A polémica com as urgências

urgencias_hospital
Pedro Parracho

Vamos então abordar o caso das urgências e a discussão que tem existido sobre os problemas ocorridos.
É prática corrente, responsabilizar o ministro. Esta situação é recorrente, porque é mais fácil para os partidos da oposição responsabilizar sempre o governo, em qualquer época, leiam-se os títulos dos jornais nos invernos de 2007 a 2011, é assim pelo facto de se considerar o ministro “patrão” dos hospitais. Por isso o caminho da discussão é sempre o mesmo: se algo não funciona é porque “faltam meios”.

Nunca é porque houve falhas de gestão, mau trabalho dos funcionários, falta de empenho ou simples incompetência. Aparentemente o ministro até tem de saber se as escalas de férias e folgas dos médicos estão bem feitas, e se estiverem mal feitas, apenas lhe cabe… contratar mais médicos.
É importante que os utentes se sintam como accionistas do SNS e que exijam profissionalismo e empenho nos profissionais de saúde, sempre que presenciarmos exemplos de má gestão, má prática, falta de bom senso, falta de empenho ou incompetência, devemos denunciar os mesmos, de forma, às mesmas não ocorrerem no futuro.

Comments


  1. Este “arremesso” publicado é o què? os utentes são accionistas, então isto quer dizer que a vida das pessoas são ações? profissionalismo é ser delator? quantas vezes quem delata é o pior dos profissionais, visto que nem profissional sabe ser…. se o SNS for visionado como entidade empresarial… de accionistas….então isso não constitui já de si uma má prática?

  2. Rui Moringa says:

    Senhor Pedro Parracho,
    Estou de acordo consigo quanto à atribuição de culpas no funcionamento SNS sempre ao Ministro e à “falta de meios.
    Contudo, permita que faça alguns reparos à sua argumentação:
    1- O Sr. Ministro nomeia as administrações e as administrações os Directores;
    2- Resulta daqui que o Sr. Ministro deve demitir as administrações sempre que há vícios e anomalias na gestão que afectam os cidadãos-doentes;
    3- As administrações deviam de seguida demitir as direções;
    4- Porque se demitem com mais frequência as direcções de urgência e não os conselhos de administração?!;
    5- O texto texto é curto para ousar explicitar a “polémica nas urgências”;
    6- Os factores envolvidos “na confusão nas urgências” são muitos e variados;
    7- Os funcionários, a maioria, estou seguro sem pessoas abnegadas e muito competentes;
    8- Na minha humilde opinião, a tal confusão não é maior porque os funcionários são extraordinários;
    9- Defende a ideia de que os cidadãos se deviam comportar-se como accionaistas. Sem dúvida, isso já acontece porque há hospitais EPE com capital social na posse do Estado (cidadãos).
    10- Os problemas de funcionamento do SNS estão maioritaramente diagnosticados e constam de imensos trabalhos e relatórios;
    11- Falta, na minha humilde opinião congruência entre os discursos dos responsáveis e a prática.
    Uma provocação! (simpática). Consegue perceber porque, com os meios que temos, e são efectivametne muitos, somos desorganizados? Todos apontam o dedo, mas ninguém cuida de fazer o que lhe compete.
    Os aspectos organizativos ou desorganizativos do SNS estão ligados a poleiros de chefias que classifico de oportunistas pelo dinheirinho. Isso depende do Sr. Ministro…
    Parece-lhe que isso está nas mãos dos funcionários?
    Não precisa de responder.
    CVumprimentos.

  3. Nightwish says:

    O Sr Ministro fechou ou não fechou hospitais? Despediu ou não despediu médicos e enfermeiros? Fechou ou não fechou centros de saúde?
    Naturalmente, tem tanto as mãos cheias de sangue como o primeiro-mentiroso.

  4. António Duarte says:

    Quando os problemas surgem de forma generalizada em todos os hospitais e centros de saúde, a culpa é mesmo do ministro e dos seus ajudantes. De quem deve planear e executar as políticas de saúde, alocar os necessários recursos humanos, materiais e financeiros e nomear as pessoas adequadas às funções e responsabilidades que devem assumir.

    Se o ministro, em vez de nomear gestores hospitalares competentes, prefere os boys incompetentes mas com cartão do partido, tem mesmo de se responsabilizar ele próprio pelas escalas de serviço e por todas as outras coisas que possam sair mal feitas.

    Se os médicos são insuficientes, porque não foram sendo formados, nas várias especialidades, de acordo com as necessidades, ou havendo suficientes, estão mal distribuídos, compete ao ministro, uma vez mais, gerir melhor os recursos de que dispõe e, se não tem pessoal suficiente, contratar mais médicos, enfermeiros, ou quem for preciso.

    E claro que, quando se opta por uma política de reduzir salários e direitos aos trabalhadores, convidando os descontentes a rescindir e os desempregados a emigrar, não se pode esperar que a motivação dos profissionais esteja em alta e ajude a suprir, com um acréscimo de profissionalismo ou de simples boa vontade, as dificuldades que pontualmente possam surgir.


  5. Convem fazer uma primeira triagem e responder 1 é ano de eleiçoes 2 não é ano de eliçoes .Solução: 1 não ligar peva 2 vamos a estudar o problema que pode haver mais que fumo


  6. As melhoras é o que lhe desejo. E que sejam bem rápidas.

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