Sucumbirá Seguro à Pressão Interna?

Morsa Soares

Muito cuidado com a morsa Soares e a morsa Alegre, Seguro. Um filhote como tu pode ser esmagado. Que seria de um partido de Governo sem tais figuras… tutelares, exemplos de trabalho, uma vida inteira longe da teta generosa do Estado?!

Repare-se no triste espéctáculo que nos dá o PS, pelas suas figuras e figurões com acesso fácil aos microfones patéticos do Regime e às antenas repetidas e passentas das TV e das Rádios. Dois PS avultam. O PS extinto e o PS ainda a fumegar de ter sido Governo. Ambos exercem uma pressão insolente e pornográfica sobre Seguro, capaz de suscitar compaixão por Seguro, terna condescendência por Seguro. Quantos PS há, afinal?! Quantas falanges, falangetas, alas, nichos? E por que motivo a Esquerda dentro do PS esperneia tanto?! A ameaça de cisão desse partido é a mais cómica e sonsa ameaça de que há memória na história recente politico-partidária nacional.

Refresquemos a memória de rato dos promotores da pressão interna com que Seguro tem de se haver: a crise política não começou com uma grave crise no Governo de Emergência Nacional. Começou com o grave desafio eleitoral colocado pelo cumprimento escrupuloso e sério do Memorando só pela via financeirista, cujo peso foi quase absoluto até 1 de Julho último. Mesmo a admissão de falhanço a que inaudita e humildemente o próprio Vítor Gaspar alude é, antes de mais, a admissão de um falhanço pessoal, não das políticas. Um falhanço das previsões. Um falhanço da dose, graduação e temporização dos efeitos negativos das políticas antes de os seus efeitos virtuosos começarem a surgir. O falhanço, sobretudo, do apoio e adesão, dentro do próprio Governo, para que, junto da Troyka, Gaspar pudesse manter a face e declarar possível garantir o cumprimento dos cortes mais decisivos para 2013 e 2014.

Já a demissão de Paulo Portas representou um acordar para a dimensão eleitoral dos partidos do Governo, antes de Setembro próximo, dimensão até aí completamente descurada em favor de uma linha de conduta que privilegiara as finanças, sinais crus e nus de cumprimento, em detrimento da economia. Esta é a terceira semana de impasse e esperança sob a qual pende o futuro do País, a sua viabilidade, e a honestidade politica de qualquer Governo nos próximos anos. Ora, aquilo que o PS assinou em 2011 continua válido. Passível de revisão e aperfeiçoamento, mas válido. Se a crise governativa foi um episódio com raiz na prioridade que deveria ser dada expressamente à economia e na consciência do duro custo eleitoral das medidas necessárias dos cortes, não pode estar em causa a evidência do sucesso de Portugal, na execução da sétima versão do Memorando: sucesso, com o regresso aos mercados; sucesso com o início, ainda incipiente, da espiral virtuosa de crescimento sustentado e emprego; sucesso na estabilização política e nas fundadas razões para a paciência de todos os agentes sociais e económicos, a fim de se evitar um segundo resgate ou a destruição dos méritos estruturais no caminho seguido.

Perante a seriedade e a complexidade das políticas que protejam Portugal de males muitíssimo maiores, foi preciso promover um acordo a celebrar entre os partidos do Governo e o Partido Socialista. A situação do Governo é secundária. O País é que terá de sair reforçado. Deste acordo, podem sair certezas legíveis pelos mercados e pelos actores internacionais, no sentido de assegurar cumprimento e realismo por parte seja de que Governo for, pelo período de um ano ou para além dele. No juízo das responsabilidades passadas, o PS [o PS extinto das morsas alegres e das morsas soares e o PS socratista furioso por Poder] não tem qualquer moral para apontar o dedo ao Governo pelas consequências dos seus esforços no sentido de apagar os incêndios esmagadores e sucessivos que a avidez socialista recente semeara nas Contas Públicas. Se se mantivesse, aliás, esse reduto e essa retórica — violinos a tocar no tombadilho — não seria possível negociar e Portugal iria ao fundo.

