Marco António Costa, o novo ” Professor Doutor em Finanças Públicas “.

foto: jornal Público

foto: jornal Público

Marco António Costa esteve, hoje, na Universidade de Verão do PSD, em Castelo de Vide. O porta-voz e vice-presidente do PSD afirmou perante uma plateia de cerca de 100 jovens que ” os contos de crianças dão por norma lugar a mais resgates “ referindo-se implicitamente ao Partido Socialista.

Efectivamente concordo que a governação do PS e de José Sócrates levou o País praticamente à bancarrota, tendo sido obrigado mesmo a pedir ajuda externa para fazer face aos compromissos imediatos do estado e ao funcionamento da economia.

E quais foram os resultados dos ” contos de criança ” de Marco António em Gaia? Como é possível Marco António Costa “dar ” aulas a jovens falando sobre dívida pública e gestão de dinheiros públicos? Será que já se esqueceu quando exerceu, entre 2005 e 2011, as funções de vice-presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, tendo a seu cargo o Pelouro Financeiro, foi o principal responsável pela gestão ruinosa da autarquia?

Aliás, Marco António Costa recebeu dez juízos de censura ao longo do relatório final da auditoria do Tribunal de Contas às contas do município de Vila Nova de Gaia entre 2008 e 2012. Segundo este relatório da auditoria o então vice-presidente da Câmara de Gaia é responsabilizado pela “gestão orçamental desequilibrada, caracterizada pela completa ausência de sinceridade e fiabilidade na previsão de receitas, de racionalidade e prudência na efetivação dos gastos”.

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Postcards from Scotland #9 (Inverness)

‘quando viajas com alguém, tudo te é estranho’*

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Tenho a companhia da Txus, já o disse ontem, nesta breve estadia em Inverness. Cito muitas vezes, nestes postais que vou escrevendo daqui e dali, uma frase de Enrique Vila-Matas: ‘quando viajas com alguém, tudo te é estranho. Quando viajas só, o estranho és sempre tu’. Esta frase dá sentido a este postal e também às viagens que habituamente faço sozinha. Não é que não goste de companhia, e gosto particularmente da companhia da Txus, porque gosto dela, mas gosto – talvez sobretudo – de ser eu a estranha nos lugares e não de sentir que estes são estranhos. De qualquer maneira ontem, hoje e uma pequena parte de amanhã, são dedicados a tudo me ser estranho e não a ser eu a estranha em tudo.

Acordo no Bed&Breakfast da Ardconnel Street às 10h, passada já a hora do pequeno almoço que neste sítio se faz apenas até às 9h. Tomo banho, visto-me e saio. Desço os Market Brae Steps até à High Street onde tomo um café e um croissant numa esplanada. Combinei encontrar-me com a Txus às 11 menos 5 na estação dos autocarros. Pouco depois da hora combinada aí estou. Apanhamos o autocarro que pára em Drumnadrochit e a seguir em Urquhart Castle, nas margens do Loch Ness. Vamos falando em castelhano (a Txus é basca e eu não falo, lamentavelmente, basco) e admirando a paisagem tão tipicamente escocesa. Mais verde, colinas, montanhas, ovelhas, vacas, cavalos, cercas, bosques e o rio Ness que, dali a um instante se há-de converter no espantoso e gigantesco Loch Ness.

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Há spins que são estúpidos e acabam por se virar contra os donos

Cofres cheios? Eis como a política do sucesso demonstra, afinal, o fracasso. Cofres do Estado estão a ficar vazios.

Um mapa do abandono

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Daqui.

Efectivamente, o fluxo não pára

Não para? Para o baile? Ah! Não pára!  OK. Siga.

não pára

Costa aos indecisos:

um curioso “diálogo” epistolar, acordizado mas nem sempre.

A lição de Tsipras

Tsipras

Extasiadas, as tropas do regime salivam e rosnam acusações de irresponsabilidade e cobardia, apesar da inquietação causada por um movimento que a esmagadora maioria não antecipou e que poderá ter um impacto inesperado na estratégia dos seus caciques para as Legislativas: na passada Quinta-feira, Alexis Tsipras comunicou à Grécia e ao mundo a sua demissão, na sequência da conclusão do acordo para um novo empréstimo e consequente recebimento da primeira tranche. Depois da chantagem, Tsipras baralhou e voltou a dar. [Read more…]

Um pouco menos de tourada ortográfica, sff

05 Sep 2005, Portugal --- Portuguese bullfighter from the group, the "Forcados Amadores de Evora", Antonio Alfacinha confronts a 500 kg. bull in a "Pega", a catch, during the group's performance in Montemor. The "forcados" are considered to be the origins of bullfighting and consist of a performance of eight men in a linear formation 1:1:3:3 facing a bull soley with their bodies until the bull stops fighting. They receive no monetary compensation for their performances. The pleasure according to them lies in the benefit and pride of the group having given a good performance. | Location: Montemor, Alentejo, Portugal. --- Image by © Carlos Cazalis/Corbis

© Carlos Cazalis/Corbis (http://bit.ly/1MIeyNl)

Ao regressar a Bruxelas, leio no Expresso a ‘frase do dia‘:

Quando é que, perante a cobarde omissão do legislador, um tribunal tem a coragem de proibir estes espectáculos de degradação humana?.

Duvido. Na dúvida, vou à fonte. Confirma-se. A palavra do dia: espectáculo. Por um lado (aquele que efectivamente interessa), compreende-se: espectáculo [ʃpɛˈtakuɫu] ≠ espetáculo [ʃpɨˈtakuɫu]. Contudo, por outro lado, não se percebe: atira pedras de “conservadorismo ortográfico” aos outros, para, no fim de contas, adoptar a ortografia que passa a vida a atacar e, obviamente, misturar duas grafias:

vm

Um pouco mais de coerência e de rigor, sff.

Se não gosta de *espetáculos, é assinar, recolher e enviar. Como diria o Alberto, “não há nada mais simples“. Claro que pode cruzar os braços e assistir à tourada ortográfica, no sítio do costume.

Sim, hoje, no Diário da República.

dre 2482015

Agora, regresso ao Weinberg.

Postcards from Scotland #7 & 8 (Aberdeen and Inverness)

Being inside a David Lodge’s book for a while* or… not so much, after all

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O postal de ontem (que só publiquei no facebook) foi curto, basicamente dizia que havia muito para contar, mas o cansaço era extremo (ainda é) e que um grupo de europeus do sul, entre os quais me encontrava eu, tinha ‘coletivizado’ a caixa de bolachas que a comissão organizadora do congresso ofereceu ao Apostolos por integrar a comissão científica. Sendo todos de esquerda, a coletivização das bolachas pareceu-nos bem, uma vez que o Apostolos não estava presente no jantar. As bolachinhas foram comidas, assim, por mim, por uma espanhola e três ou quatro gregos. Eram bem boas.

Fiz as minhas duas comunicações ontem mesmo, na sessão das nove da manhã. Correram bem, suponho. A seguir assisti a outra sessão, almocei, mais duas sessões e bebidas ao fim da tarde, no centro, entre o antigo e o novo comité executivo, para que fui eleita no dia 19. A seguir, o jantar do congresso e a noite acabou, passava das duas da manhã, num pub local, com música ao vivo e danças escocesas que também se dançaram no jantar. Dancei uma em cada sítio e é violento ou então estou velha. É capaz de ser mais isso.

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