Estilhaços da esquerda grega contra Tsipras

Corrente de Esquerda, Renovação Comunista, Organização de Reconstrução Comunista (grupo de antigos militantes do KKE), Esquerda Socialista (grupo de antigos militantes do PASOK que estão no Syriza), Esquerda Operária Internacionalista, Recomposição de Esquerda, Grupo Anticapitalista de Esquerda, Luta Operária (rede de militantes do KKE), etc., assinaram ontem um manifesto anti-memorando. (fonte)

Um dos problemas do actual discurso político do PS

sobre o que fazer depois das Legislativas é que fala como se Portugal não integrasse a UE, nem houvesse uma negociação importantíssima por fazer: a do seu lugar na Europa dos alemães e dos ultras populistas do Norte.
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Empregos para os rapazes

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Já não há muito a acrescentar sobre os boys que gravitam e gravitaram em torno da governação da coligação PSD/CDS-PP. Liderado pelo homem que não queria ser eleito para dar emprego aos amigos, o actual governo fez milhares de nomeações, entre amigos e boys partidários, do ex-patrão de Passos Coelho na Urbe ao enxameamento da Segurança Social, passando pelos inúmeros assessores recrutados directamente nas fileiras da JSD e da JP que partilham a imunidade face à inevitável austeridade e que se passeiam em boas máquinas de alta cilindrada, com o alto patrocínio de um povo cada vez mais precário. A lista é imensa e está mais do que esmiuçada. Só não vê quem não quer e quem usa as palas azuis e laranjas. [Read more…]

Política governamental…

O mau cheiro deste governo explicado por Pedro Passos Coelho

Os compromissos diários nem sempre permitem ao primeiro-ministro tomar banho. Mais um flagelo a juntar a extenso leque protagonizado pelo indivíduo. [via Joana Marques (Antena 3/Canal Q)].

Mais sangue, mais suor e mais lágrimas

trabalho

Imagem do Facebook do PSD

Em entrevista ao Expresso, na edição de 27 de Novembro de 2010, Passos Coelho puxou de um sound bite para caracterizar o que ele achava que era situação do país nessa altura.

«Estamos como quando Churchill, a seguir à guerra, disse que tudo o que tinha para oferecer era sangue, suor e lágrimas». [via]

Pela citação, incompleta e errada no tempo, comprova-se que, já então, o rigor era um detalhe para Passos. Em Maio de 1940, com o Reino Unido em guerra, e não depois da guerra, tal como dissera Passos Coelho, Churchill declarou na Câmara dos Comuns: “Só tenho para oferecer sangue, trabalho árduo, lágrimas e suor.” Depois desta entrevista, o mesmo mote viria a ser repetidamente usado*, evidenciando o mote para a campanha eleitoral do PSD em 2011 e para o que viria a ser o programa de governo, baseado numa austeridade de guerra.

No sábado, no discurso do Pontal, PPC voltou ao tema. Os dados para mais sangue, mais suor e mais lágrimas estão lançados. Não há outra solução na coligação que não seja aumentar impostos, baixar o custo do trabalho e cortar nos serviços do estado. Estamos avisados.

*cf. debate do programa de Governo em 2011; discurso de PPC em Dezembro de 2012; etc.

Postcards from Scotland #2 (Glasgow)

«Swirling clouds in violet haze»*

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Afinal levantei-me a tempo de tomar o pequeno almoço que, hoje, por ser domingo, terminava às 10h30. São 10h10 quando entro na bela cozinha do Grasshopper (que é como quem diz gafanhoto… o hotel fica na Union Street, 87). O pequeno almoço é bom, mas não sei se justifica que me levante de madrugada. De qualquer maneira não fiquei com fome. São quase 11h quando ponho os pés na rua e fumo o primeiro cigarro. O hotel é completamente anti-fumadores pelo que tenho de refrear o meu vício durante várias horas. Decidi ontem à noite apanhar hoje o autocarro turístico cuja primeira estação é na George Square. Antes vou à estação central, aqui mesmo ao lado do hotel, para tirar umas fotografias, porque ontem a achei soberba. Ainda acho. Está uma brisa muito fresca enquanto avanço pela Gordon Street para encontrar a Buchanan e subir um pouco até à St. Vincent. Aqui encontro um café italiano aberto no meio de todo o silêncio e o vazio de domingo, que percorrem as ruas. Bebo um expresso sofrível. Deambulo um pouco pela praça onde fica o City Chambers e um memorial às vítimas da I Guerra Mundial. As nuvens parece que redemoinham contra o céu azul, mas não demasiado, aqui e ali salpicado de cinzento, laranja, violeta.

Apanho o autocarro turístico e fico a saber que o percurso completo demorará uma hora e cinquenta e cinco minutos. Gosto de fazer primeiro o percurso todo e só depois, entrar e sair onde me apetecer. Se me apetecer. Deste modo creio que fico a dominar melhor as cidades. Até hoje nunca falhou o meu método. A guia do autocarro é fenomenal. Com o mesmo humor escocês que encontrei hoje no senhor que entrou no 2º andar, no elevador, quando eu descia do hotel. Diz-me que por momentos pensou que eu lhe iria cobrar bilhete. Ainda não estou bem acordada e levo uns minutos para perceber a piada. Depois de me rir o senhor fala do tempo. ‘Lovely day’, diz ele e não sendo piada, eu penso – sem lhe dizer, no entanto – ‘só se for para um escocês, com este frio…’. Na rua eu acento o cigarro e ele aquelas maquinetas eletrónicas. Digo-lhe adeus e ele retribui ‘have a nice day’.

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