As crises políticas são o que são e resolvem-se de variados modos. O desentendimento entre os dois partidos da coligação foi, como ontem se pode re-testemunhar, superado. A maioria saiu reforçada. Resta ao PS, se tem aspirações a governar segundo os princípios de boa governança e não da recorrente demagogia, resta ao PS um papel “patriótico e responsável”. Tendo em conta a divulgação dos argumentos e contra-argumentos dos três partidos pelo acordo ou contra o acordo, no fim destas generosas rondas negociais, a inexistência dele-acordo implicará que o PS se confronte com a matemática e a racionalidade aritmética da sua eventual recusa: recusar um acordo justo e honroso para todas as partes pode ser fantástico para ganhar o partido e impedir as cisões ronhosas e rançosas dos donos morais de Portugal, mas será certamente o começo do fim da perda do País, da dissolução da fiabilidade e credibilidade para governar junto de um eleitorado verdadeiramente preocupado com o Futuro.

Ontem, a base de apoio parlamentar do Governo robusteceu-se e um orçamento equilibrado pode passar em Outubro: o nicho esquedista-socratista dos galamba, das isabel moreira, dos pedro silva pereira, dos soares, dos alegre, do diabo que os carregue, o que deseja é discórdia, caos e todas as condições para artificializar a derrota do País pela derrota dos executores do Memorando, como se pudessem fazer melhor ou diferente. Ora, nada há de transcendente em acordar um calendário de eleições legislativas antecipadas, a partir de Junho de 2014, acordar medidas de execução do Memorando até ao fim do Programa e acordar compromissos orçamentais e de governabilidade para o período pós-troika. Portugal depende disto. Os partidos são instrumentais. Portugal depende da abrangência disto. Sucumbirá Seguro à pressão das morsas-soares do partido? Não sabemos.

Se o Governo Passos Coelho I ou II-remodelado, puder governar em real plenitude, com o acordo implícito do PS, o PS salvar-se-á a si mesmo. Nós, portugueses, estamos todos a ver. Nunca mais poderemos votar num candidato demagógico e mentiroso a Primeiro-Ministro. Se tivéssemos seguido esse critério avançado, moderno, nunca Sócrates teria sido re-eleito em 2009, nem Passos o será em 2014-15, caso opte por anúncios paliativos e auto-estradas de facilidade. Viabilizar o actual Governo e obter do PS apoio tácito ou explícito às medidas de austeridade negociadas com a Troyka, significa reabilitar o PS como partido com aspirações a governar segundo as exigências desta crise internacional, segundo as exigências do Euro, segundo as responsabilidades directas de Portugal nos tratados europeus assinados, bem como na superação da Crise Europeia, mandando às malvas a retórica primitiva e secessionista das Esquerdas. Secessionista com a Europa. Secessionista com a Nato. Secessionista com a Realidade. Tirando Cuba e Coreia do Norte, secessionista com o resto do Mundo Ocidental desenvolvido. A escolha é claríssima. Só à velhice fóssil, decadente e apodrecida dos soares, dos alegres; só à malta pseudo-esquerdóide socratista é que não interessa sair do estrito âmbito da pequena e baixa política, enquanto puta.

Comments

  1. Bufarinheiro says:

    O Parvosaurus no seu esplendor…

  2. António loureiro says:

    QUE NOJO!!! ESTE MONOCORDICOSSAUROS NUNCA DESCANSA? QUE LAMBE-BOTAS AINDA ESTÁ Á ESPERA DE UM LUGAR DE ESPECIALISTA. QUE TARDA!

  3. Aqui ao Sul says:

    o PS salvar-se-a dando um pontapé na direita neoliberal. Esta merda não é o CDS onde os ministros entram e saem quando lhes apetece e criticam o governo de que fazem parte, publicamente, sem que existam consequências… Você está a fazer de conta que não aconteceu nada desde 1 de julho. Você pode achar que as pessoas são parvas mas o único parvalhão aqui é você.

  4. Dora says:

    Joaquim,

    A crise política ( e económica e social e institucional e cultural e financeira) que vivemos é responsabilidade DESTE GOVERNO e do PRESIDENTE que anda a agarrar cagarras.

    Enquanto não tiveres a coragem intelectual de admitir esta realidade, vais continuar a elaborar sobre o mesmo, que se tem repetido, como teimosia proto esquizofrénica, sem que nada de novo tragas à análise da situação que vivemos, especialmente nestes últimos 15 dias.

