40 anos desta espécie de democracia

Já nasci nesta espécie de democracia em que vivemos hoje. Por favor, não me tomem por ingrato: estou eternamente agradecido à revolução e como é óbvio, prefiro viver nesta espécie de democracia do que na ditadura que não conheci (ainda bem) mas sobre a qual li e ouvi inúmeras histórias, de pessoas com diferentes “sensibilidades”, sobre como era, o que aconteceu e o que mudou. Tenho exemplos na família, de um bisavô distinguido pelo seu contributo para o enchimento do Celeiro de Portugal até ao pai da tia paterna que foi perseguido, torturado e assassinado pela polícia política. Estou certo que, se o meu bisavô fosse vivo, seria ainda mais salazarista do que outrora depois de ver o que esta espécie de democracia fez ao seu Alentejo, deixado ao total abandono e progressiva desertificação, onde nem uma auto-estrada que seja chega a Beja, no país com a suposta 4ª melhor rede da estradas do mundo . E como diz o meu avô, seu filho, teria “500 carradas de razão”. Esta espécie de democracia parece ter abandonado o Alentejo à sua sorte e aridez. Da mesma forma, estou certo que o resistente anti-fascista e pai da minha tia ficaria “ligeiramente” desiludido com o resultado daquilo por que deu a sua vida.

É difícil falar sobre uma realidade que não se viveu. Eu não sei o que é viver debaixo do tipo de censura ou perseguição que existia durante o Estado Novo. Mas sei que, de certa forma, muitas das práticas desse tempo, tal como alguns dos protagonistas, sobreviveram à revolução e assumiram, nesta espécie de democracia, o mesmo papel que desempenhavam nos anos negros do fascismo. Porque a censura daquele tempo pode já não existir, mas a manipulação da realidade e a filtragem da informação feita pela comunicação relativamente aos temas que estão na ordem do dia demonstram bem o tipo de constrangimentos com que a livre circulação de informação e a liberdade de expressão se deparam hoje em dia. Porque as famílias que dominavam os negócios e viviam sob o abraço protector do avô cavernoso, são praticamente as mesmas que hoje instrumentalizam o poder político.

Posso dizer, escrever e ouvir o que quiser, tenho o direito de votar em qualquer partido ou candidato, não tenho que ir para uma guerra estúpida e não sou reprimido arbitrariamente pelo poder político. Mas a informação continua a ser manipulada, o sistema eleitoral é dominado por dois partidos que controlam o financiamento dele decorrente através de redes clientelistas à vista de todos, a guerra colonial foi substituída pelo terrorismo financeiro e a repressão arbitrária deu lugar ao puro e simples descaramento de se afastar e ignorar os “proles”, ao mesmo tempo que os engana, rouba e desrespeita. Acho que não foi para isto que se fez uma revolução.

Eu não vi o 25 de Abril de 74 mas gostava de ver a próxima revolução no meu tempo de vida. Gostava de ver o povo a sair uma vez mais à rua, a depor todos os corruptos, a julgar todos os criminosos, a exigir a reforma do sistema eleitoral e a regulação sobre as aventuras da banca que nós pagamos, a acabar com as prescrições milionárias das elites e a impor um sistema político dos portugueses para os portugueses e não apenas para alguns portugueses. Será que hoje, 40 anos depois do primeiro dia do resto das nossas vidas, estaremos à altura da coragem daqueles que saíram dos quartéis e de suas casas para substituir esta espécie de democracia por uma Democracia a sério?

Revolution

Comments

  1. Fernando says:

    Tambem nao me interprete nem me catalogue erradamente sobre o que vou escrever. Fico super revoltado quando falam ou escrevem sobre Salazar. O que ele fez de mal ou bem, foi ha mais de 50 anos!!! Nada tem a ver com “hoje”. Porque nao falamos sobre o D. Diniz ou o D. Joao IV? Todos eles ja la vao…
    Falemos e preocupemo-nos com presente, para nao cairmos nos erros do passado.
    Ja levamos 40 anos de democracia!!!!!
    E o que aprendemos destes 40 anos de democracia?
    A dizer mal de tudo e de todos, a a creditarmos na mentira, excepto a mentira vinda dos que nos manipulam.
    Quem e que tem elegido os governantes? Nos temos a nossa quota parte de culpa na democracia que temos.
    Andamos 30 e tal anos a dormir e assobiar para o lado.
    A ofender todos os que nao diziam amen.
    Nestes passados 30 anos, nunca vi o povo tao “activo” na vida politica. Toca-nos no bolso…. eu sei.

