Armados em chico-espertos

piigs

Alguém pode explicar, muito de-va-ga-rinho, aos governos de Portugal, da Espanha, da Itália e da Irlanda, que essa do “se houver para a Grécia, também queremos” só faria sentido se estivessem dispostos a acabar com a austeridade, os cortes na dívida por si só não chegam?

Claro que eles não entendem: a austeridade é um meio para o neoliberalismo assente em salários baixos, privatização do estado, liberdade mínima e lucros máximos. Mas que ao menos se assumam, e ficamos todos esclarecidos.

Comments

  1. António Duarte says:

    Se fossem coerentes, diriam: nós não somos a Grécia, por isso não queremos para nós a solução grega.

    E seria altura de se discutir, em Portugal e nos outros países, se queremos mesmo a solução austeritária que nos andou a ser vendida como não tendo alternativa.

  2. Konigvs says:

    Isso é o mesmo que os trabalhadores que dizem muito mal dos sindicatos e pior ainda de quem faz greve. Vão trabalhar mas dizem baixinho “o que vier de bom para eles – que se fodem e ficam sem o salário de um dia – também virá para mim”. É a mesma esperteza saloia, pois nunca vi trabalhadores que são contra a greve, recusarem depois os benefícios conquistados pelos que a fizeram.
    Sejam trabalhadores ou governos, há sempre alguém a olhar só para o seu umbigo.

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