Mais um amigo contemplado por Pedro Tachos Coelho

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No final de 2011, Paulo Portas apresentava no hemiciclo o orçamento do seu ministério – o golpe irrevogável ainda não tinha acontecido e Portas era “apenas” o Ministro dos Negócios Estrangeiros – e anunciava aos parlamentares que, para conter a despesa e a “situação de emergência” em que o país vivia (que apesar da propaganda continua a viver), seria necessário fechar algumas representações. Uma dessas representações era a embaixada de Portugal na UNESCO (Paris), cujas responsabilidades passariam a ser assumidas pelo embaixador português em Paris. Uma medida coerente, que permitia assim uma poupança sem que o qualidade do serviço fosse, entendia o governo, afectada.

Claro que, com eleições à porta, as prioridades tendem a mudar e certas movimentações impõem-se, antes que seja tarde demais. Aceleram-se privatizações, sendo o caso da TAP porventura o mais gritante, prometem-se reduções de impostos, acena-se com devoluções dos cortes salariais, criam-se programas de fachada para promover o regresso da emigração que Passos Coelho incentivou e, entre outras coisas, há que garantir que alguns amigos não ficam desamparados caso a tradição continue a ser o que é e o PS vença as eleições.

Assim, e porque um chefe de gabinete é sempre alguém com acesso privilegiado à informação que convém manter feliz, aquele a quem o blogue We Have Kaos in the Garden assertivamente chamou Pedro Tachos Coelho decidiu revogar a decisão do irrevogável e reabrir a embaixada da UNESCO em Paris para lá colocar o senhor, de seu nome Gilberto Jerónimo. A nomeação tem efeito a partir do momento em que o actual governo cessar funções o que, convenhamos, é muito conveniente. Mais uma para o extenso arquivo do homem que não queria ser eleito para dar emprego aos amigos.

E viva o rigor!

Comments


  1. PROCESSO N.º 1416/15.3T9CBR e PROCESSO N.º 1306/15.0T9CBR :
    Um país nunca poderá ser uma Democracia sem ser também um “Estado de Direito”. Ora, Portugal não é um “Estado de Direito”, logo também não é uma Democracia.
    – Em Portugal existem, de facto, pessoas e empresas ACIMA da Lei.

    – A violação da Lei faz-se às claras e pela mão dos próprios magistrados, causando milhares de tratamentos DESIGUAIS, em que se favorece SEMPRE os mesmos: quem mais poder tem.

    No link está um exemplo, claro e indesmentível… que dura há 20 anos: http://lenocinio169.blogspot.pt


  2. Reblogged this on O Retiro do Sossego.

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