Os eleitores obrigam-no a mentir

joao almeida

Parece que se não for assim, arrisca-se a ir para o desemprego. Perdão, para um estágio do IEFP, que isto de ser desempregado começa a ser coisa mais rara do que encontrar marcianos no Entroncamento.

PAF #9, OE 2012

Cortes muito substanciais nos sectores da saúde e educação. Não foi racionalização de custos; apenas cortar a eito.

Sabedoria a Sul

Julho de 1989. Algures entre Rosário e Capelins (concelho do Alandroal) perto da ribeira do Lucefecit (sim, é mesmo assim o nome)  e a sua foz no Guadiana. Eu, o José Perdigão e o António Bairinhas (colegas de trabalho, os dois do Redondo) andávamos à  procura de um sítio cuja toponímia era indicativa de um sítio romano. Calor abrasador. Paramos o Land Rover (o caminho tinha acabado), e seguimos  a pé. Algures do meio de nada encontramos um pastor, o seu cão e as respectivas ovelhas. Estavam numa pequena sombra (a acarrar, como se diz). Fazemos as perguntas da praxe, isto é, se há algumas ruínas, se há vestígios de “mouros”, lendas, etc. Após a interessante conversa, pergunto:

-Tem horas?

Olhou-me, e muito calmamente responde:

-Horas? Não! Tenho tempo!

Fiquei parado a pensar na resposta. Despedimo-nos e continuamos. Ainda hoje tenho na memória o seu rosto sereno a responder-me.

A Coisa Sem Nome*

Hiroshima

(fotografia tirada daqui)

Oito horas e quinze minutos da manhã, em Hiroshima. Seis de Agosto de 1945. Os relógios pararam todos à hora exacta em que a primeira bomba atómica foi detonada. A essa hora o avião ‘Enola Gay’, do tipo B-29, lançou sobre a que era a sétima maior cidade do Japão a primeira bomba atómica, ironicamente apelidada ‘little boy’. Três dias mais tarde, apesar da constatação dos efeitos devastadores da primeira bomba atómica, uma segunda foi lançada às dez horas e dois minutos sobre outra cidade japonesa – Nagasaki. Em três dias, o mundo conheceu os efeitos daquela que pode ser considerada como a mais poderosa arma de destruição. Em poucos minutos, metade da cidade de Hiroshima ficou reduzida a cinzas, entre sessenta a setenta mil pessoas morreram, muitas delas instantaneamente e cerca de cento e quarenta mil ficaram séria e irreversivelmente feridas. Em Nagasaki a bomba atómica (apelidada ‘fat man’ e lançada por um B-29 chamado ‘Bock’s Car’) matou cerca de quarenta e duas mil pessoas e feriu aproximadamente quarenta mil.

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In memoriam

70 anos. Nunca mais!

Masoquismos

asimoes banco

Os telejornais insistem: um tal António Simões foi nomeado presidente, perdão, CEO, de um banco importante lá pelas terras inglesas. Os locutores anunciam-no com voz plena de enlevo patriótico. Parece que devíamos estar orgulhosos. Porque carga de água? – pergunto. Seja qual for o curriculum – ou o cadastro… – do homem. Não nos cansem. Estamos até aqui de geniais gestores bancários e outros que tais. Raio de mania de adorar “génios” de finanças!

Estamos rodeados de masoquistas?