Intenção

Quem já pegou num livro de psicologia ou, mais simples ainda, quem teve um puto a jogar à bola dentro de casa sabe que as coisas se partem por obra e graça do espírito santo. “Partiu-se”, “Não fui eu”…

Tenho pensado muito nisto quando vejo no poder pessoas como Nuno Crato ou como a Paula Teixeira da Cruz. A existência de um erro isolado é algo absolutamente natural e, em alguma medida, compreensível. Mas, um olhar atento para a matriz desta governação permite perceber que estamos longe de encontrar um acto isolado. Até parece que há uma intenção deliberada de destruir tudo o que é serviço público.

São os concursos de professores, aliado ao aumento do número de alunos por turma e ao investimento no ensino privado.

É a Ministra Paula Teixeira da Cruz que resolveu meter um pilar da democracia e do estado de direito dentro de um computador avariado.

São os laranjinhas da UGT que assinaram um acordo com o governo que retira dinheiro à segurança social para pagar o aumento do salário mínimo.

Educação. Justiça. Segurança Social.

Podia trazer aqui outras dimensões, mas penso que estas referências são suficientes para que, pelo menos, se questione o governo: incompetência ou intenção?

 

Comments


  1. Intenção, sem dúvida.

Trackbacks

Deixar uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.