    Deixo-lhe aqui um link.
    Este Homem, que eu admiro imenso, disse ha 5 anos (cinco anos!) o que precisamente esta a acontecer.
    E o que fez ou faz o povo? Culpa tudo e todos.
    Vamos tambem culpar os nossos pais pelos erros que cometemos? So por que eles eram drogados, bebedos, violentos ou separados? Eu acho que nao.
    Eu tenho e que aprender a nao repetir os mesmos erros, nem transmiti-los aos meus filhos.
    Quanto ao Salazar, Carmona, Cerejeira, Cunhal, Soares e quejandos, sao como uma refeicao. Come-se, digere-se (mal ou bem) e defeca-se. Nao vamos ficar a olhar para o papel higienico ou sanita.


    • Mas ó Fernando não acha que o passado faz o presente para o bem e para o mal? o meu pai alcoólico não me deu a atenção que devia nem me educou devidamente o que certamente influenciou o meu futuro…repito para o bem e para o mal, vomito com o cheiro a álcool, como poderia beber como um louco, nada é assim tão simples.

      “O que ele fez de mal ou bem, foi ha mais de 50 anos!!! Nada tem a ver com “hoje”. Destaco esta frase porque discordo completamente e basta ver a mentalidade típica portuguesa, sem querer generalizar, falta uma revolução de mentalidades que com certeza tem muito haver com o nosso passado.

      sem ter dotes de escrita espero que tenha compreendido o meu ponto de vista.


    • Esse homem nunca disse o que está a acontecer: mente e aldraba todas as semanas. Não passa de um propagandista dos interesses das empresas para quem trabalha ou trabalhou.

      • Fernando says:

        e a sua opiniao. Respeito-a.
        Peco-lhe reciprocidade.
        Cumpts.


      • é a ideia que tenho JJC. aquele teórico do sistema supostamente desalinhado que chama uns nomes a uns políticos mais frágeis mas que vem a reboque dos “empreendedores”…


        • Além de ignorante, aldrabão e hipócrita, o Merdina fez uma carreira nas empresas depois de ter passado pelo governo, pecando pelo mal do costume. Não viu coisa alguma, transformou-se num propagandista da miséria e dos direitos dos srs. empresários, um salazarinho demagogo que nunca debate com economistas de cor contrária. Mais um empregado dos mercados.


          • realmente vejo sempre o Medina dono e senhor dos programas em que participa, regra geral por falta de qualquer tipo de “oposição” estruturada. agora que penso nisso, todos aqueles que com ele vejo nos seus talk shows costumam ser bastante simpáticos. caso contrário ele teria um gráfico para os calar a todos…


    • fica revoltado quando escrevem sobre Salazar? mas ele é alguma excepção sobre a qual não se possa escrever? O seu legado é desastroso e se o de qualquer outro rei também o é, tal não poderá ser obstáculo para qualquer crítica dirigida ao ditador.

      podemos ainda não ter aprendido muito nestes 40 anos de democracia, mas uma coisa conquistamos: o direito à livre expressão do pensamento e das opiniões de cada um. poder ter uma opinião contrária ao poder instalado é, só por si, uma vitória sem paralelo em 870 anos de história de Portugal.

      O que o Medina Carreira anda a avisar há 5 anos andavam os comunistas (e grande parte da verdadeira esquerda, PS não incluído) a avisar desde a década de 70. Que seriamos tomados de assalto pelo liberalismo económico e pelos oligarcas que já cá estavam no antigo regime. E alguém lhes deu ouvidos? Não, a maioria preferiu agarrar-se ao cliché das crianças ao pequeno-almoço. Mas estamos de acordo quanto ao baixo nível daqueles que nos governam. A diferença é que eu prefiro ensinar aos meus filhos (quando um dia os tiver) que mais do que não repetir os mesmos erros, é bom aprender com eles e rejeitar toda a qualquer forma de autoritarismos. Que essa gente está em estado de guerra permanente contra nós.

  2. Fernando says:

    Por lapso da minha parte (indesculpavel), nao revelei o link.
    Aqui vai: http://youtu.be/99XcQ4tHg_A

  3. Fernando says:

    Ora o Zepolvinho acertou em cheio naquilo que eu defendo e desejo.
    Revolucao de mentalidades, que passa pelas familias e escolas.

    Sem essa revolucao meu caro, podemos andar anos a fio a chorar no molhado. Os resultados serao nulos.
    O passado ( factos, datas ou pessoas) devemos e temos de ter conhecimento com honestidade. Mas dai andarmos ha 40 anos sempre a bater no mesmo, o que pretendemos?
    Que Salazar “salte” do buraco e diga: pronto estou aqui e fuzilem-me por todo o mal que fiz.
    Salazar para mim so me diz uma coisa: foi um governante honesto. Ponto final paragrafo.
    Devemo-nos e de preocupar com os salazares que nasceram depois do 25 de Abril.
    E isso e que nunca vi, ate ha bem poucos anos (2008/9).

