Ao cuidado dos filhos do governo

Os filhos do governo descobriram os referendos e também querem, para o que chamam ajudar a Grécia, como se a responsabilidade da transferência das dívidas aos bancos para os estados fosse culpa do seu actual governo.

Eu também queria.

Quando Passos Coelho me assaltou o ordenado, depois de prometer que não o faria, também podia ter feito um referendo.

Quando Passos Coelho me aumentou os impostos depois de ter prometido que não o faria, também podia ter feito um referendo.

Quando decidiram salvar o BPN, ou o BES, com o meu dinheiro, também podiam ter feito um referendo.

Nessa altura, que fizeram os filhos do governo? ficaram calados. Mantenham o hábito que só vos ficam bem.

Comments


  1. Pois, o que os incomoda é que há uma semelhança entre o que aconteceu ao governo do Syriza, que foi intimado pela troika a aplicar a austeridade contra o seu programa e as suas convicções, e o governo de PPC que depois de prometer que não despedia, nem baixava salários nem aumentava impostos veio das reuniões da troika com mandato para fazer o mesmo.

    A diferença é que PPC aceitou fazer o que lhe mandaram, metendo no lixo as promessas eleitorais, enquanto o Syriza devolveu a palavra ao povo claramente se pronunciou.

    PPC e o seu governo estão desde o início feridos de legitimidade democrática, levados ao colo por uma oposição frouxa e um presidente da república complacente.

  2. Carlito Brigante says:

    É de facto um exemplo extraordinário pedir emprestado e não pagar e é claramente algo a seguir, a ser adoptado como valor nacional e ensinado aos nosso filhos. E eu tentei aplicá-lo mas estranhamente sem sucesso, talvez me possam ajudar.
    Na linha do que fez o Syriza, também eu fiz um referendo lá em casa e todos estavam de acordo que o pagamento do empréstimo da casa ao banco nos roubava a dignidade, com excepção do mais novo que achava que se deve pagar dividas… que ideia! Fui ao banco e expliquei-lhes que eles eram uns neo-nazis capitalistas e que só queriam fazer negócio com a minha miséria, mas que precisava de outro empréstimo para mandar o puto do meio à uniiversidade… Até lhes mostrei fotos das manifestções lá em casa, mas friamente, não me quiseram ouvir nem respeita a democracia e o sugrágio que foi feito l’a em casa. O banco bem sugeriu que eu devia de cortar nas jantaradas e nas férias para deixar de gastar mais do que ganho, mas isso é claramente um ataque à minha dignidade.

    Enfim, eu estou com o PS e a extrema esquerda, quero igualdade para todos e amor. E penso mesmo pedir ao Costa uns milhares de Euros e depois explico-lhe que não vou pagar porque isso é um ataque à minha dignidade e à dignidade da minha familia.

    Talvez me possam ajudar para me dizer o que é que está a falhar no meu raciocinio, porque ainda não consegui aplicá-lo com sucesso.

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