Ou fazes o que eu mando ou faço queixa ao patrão

A interdição da pesca da sardinha decretada pelo governo, pela voz da arrebitada Assunção Cristas, é exemplo do estilo dos nossos mandantes. Não vou aqui discutir questões técnicas, para as quais não tenho competência – embora tenha sérias dúvidas do valor ecológico da medida nas presentes condições. Mas a forma grosseira e boçal da pronúncia, no estilo de capataz grunho, são bem a marca deste governo. Nem uma explicação, nem uma palavra de compreensão, nem outro fundamento que a ordem da sacrossanta “União” Europeia. “Ou acatam a ordem, ou no próximo ano a UE ainda reduz a mais as quotas de pesca”, declara, emproada, a Cristas. É assim. Nem a ditadura das suas vontades perversas e imaturas são capazes de assumir como próprias e autónomas. Como no pátio da escola em que o garoto caprichoso ameaça: ou fazes o que quero ou o aquele colega brutamontes dá-te porrada.

Trackbacks

  1. […] por um discurso que nos remete para uma conversa entre uma mãe e o seu filho mal comportado. Para além do registo autoritário e grosseiro que o José Gabriel já aqui referiu, dizer que “se nós não nos portamos bem, se não cumprirmos aquilo que definimos por nós […]

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