Depois da TAP, o Parlamento

AR Vendido

Foto@Expresso

Na senda do ímpeto privatizador do governo que não ia vender os anéis ao desbarato, um grupo de activistas que integram a plataforma eunaomevendo.pt, supostamente ligada ao Agir de Joana Amaral Dias, colocou hoje uma tarja na fachada da Assembleia da República onde se pode ler “vendido”.

E se tal se poderá apresentar como premonitório, a verdade é que parte da massa humana que compõe o hemiciclo já há muito se vendeu. Vendeu-se aos clientelismos partidários, dos tachos aos ajustes directos que pagam campanhas e outros favores eleitorais, vendeu-se às grandes empresas que contratam ministros, secretários de Estado e deputados depois de estes terem servido os seus interesses à revelia do interesse nacional, para a defesa do qual foram mandatados, vendeu-se a escritórios de advogados que empregam em part-time alguns destes decisores, que por sua vez se entranham nos grandes negócios do Estado garantindo rendas milionárias aos seus verdadeiros patrões e vendeu-se aos terroristas financeiros, que absorvem milhões do erário público, cometem fraudes impunes e ainda voltam para casa inocentes e com isenções fiscais, entre tantas outras privatizações humanas de seres sem coluna vertebral cujo propósito de vida gira em torno do embuste, da mentira, da irresponsabilidade, da gestão danosa e da lógica maquiavélica de não olhar a meios para atingir fins.

Se se referiam a estes indivíduos repugnantes, então os activistas estavam certos: a venda está concluída. Pena que os seus novos donos não os levem para as suas empresas, para os seus escritórios de advogados, para os seus bancos ou para os seus países. Se privatizamos este lixo humano, seria para supostamente não termos mais gastos com eles. E, ainda assim, cá continuamos a manter as quadrilhas que são expressão maior do Portugal despesista que viveu e continua a viver acima das suas possibilidades, para quem o “rigor” mais não é que um termo vazio e sem outro significado ou intuito que não seja o da mais básica propaganda política.

Comments


  1. E o preço ?
    Baratinho creio eu…

  2. j. manuel cordeiro says:

    Também não estaria errado se tivessem escrito “Vendidos”.

  3. NIKO says:

    Portugal não é a grécia diz o srº Passos ,e tem razão . na Grécia o ministro da defesa foi condenado e preso pelo suborno dos submarinos ,em portugal o então ministro foi promovido a vice 1º . podem também vender a casa cor de rosa com rocheio ,e vão ver quer o pais começa a melhorar .

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