    Hoje vivemos numa democracia anarquico espartilhada.
    Eu explico: anarquico por que a justice nao funciona. A justica e a miseria que se sabe. Os tribunais nao sao precisos! A opiniao publica ou a voz do povo substitui-os.
    Espartilhada, por que voce, eu etc. nao temos uniao civica. Cada um rema para seu lado ou do partido.
    O ze ou eu ou seja quem for nao alinha nesta “Biblia”, e insultado e conectado com o facismo ou comunista e por ai fora.
    Logo a revolucao de mentalidades IMPOE-SE!
    Cumpts.

    Nota: o meu teclado nao reconhece acentos graficos, por estar programado para outra lingua.

    • José Peralta says:

      Salazar PARA SI, foi um governante honesto ?

      O Fernando viveu os 48 anos de chumbo salazaristas !

      Viveu estar num café ou outro lugar público, e não saber se o vizinho do lado era um “bufo” da pide ?

      Viveu 13 anos de guerra colonial, com milhares de mortos civis e militares dos dois lados da(s) barricada(s) ?

      10.000 mortos portugueses, 40.000 estropeados, cegos amputados, doentes neurológicos, e as respectivas famílias desfeitas ?

      Viveu a segregação das Mulheres, que não tinham direito a voto, eram “propriedade” dos maridos, só serviam para “parideiras” quanto mais melhor para “fornecer” o mercado de trabalho dos “senhores”, e para cozer as peúgas e os fundilhos nas calças dos numerosos filhos, e nem pensar em saber lêr e escrever, porque a “instrução” era perigosa para “os poderes instituídos” ?

      E as Mulheres que estavam impedidas de acederem à Universidade, as enfermeiras que não podiam casar, etc. etc. ?

      Um salazar colaboracionista de hitler, mussolini, franco, que castigou de forma cruel e brutal Aristides de Sousa Mendes, um Herói que lhe “desobedeceu” e salvou da morte milhares de judeus, muitos dos quais portugueses ?

      Desculpe a pergunta : Que idade tem o Fernando ?

      É que a minha estranheza, resulta de saber que o que não falta nos nossos dias, é informação sobre “esse tempo” !

      Diz o Fernando que “o passado (factos, datas e pessoas), devemos e temos de ter conhecimento com honestidade” !

      Pois a propósito, permito-me sugerir-lhe a Revista “Visão” N.º 1103, desta semana, que fez um número especial de “regresso ao passado” ! (Não tenho quaisquer interesses na Revista…).


    • Um governante honesto? A malta do grupo Mello ou Espirito Santo que o digam não é mesmo??? Enfim, no further questions…

      Mas é impressionante vê-lo falar da inexistência da justiça quando no tempo do seu venerado Salazar ela era do mais arbitrária e injusta possível. Dois pesos e duas medidas?

  4. Fernando says:

    Jose Peralta obrigado por estabelecer um contacto comigo, com correcao.
    Por isso lhe vou reponder:
    Eu pedi ao Joao Mendes (autor do artigo) para nao me catalogar erradamente. Faco-lhe o mesmo pedido.
    Acredite Peralta -se quiser-, nao estou acorrentado ou hipotecado a qualquer corrente politica ou politico portugues.
    Com uma excepcao para o Gen. Humberto Delgado. A unica e da qual nao me e confortavel recordar.

    Pergunta-me se o Salazar foi honesto? Repondo-lhe: Foi!
    Perguntar-me-a de novo: Porque?
    Respondo-lhe: Ninguem afirma que ele roubou dinheiros publicos. Que deixou dinheiro off shore. Ou fundacoes ou palacetes etc.
    O mesmo nao digo dos politicos travestizados de democratas.
    E esta a honestidade a que referi sobre Salazar.
    Nao me colone a nada mais sobre Salazar.

    Por formacao moral nao escondo as virtudes com os defeitos de seja de quem for.
    Nao seria honesto da minha parte.
    Eu assume-me um ser humano com defeitos (nenhum que me tenha de envorgonhar) . Mas calma!… tambem devo ter algumas virtudes.
    Nao gostaria que me acenassem so com os meus defeitos, e as minhas virtudes ficassem esquecidas no bau…

    Por ocasiao da candidatura de Humberto Delgado, eu distribui votos pelos meus conhecidos e amigos na cidade de Setubal.
    Fui denunciado. Por quem? Sei la eu!
    Nao fui preso, nem terturado, nem para Caxias. Levei apenas um “cartao amarelo”… mas que me ia borrando com ele, la isso ia.

