Arranjando lenha para se queimarem
17/07/2013 by
A Assembleia da República foi mais ou menos suspensa: como os três partidos responsáveis pelo estado a que chegámos negoceiam a continuação da mesma política, algumas decisões são adiadas para depois. Estamos portanto sem governo, sem parlamento, e com o presidente da República nos confins do território. O sonho de qualquer anarca.

Fotografia
A esquerda no poder
17/07/2013 by
Ouço dizer, muitas vezes, que se a esquerda tivesse chegado ao poder, o país teria entrado numa crise brutal, com o desemprego e a dívida pública sempre a aumentar, com a economia a estagnar e muitos outros episódios do apocalipse.
A não ser que esteja distraído, o país está numa crise brutal, o desemprego e a dívida continuam a aumentar e a economia está estagnada, com tendência para piorar. Por estes sinais, ficamos a saber que os governos responsáveis por este descalabro são de esquerda, como é óbvio.
Diante da necessidade de um governo de salvação nacional, penso que está na hora de o país virar à direita, permitindo que o PCP e o BE passem a governar o país. Só assim será possível emendar aquilo que os esquerdistas irresponsáveis do PSD, do PSD e do CDS andam a fazer há vários anos, num infindável processo revolucionário em curso, propiciador de instabilidade, com o Estado ao serviço de alguns privilegiados, à semelhança, aliás, do que aconteceu em muitos países do Pacto de Varsóvia.
O governo “maravilhoso”, cheio de embustes mil!
17/07/2013 by
Andei vinte e oito anos (28!), até ao 25 de Abril de 74, a ler, criticar e lutar pela calada de dias e noites – efectivamente lutei em organização clandestina partidariamente independente. Vinte e oito anos, como diz a canção do meu contemporâneo, Paulo de Carvalho, é muito tempo!
Sem intuitos de ser herói, mas impulsionado pela amarga perda de amigos na guerra (Angola e Guiné-Bissau), pela miséria do povo de que o ‘Expresso’, sob o epíteto ‘O Último Verão’, relembrou nas páginas 20 e 21 da última edição, e por outras facetas deploráveis; recordo a feroz PIDE a perseguir, prender, torturar e, se necessário, matar quem ousasse combater o salazarismo – eu e milhares de cidadãos fomos qualificados de ‘comunistas’ com ódio e o ímpeto idêntico ao utilizado pelo trabalhador rural na aplicação do ferrete no gado; jamais me filiei em qualquer partido político.
Fui, sou e serei sempre um incondicional combatente contra a desigualdade social, bem como contra a corrupção dos governantes e periféricos que circulam à sua volta e também enchem os bolsos de dinheiros abundantes, fortunas avultadas em muitos casos, extorquidos internamente ao erário público ou em negócios realizados com o estrangeiro – a compra de submarinos, de carros de combate ‘Pandur’ e de outros equipamentos, materiais e serviços, de que as sociedades de advogados do regime formam um dos grupos mais beneficiados. [Read more…]
Então as necessidades para 2013 não estavam cobertas?
17/07/2013 by
Delírios semânticos
17/07/2013 by
Agora os impostos sobre o trabalho chamam-se “propriedade privada e lucro“. Quando não conseguem mudar a realidade apostam na novinlíngua.
As escolhas de Cavaco Silva
17/07/2013 by
Santana Castilho *
Há pessoas com propensão para escolhas infelizes. Cavaco Silva, quando líder do PSD, escolheu Dias Loureiro para Secretário-Geral do partido e apadrinhou Duarte Lima no percurso que o levou a líder do respectivo grupo parlamentar. Já presidente da República, Cavaco Silva convidou João Rendeiro para dirigir a EPIS – Empresários pela Inclusão Social. Dias Loureiro não é propriamente alheio às trapalhadas que originariam a gigantesca burla do BPN. Duarte Lima é presidiário de luxo e suspeito de crime de homicídio. A fraude BPP tem um responsável: João Rendeiro.
A 10 de Julho, 4 dias antes da comemoração da tomada da Bastilha (quem sou eu para lhe sugerir que revisite a França de 1789?), Cavaco disse branco e fez negro. Gritou por estabilidade e afundou todos em mais instabilidade: partidos, Governo em gestão e país em agonia. Não aceitando nenhuma das soluções que tinha, inventou a pior que alguém podia imaginar. O raciocínio que desenvolveu é mais uma das infelizes escolhas em que a sua vida política é pródiga. O compromisso que pediu significaria que votar no PS, no CDS ou no PSD seria votar num programa único de Governo. O compromisso que pediu significaria o varrimento liminar do quadro democrático dos restantes partidos políticos, que desprezou. A escolha que fez significa que se atribuiu o poder, que não tem, de convocar eleições antecipadas em 2014, sem ouvir os partidos políticos nem o Conselho de Estado. Para quem jurou servir a Constituição, é, generosamente, uma escolha infeliz. [Read more…]
Ainda o governo com lepra
17/07/2013 by
Afinal não foram os estragos feitos ao país com swaps que levaram à demissão. Foi mesmo ter ficado fora do pote.
Depois disto, quem fica no PS?
17/07/2013 by
Não querem paralelo, querem convergente, a caminho do seu abismo.







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