A deriva socialista do ministro Pires de Lima

Bruno Nogueira, esse perigoso humorista da esquerda radical que tantos historiadores e observadores da extrema-direita atormenta, trouxe hoje para o tubo de ensaio um ministro que há uns meses atrás se terá apresentado aparentemente embriagado no Parlamento, por ocasião daquele momento infanto-juvenil das taxas e taxinhas, quiçá inspirado nos contos para crianças do primeiro-ministro. Em declarações à TSF, Pires de Lima afirmou:

Seria importante que o Sporting tratasse com dignidade e decência aquele que foi o seu treinador no último ano. Toda a gente percebe que houve dificuldades de relacionamento do presidente com o treinador, é importante virar a página, ninguém compreende que o Sporting tenha 18 milhões de euros para contratar e pagar os salários de Jorge Jesus e que depois se negue a pagar aquilo a que tem direito o Marco Silva.

Interessante esta nova faceta do nosso “ministro do PCP da Comporta“, que extraordinariamente se colocou ao lado dos trabalhadores, neste caso Marco Silva, pois não compreende como é que o Sporting tem 18 milhões de euros para os salários de Jorge Jesus das próximas 3 épocas, apesar de se negar a pagar aquilo a que Marco Silva tem direito. Um pouco à semelhança do governo que integra, que tem os cofres cheios e dinheiro em sobra sempre que um banqueiro precisa de uma isenção fiscal, mas que se recusa a aliviar a carga fiscal, a repor os cortes em salários e pensões ou a reinvestir em áreas essenciais como a Saúde ou a Educação. Mais interessante ainda Pires de Lima recorrer ao termo “dignidade”, ele que esteve sempre tão alinhado com os despedimentos na função pública e com as reformas laborais promovidas por este governo, que mais não são que um assalto aos direitos e à dignidade dos trabalhadores, cada vez mais tratados como bens transaccionáveis e não como pessoas que são. Será que o termo “dignidade” tem um significado diferente no dicionário de Pires de Lima?

A conclusão de Bruno Nogueira e brilhante: Pires de Lima é uma espécie de Jorge Jesus deste governo, contratado a uma empresa onde ganhava milhões para trazer milhões para os cofres do Estado, algo que resultou no despedimento por justa causa do seu antecessor, Álvaro Santos Pereira, o “Marco Silva que lá estava“. Apesar de tudo, Pires de Lima tem sido um péssimo treinador. Os cofres só se enchem com recurso a mais endividamento e a dignidade laboral dos portugueses anda pelas ruas da amargura.

Comments

  1. Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

    Há um ditado bem português que resume o procedimento “artístico” deste farçolas e que se resume a: “Pimenta no cu dos outros, é refresco”
    Por isso a sua imagem de marca deste fulano, é aquela foto em que ele aparece a emborcar uma garrafa de cerveja…

  2. joão lopes says:

    não percebo como é que o Pires consegue criticar o sr.carvalho:afinal o sr.carvalho despede porque sim,”enche” os cofres do SCP,ninguem percebe como,não dá cavaco(ups,que palavra) a ninguem,não respeita contratos e inventa processos disciplinares(como qualquer gestor de meia tigela da grande superficie mais proxima),enfim não poderia ser mais parecido…com o actual PM.p.-s-sem ofensa aos adeptos do sporting,mas neste momento este grande clube é noticia pelas piores razões possiveis.

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