    Dizer que o governo em funções (?) está coeso, depois de toda esta twilight fortnight, é falso. Basta ouvir o que disse P COelho na AR, ontem, mais o que disse Mª Luis Albuquerque e comparar com o que tem sido dito por Paulo Portas, principalmente na sua carta de demissão irrevogável.

    Não há coesão! Pode haver algo que os mantém unidos, mas não é “salvação nacional”.

    • palavrossavrvs says:

      Discordo, Dora. Explico porquê no post.


    • Dora não concorda que a culpa da actual crise seja só deste Governo que como toda agente condeno , porque o anterior desgoverno do depravado e corrupto Socartes abriu as portas para que estes continuassem com a sua triste saga .
      Sejamos isentos , não sejamos tendenciosos , porque isso não resolve nada .

      Todos foram e são culpados , pelo que devem ser julgados e condenados e justiça
      penal real e não em política .

  5. Amadeu says:

    Retornado de merda !!

  6. Ferando Torres says:

    E para algo maluco, sem sentido:
    Cardozo vendido de graça
    http://www.diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=645474


  7. Quem (também) me parece apavorado com a possibilidade de um qualquer acordo, é PPC. Sobre o post concordo com a Dora, v. é tão repetitivo que cansa. Depois o tamanho lençol não ajuda à compreensão do texto.

  8. João Paz says:

    Aprsar de haver um comentário intercalar refiro-me ao SUPOSTO auto brilho.

  9. lidia drummond says:

    O que deseja o Joaquim? que o Seguro concorde em cortar 4.700 mil milhões de Euros nos ordenados e pensões dos reformados? o que concuzirá a uma recessão muito mais forte, como diz o Governador do BANCO DE PORTUGAL. Se a parelha Metralha mais o papá de Belém querem cortar que cortem mas não abusem do (in)Seguro que está comprometido com eles por ter andado a conspirar com os maçonicos Relvas, Montenegro, Passos, etc. não esquecendo o espião Silva Carvalho que já está a trabalhar no Gabinete do 1º junto com a namorada do Relvas que de fora vai continuando a servir de bussula ao parvenue Passos, agora sem a muleta/desculpa do Gaspar

  10. nightwishpt says:

    Tem mesmo que escrever sempre a mesma coisa? Também estou farto de me repetir. Houve um trimestre com alungs indicadores positivos e já está tudo resolvido? Não, o segundo resgate está para breve, porque o dinheiro acabou, o desemprego continua a aumentar fora de efeitos de sazonalidade e o défice também.
    Não há pós-troika nas próximas décads planeadas, a menos que entenda que o pós-troika seja quando deixar de haver regras novas, porque as que são implementadas pelo programa de destruição são para ficar ad-eternum.
    Também é completamente falso que haja regresso aos mercados, quem foi aos mercados foi o BCE com uma taxa de juro que a banca agradece, uma vez que receberão sempre o dinheiro independentemente do que aconteça a Portugal.

    Acorde, deixe de trair a classe e os portugueses e deixe de acreditar em amanhãs que cantam e em profetas, porque não existem.

  11. lidia drummond says:

    O meu 1º comentário foi vesgo porque li o seu post de través. Agora reli e acho espantoso o que escreve sobre as 2 personagens mais mentirosas da história de Portugal. Passos é mentiroso desde sempre, pois conheci-o tinha ele 22 anos, antes de se apaixonar pela 1º Mulher Fátima Padinha de quem ele foi uma espécie de Agente Artistico das DOCE. Mentiras, mentiras muitas mentiras, pesoais e profissionais como o podem comprovar os seus antigos e breves patrões começando pelo BENTO DOS SANTOS e acabando no Ângelo Correia. Quem pode contar a verdadeira história é o João Gonçalves que voltou para o seu cargo de Jurista da Direcção Geral das Finanças. Do rei das mentiras Portas nem é preciso ir muito longe: fazendo uma vida pessoal de mentiras,sempre acoitado na casa dos Amores, mentiu quando era Director do Semanário INDEPENDENTE na Rua Actor Taborda, mentiu no caso da Empresa AMOSTRA, juntando o Jaguar Vermelho para os engates, levando o José Braga de Macedo à prisão. Mente no caso das contrapartidas dos PANDUR E DOS SUBMARINOS. Na ultima investida do Aguiar Branco para privatizar os Estaleiros de Viana, o chefe da Comissão de trabalhadores, veio à televisão dizer, se a privatização for para a frente e a haver despedimentos, dizemos já ao Dr. Portas que quebraremos o silêncio sobre o caso das contrapartidas dos submarinos. Acabou-se a história da privatização ou concessão do Estaleiros, o Gaspar demitiu-se, o Portas idem. mas está amarrado pelo Passos/Relvas Assim que ele sair do Governo, o processo das contrapartidas avança, pois a Comunicação Social já publicou: PORTUGAL PERDE 4OO MILHÕES COM OS PANDUR. DOS 515 MILHÕES DE EUROS PREVISTOS NO CONTRACTO DE CONTRAPARTIDAS DA COMPRA DOS BLINDADOS ESTÃO EXECUTADOS APENAS 13%. É preciso lata para falar das mentiras do Sócrates que ao pé deste METRALHAS foi um anjinho. Um pouco menos de ódio ficar-lhe-ia bem, pois o que interessa agora é o presente e como sair deste embrogleo