    Quanto a minha idade meu caro Peralta, tenho a suficiente para nao me deixar enrrolar na areia, por uma onda qualquer.
    Cumpts.

    • José Peralta says:

      Fernando

      Não li nada de provocatório na sua opinião, por isso não tem que agradecer a minha correcção.

      Mas quanto a salazar, insisto, a sua “honestidade” foi feita de mesquinhez, de mediocridade, de manha, de “safanões a tempo “, dados, por exemplo a D.António Ferreira Gomes, o Bispo do Porto a quem obrigou ao exílio, com ignóbil e traiçoeira crueldade, impedindo-o de entrar, no regresso de uma missão no Vaticano !
      O mesmo acontecendo à Inteligêntzia” portuguesa presa ou exilada, que nem “precisava” de ser comunista ! Bastava ser democrata, moderada, e “mal comportada” na visão cega do “honesto” manholas, e dos seus diligentes serventuários .

      “Deus, Pátria e Família”, a “lição de salazar” o que foi ?

      Foi a protecção ao clero mais retrógrado e reaccionário, personalizado pelo seu amigo cerejeira, ao autoritarismo, ao livre arbítrio, à corrupção dos poderosos e à “Família”, no sentido mais “mafioso” do termo e, no mesmo sentido, protegida pela “omertá” do “regime”, isto é, a mais conveniente e estúpida Censura!!!! (Ainda ontem a SIC transmitiu o elucidativo programa “Lápis Azul”, com depoimentos de Balsemão e Marcelo, entre outros…)

      Foi o que eu tentei resumir na minha resposta, focando alguns exemplos que você parece ter ignorado ! E que, em certos aspectos, começa a ter muitas e preocupantes semelhanças com o que nos está a acontecer hoje, com esta gentalha de degenerados.

      Quanto ao seu apoio a Humberto Delgado, deu-lhe “uma pequena amostra” com o susto que apanhou com um dos “safanões a tempo” dados aos “mal comportados” ! Foi denunciado , e não sabe por quem ?
      Pois foi isso que aconteceu a milhares de Portugueses.

      E muitos pagaram com a prisão, a tortura, a clandestinidade e com a morte, como aconteceu a Delgado a mando do “deus, pátria e família”…que não “sabia de nada”, não prescindia da sua missa e “piedosa” comunhão ao domingo, e pôs todo o Mundo civilizado contra um País “orgulhosamente” só !

      Mas sempre “tão inocente” ! Pois se ele “não sabia de nada” !!!…

      • Fernando says:

        Meu caro eu concordo em tudo o que escreveu. A 100%!
        Mas parece-me que nao percebe, ou nao quiz perceber, ou eu nao fui suficientemente explicito. Quando falo de “honestidade”, estou a falar de uso e abusos de dinheiros publicos. Sera que agora me expliquei melhor? Ou ignora a honestidade, dando realce aos inumeros erros (alguns graves) que o homem cometeu?
        Nao perco mais tempo com o dito cujo, porque e desperdicar tempo.
        Ja estou como o Medina Carreira diz, que nao perde tempo com certas coisas.
        Eu quero e actuar e pensar no “hoje e no amanha”. Nao ignorando o “ontem”.
        Foi um prazer em comunicar consigo. Pode haver outras ocasioes.
        Cumpts.

        • José Peralta says:

          Fernando

          Quando, na minha primeira resposta, lhe perguntei a sua idade, foi porque pensei, sinceramente, que era jovem e não tinha passado pelos “anos de chumbo”, e a sua opinião sobre a “honestidade” salazarista, tinha muito de desconhecimento e ingenuidade.

          O salazar, como ministro das Finanças, foi um bom “contabilista”, na regeneração das contas públicas !

          Ficou-se por aí ! A mim não me interessam as suas “botas remendadas”, a modéstia nos hábitos e nos gastos PESSOAIS, herdada certamente das suas origens humildes. Não ignoro nem nego isso !

          Mas se ele “não usou nem abusou dos dinheiros públicos”, permitiu que outros o fizessem por ele !

          Todo o resto, foi conluio e protecção aos que já tinham “tudo pela união nacional”, (bastava-lhes uma saudação de braço estendido e um “viva salazar !”…) à custa dos que não tinham nada !

          É o que estamos a ver hoje, com o empobrecimento “custe o que custar”, mas sempre dos mesmos…

          A mortalidade infantil, o analfabetismo exponenciais, as vidas e os milhões perdidos numa guerra injusta e inútil e o mais que enquadrei nas minhas anteriores respostas, para que interessou e que benefícios o País retirou, de tão tamanha e tacanha “honestidade” do títere ?

          Também estou à disposição.

  5. Escatota Biribó says:

    João Mendes
    tu por acaso foste AFS’er? aqui há cerca de 22 anos

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