que é imperfeito. Falta-te um cromo, há-de faltar sempre pelo menos um cromo em todas as cadernetas, paciência, rapaz, é a vida. Anda, pai, come o bife, que tens que fazer subir essa hemoglobina. E de legumes salteados, gostas? Ó mãe, o pai gosta destes legumes? Olhamos todos para ela porque é ela que sabe. O seu nariz franzido diz-nos que nem por isso. Adiante, arroz branco não faz mal a ninguém. [Read more…]

Pedro Passos Coelho

Contra os modelos neo e mesmo ultra-liberais de putativa vanguarda da teoria económica. 

Em 1994…

Revolução no Egipto

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Capa do jornal francês Libération  [01.07.2013]

Rimas

José Sócrates: “Esta operação swap [swɒp] é um flop [flɒp]” – Público.

Diz que é preciso despedir funcionários públicos (3)

A crise foi provocada pela corrupção e não pelos excessos dos portugueses

Plataforma Democrática do Povo – PDP

PDP

Ouvi falar deles pela primeira vez na Manifestação do dia 2 de Março no Porto. Gostei do que ouvi. Cansada da alternância não democrática em que vivemos, buscava uma alternativa fidedigna em que acreditar e a PDP pareceu-me sê-lo.

Assinei o documento em que se solicita a legalização da PDP como partido político.

Trouxe o endereço do site e fui pesquisar. Confirmei o que me tinha parecido. Os princípios, o programa, toda a base ideológica da PDP são exactamente aquilo em que acredito.

Tornei-me membro do grupo na página do Facebook.

Há muito que alinho pela ideia de que a sociedade e a forma como se faz política só podem ser alteradas com democracia efectiva. E uma democracia efectiva tem que assentar na participação de todos e na responsabilização das decisões tomadas. É também isso que a PDP defende.

Não sou, ao contrário do que já me acusaram de ser, contra os partidos políticos ou contra os políticos. [Read more…]