    • palavrossavrvs says:

      Não me refiro à índole dos actores, mas ao caminho menos mau para o País.

      • verdades como punhos says:

        és perfeitamente dispensável acima do solo.
        o teu lugar é debaixo dele a inspirar os vermes.

        • palavrossavrvs says:

          Costumo passar algum tempo debaixo do solo, nas estações de Metro e quando estaciono no Porto. Ainda não vi verme que inspire nem te apanhei pela frente.


    • Concordo com tudo o que diz , mas não me venha defender o corrupto e depravado
      Socartes , porque ultrapassou tudo e todos , fazendo com que o País e o Povo este-
      jam nesta situação , abrindo cancelas para que os actuais governantes , escanca-
      rassem ainda mais .

      Uns não desculpam os outros . São todos culpados e os problemas dos portugueses não se resolve atacando este ou aquele político ou partido porque são todos culpados , porque isto não vem de agora , já vem dos tempos de Soares e do Cavaco e de muitos outros mais .

      Sejamos honestos e isentos . O problema de Portugal não é partidário , de esquerda
      ou de direita , é de SERIEDADE , mas nós gostamos de continuar a apoiar a corrup-
      ção e o seu eixo do mal .

      Estes não prestam , mas os anteriores igualmenten ão prestam . Deviam ser todos jul-
      gados e condenados .

      • lidia drummond says:

        Não temos um medimometro para medir quem fez mais mal a quem. Para mim Sócrates fez coisas muito boas como o Simplex pois passava horas nas FInanças, nas conservatórias e tinha de passar uma notas para me darem os documentos mais depressa. Hoje vê-se que os actuais Metralhas, entraram com sanhas de sendeiro mas estão como Cordeiros a voltar a refazer tudo o que o Governo anterior fez. Os Senhores como Professores terão outras razões de queixa. Eu que nunca fui Funcionária Pública, mas respeito-os pois sempre que preciso de tratar assuntos são inexcedíveis. Se o homem fez algo. como o Portas, porque não participam ao MP? Tambem digo que vi ao vivo o cordão humeno que fizeram na Rua Braancamp ofendendo com palavrões a mãe de Sócrates que estava doente em Casa. Acerquei-me do cordão que era de 5 mulheres e 1 homam. em fila contínua. Disse ao Homem se não tinha vergonha de ofender uma mãe senhora doente e idosa que tinha acabado de perder um filho. O Homem pediu desculpa mmas as megeras chamaram-me os piores nomes possivel. Jamais eu quereria que um filho meu fosse instruido por tais professoras. Peço desculpa de dizer isto mas foi o que aconteceu e a mim juntaram-se centenas de pessoas. reprovando a linguagem de Professoras a quem entregamos os nossos filhos para serem instruidos, porque a educação dá-se em casa, quem pode, porque muitos Pais que têm de trabalhar muito, depositam os seus filhos nas Escolas.

  12. Bento Norte says:

    Um teste decisivo ao que tem sido a falta de liderança de Seguro. Tenho para mim que a reboque ou ao empurrão ele anda a ser dirigido por gatilho armado. Ou segues as instruções ou sais, é a senha do chega para lá.

  13. palavrossavrvs says:

    Nem se reciclam comentários imbecis aos posts do blogue.

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