Corporativices

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Pedro Tadeu entreteve-se com mais um deslize de linguagem de António Costa: capital humano, usou o líder do PS, presidente de um município onde não se trabalha, há colaboradores. A apropriação da linguagem neoliberal pelos partidos da Internacional Socialista é um facto há muito adquirido, e nada tem de coincidência, corresponde ao desabrochar, ascenção e agora queda do chamado social-liberalismo, que de Blair em diante os levará, a todos, ao ilustre destino do PASOK.

Recordo que Sócrates, entre nós, esteve na vanguarda da coisa, traduzindo o clássico NIMBY quando decidiu vingar-se da cidade de Coimbra, coisa injusta, sempre cá tirou um curso a sério.

Vai daí, um certo blogue, encanitou-se, que até Estaline teria usada a mesma expressão (como se Estaline e toda a Escola Austríaca não repousassem muito bem no mesmo panteão).

All corporatism – even when practised in societies where hard work, enterprise and cooperation are as highly valued as in Korea – encourages inflexibility, discourages individual accountability, and risks magnifying errors by concealing them.

A frase é de Margaret Thatcher, a parideira do Não Há Alternativa. Imaginem onde foram os Abrantes procurar inspiração para baptizar o Corporações, esse blogue referência do socretismo militante… Há malta que não se enxerga, tanta é a cegueira.

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