Já que se discute saúde e lucro

-Prefiro uma cínica indústria que inova movida pelo lucro ao imobilismo socialista que representa a estagnação. Ou dito de outra forma, trabalhar para aquecer ou para desenvolver a sociedade, colocaria mais um cobertor na cama e desligava o despertador. Se me levanto cedo e trabalho duro não é para desenvolver a sociedade, para a qual me estou nas tintas. É para viver confortavelmente, pagar as minhas contas e adquirir o que pretendo, necessário ou supérfluo. Como posso criticar a industria farmacêutica? Isto não inviabiliza de forma alguma práticas de responsabilidade social.

Comments

  1. Miguel says:

    Como pode criticar a Indústria farmacêutica? A resposta é fácil. Trata-se de uma Industria que alcança lucros bilionários através da desgraça e infortúnio dos outros. Não é por se levantarem cedo e trabalharem no duro que os ceos destas multinacionais são bilionários?

  2. Miguel says:

    O ponto de interrogação na ultima frase é uma gralha.

  3. O vómito continua desperto… e enaltece as mais vis atitudes.

  4. Nightwish says:

    Ainda bem que as drogas são descobertas por investigadores a ganhar mal nas universidades, senão lá se ia o argumento todo…
    De resto, que o António seja sociopata explica muita coisa.

  5. João Mendes Fagundes says:

    António Almeida, a sua argumentação é fraca e só lembra ao diabo. Pois que você até apela à responsabilidade social dos trusts farmacêuticos…. Você parece-me ser um liberal em matéria de economia, vou por isso tentar responder-lhe nos seus termos. Sendo um liberal, suponho que defende a livre concorrência que conduz à formação “equilibrada” dos preços. Não lhe agradará também a formação de situações de monopólio em sectores relevantes da economia. Pois quando falamos em indústria farmacêutica, estamos precisamente a falar de uma situação escandalosa de distorção da concorrência, já que medicamentos equivalentes fabricados por empresas diferentes apresentam no mercado preços praticamente idênticos. E isto a coberto do argumento roto dos elevados custos da investigação científica subjacente, já que o custo de fabrico do produto é irrelevante. Estamos perante uma pseudo-batalha de trusts, que mais não é na pratica do que um conchavo tendente à manutenção de preços especulativos e que mais ou menos se equivalem. Compare-se com o exemplo da água, um dos bens mais preciosos, e que, no entanto, tem um preço de mercado baixíssimo, que não cobre o produto água (que é à borla) mas apenas a sua distribuição. Voltando às farmacêuticas. Vejamos os tão famosos “genéricos”, fenómeno que se generalizou desde há alguns anos. Pois começaram por ser uma alternativa muito interessante para os consumidores em termos de custo, muito inferior ao dos medicamentos de marca. O que vemos agora?. 1- O preço dos genéricos é praticamente igual entre os diversos fabricantes, sejam eles a Pasteur ou uma fabriqueta de Santa Iria da Azóia. 2 – As próprias multinacionais farmacêuticas começaram a fabricar o mesmo medicamento em duas versões, o “de marca” e o “genérico”, sendo este, de início, consideravelmente mais barato. O que se verifica actualmente é que os preços praticamente se equivalem, sendo frequentemente fabricados pela mesma empresa e apenas diferindo no nome; deixando assim o “genérico” de fazer sentido, visto que, perante preços idênticos, o consumidor prefere o fármaco de marca, que, aparentemente, seria merecedor de maior confiança por parte de um público mal esclarecido. 3 – Estamos então perante um verdadeiro bombardeamento do conceito, inicialmente virtuoso, do mercado dos “genéricos”, bombardeamento conduzido pelas próprias “majors” famacêuticas. Onde está o santo mercado a funcionar???. 4 – Desconhece, ou esqueceu-se, das verbas milionárias que as majors gastam em publicidade enganosa, dos presentes vultosos, que, de forma mais ou menos explícita, oferecem aos governos e aos profissionais de saúde, com pseudo-congressos de pompa e circunstância, normalmente em aliciantes estâncias turísticas, constituindo verdadeiras acções de suborno “lícito”, ao qual os clínicos aderem não para serem informados, mas para uns dias de sol e praia?. 5 – Não venha com o argumento de que toda a gente gosta de viver bem, e que as grandes farmacêuticas também gostam. Estamos perante uma actividade que funciona em regime de trust em que a concorrência está totalmente distorcida e em que se vende água ao preço de uisque velho. Não estamos a falar de responsabilidade social, que manifestamente as farmacêuticas não têm, e nem sequer lhes é pedida. Apenas se pede que, como qualquer outra actividade económica, funcionem em regime de mercado aberto e transparente (embora fiscalizado). Porque os preços de venda especulativos e leoninos que praticam são em grandíssima parte custeados pelos serviços de saúde públicos, e só por isso há poder negocial das majors para imporem os seus preços de cambão. Diz-se frequentemente que a saúde não tem preço. O ministro da Saúde vem dizer que tem o preço que é possível pagar, ponto de vista que é cínico vindo de um ministro, mas que não deixa de ser cruelmente verdadeiro. Para as farmacêuticas também a saúde não tem preço, porque o céu é o limite, o limite até ao qual os governos e os cidadãos estejam dispostos a pagar. É claro que é desagradável que os doentes morram, pela simples razão de que deixarão de comprar. Só então, quando a procura baixasse, por falta de consumidores vivos, é que os homens do medicamento encarariam a baixa de preços. E fala-nos de responsabilidade social???. Ora abóbora.

    • Estou de acordo com muito do escreveu. Caramba, isso dava mais que um post e não foi o meu objectivo. Toda a medicina é um negócio e deve continuar a sê-lo, para além do serviço público que presta. Mas está condicionado. Sim, muitas práticas distorcem um mercado que não é verdadeiramente livre. E não é um exclusivo da medicina ou do medicamento. Inúmeras vezes aponto o dedo a monopólios ou oligopólios, que é mais o caso da indústria farmacêutica. Mas o caminho a meu ver não é criar taxas, lançar impostos ou perseguir quem tem lucro. Um facto que o vídeo aponta e não vejo quem possa desmentir, nos últimos anos a outrora poderosa indústria farmacêutica europeia tem vindo a perder terreno para a norte-americana. E se quiser sair desta área, veja o que se passa na electrónica. Quer exemplos de quantas empresas europeias perderam terreno nesse domínio? Até mesmo a Alemanha. A Europa asfixia o ambiente empresarial, que encontra ambiente mais favorável nos EUA e Ásia. (não me venham falar de mão de obra barata, porque a Ásia não é uma entidade nem possui uma realidade única. Índia tem pouco a ver com a China, Japão e Coreia do Sul são uma realidade à parte, existe a Malásia e Singapura…)

  6. Não escreva por favor. Faria serviço público e poupava-nos o tempo em ler a sua diarreia mental. Vá para os estados unidos ter lá com os donos dos grandes negócios farmacêuticos e diga-lhes que é um lambe-botas. Se lhe derem um chuto no cú, seria muito fixe é o que você merece. Estimo-lhe as melhoras.

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  1. Wiseman and Burke

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