Crato, o patinador

O governo está a chegar ao fim – há quem assegure que, o dito cujo, morreu de morte morrida, mas atendendo as últimas sondagens, começo a pensar que as notícias da sua morte, são manifestamente exageradas. No embrulho dos mortos por falecer está Nuno Crato, um Ministro que não deixa saudades pelo mal que fez à escola e os seus Passos trocados estão muito para além do simples poupar.

No plano ideológico, Nuno Crato tem um conceito muito redutor da Escola Pública- esta, deve estar ao serviço das classes populares para as formatar ao desempenho silencioso na fábrica mais próxima. Essas coisas da Democracia, da Liberdade, da Igualdade de Oportunidades destinam-se apenas a alguns e esses, assegura Nuno Crato, terão financiamento para se servirem da Escola Privada.

Neste contexto, as opções curriculares têm sido muito claras – há disciplinas importantes e outras que nem por isso. A Canalhada, na Escola Pública, tem que aprender matemática e português, uma língua estrangeira e tudo o resto são luxos desnecessários. Para servir o Senhor, o básico chega. As elites, essas, devem aprender o básico, mas também têm que estudar ciências sociais e naturais e, pois claro, dar um saltinho às expressões, sejam elas físicas, plásticas ou musicais.

E, as metas não enganam – estão aí para confirmar isto mesmo.

Ora, a minha pergunta, se me permite, caro leitor, este abuso de escrita é: então Nuno Crato desvaloriza a Educação Física (que nem conta no secundário), retira horas à disciplina no básico e agora quer que a tropa vá de bicicleta para a escola para combater a obesidade?

Uns patins, uns patins é que era! Mas, ainda vamos a tempo disso e, senhor Ministro, não tenha qualquer dúvida, da parte dos Professores, o sr. já os calçou há muito. Agora é só empurrar!

Comments

  1. Ana A. says:

    Hum!…não sei como é que ele vai incentivar os alunos a usar a bicicleta, principalmente aqueles que não a têm, porque têm pouco dinheiro para comer e não podem esbanjá-lo em bikes! E, não querendo ser má língua, palpita-me há alguém ligado ao negócio que se quer “desfazer” do stock…


  2. Um hipócrita que passa pelos pingos da chuva, com ar de nobreza falida mas ainda com cheiro a berço e blasé qb.

    Os seus tempos de juventude parecem tê-lo moldado bem, agora com um cheirinho a TEA PARTY luso.

    A língua estrangeira – o mandarim- anda pelas escolas do básico lá pelo Norte e passa agora “como experiência piloto” a algumas escolas secundárias.

    Agora são as bicicletas. E as ciclovias? Toca a utilizar os fundos europeus para implementar as ditas. Depois, dá os lucros ao instituto Confúcio, que as gerirá e que exportará tb as bikes para os putos de Melgaço ao Algarve, passando pelos Açores e Madeira.

    Last but not least, implementará provas de mandarim, com os alunos a estudar para a prova por 1 espécie de livrinho vermelho que as editoras, em parceria com o dito instituto, porão cá fora enquanto que o IAVE disponibilizará no seu site a estrutura da prova. Os livros serão vendidos em qq posto do Pingo Doce perto de si, com 50% de desconto no dia 1º de Maio.

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