Fundamentalismo Cristão

No video em cima podemos ver uma troglodita que, sendo chefe da secretaria de um tribunal do Kentucky, se recusa a passar uma licença matrimonial a um casal homossexual, algo recorrente por aqueles lados apesar da união entre homossexuais ser legal naquele estado norte-americano. O Supremo Tribunal de Justiça já se pronunciou contra a decisão de Kim Davis, a troglodita, mas esta optou por ignorar o aviso e continua sem emitir qualquer licença.

Questionada sobre quem lhe dá autoridade para ignorar a lei e recusar-se a emitir a dita licença, a troglodita afirma estar investida da autoridade de Deus, que com certeza lhe terá falado durante a sua última alucinação. Mesmo assim, esta coisa chefia uma repartição pública apesar das legítimas dúvidas sobre se dispõe ou não de um cérebro. A diferença este isto e um troglodita que se enche de explosivos e rebenta com um mercado em Bagdad é que a troglodita em questão não tem acesso/não sabe fabricar bombas. Ela que arranje C-4 e vocês logo vêm o que ela faz com a próxima parada gay que apanhar pela frente.

 

Comments

  1. Alberto Mendes says:

    Caro João Mendes,

    É um salto muito grande e muito forçado comparar esta senhora com o tipo que se rebenta em atentado suicida.
    Note que nos USA a senhora poderia facilmente adquirir uma arma automática e matar umas dezenas de pessoas sem qualquer dificuldade.

    No meu entendimento a sua argumentação de que o fundamentalismo cristão é igual ao fundamentalismo islâmico não procede.

    Sugiro os senhores que pretendem casar que tentem fazer isso em qualquer pais de matriz cultural islâmica e que depois enviem relatório sobre as diferenças de tratamento. Acho que vai ficar surpreso com os resultados…

    Saudações codiais,

    Alberto

    • Nightwish says:

      E quantos tiroteios tem os EUA?

      • Alberto Mendes says:

        E quantos casamentos gays há nos países islâmicos?

        Note que o João Mendes afirma que a senhora só não mata os gays da parada pois não tem C4….

        • Alberto Corroios says:

          Ó Alberto Mendes, se a tua bitola de comportamento é o que se passa em países de “de matriz cultural islâmica”, estamos conversados..

        • Nightwish says:

          É verdade, a comparação peca bastante, mas ainda há muito mal feito por cristãos, só que agora já não é muito física. E por capitalistas… e todo o tipo de pessoas, porque o homem é o que é.


  2. Fundamentalismo cristão existe desde o fim do Império Romano, com provas dadas em matéria de barbárie, que de forma alguma podem ser consideradas inferiores ao
    fundamentalismo islâmico… Esta sra explica a existência nos EUA de Palin, Trump e outros palhaços…

    • Alberto Mendes says:

      Certo, não contesto a existência de fundamentalismo cristão hoje e no passado.

      Discordo é que sejam hoje iguais.
      O fundamentalismo cristão é hoje muito (mesmo muito) mais civilizado que o fundamentalismo islâmico.

      Pergunta: Preferia viver num pais como os USA carregado de fundamentalistas cristãos ou num pais carregado de fundamentalistas islâmicos?

      E como são tradados os gays nos estados do bible belt em oposição ao paises islâmicos? Estes podem ir no cartório protestar e exigir o seu direito. Façam o mesmo no Iemen ou na Arabia Saudita e depois contem a história. Que apareçam de mão dada na rua ou na repartição…

      Quanto ao resto, afirmar que a senhora só não os mata porque não tem acesso a C4 só prova falta de lucidez no momento da escrita do texto.

      Cumprimentos


  3. Vejo, com alguma tristeza, que João Mendes, que me parecia ser uma pessoa razoavelmente sensata e comedida, apesar de ser de esquerda, está a enveredar pela mesma táctica de excesso verboso, e até insultuoso, do seu colega João José Cardoso (a propósito, o que é feito de JJC? De «férias» há quase dois meses?)

    Como, infelizmente, continua a acontecer tantas vezes em Portugal e entre portugueses, a ignorância do que se passa nos EUA – neste tema do «casamento gay» e em outros – é elevada, e é causa frequente de disparates ditos e escritos. Vejamos, então:

    «A união (casamento) entre homossexuais é legal naquele Estado norte-americano (Kentucky)»? Só o é aparentemente, tal como em quase todos os outros 49, por via de uma decisão ilegítima de cinco (em nove) juízes do Supremo Tribunal dos EUA, dois dos quais deveriam ter sido impedidos, por flagrante falta de isenção, de participar na decisão porque… anteriormente tinham oficiado «casamentos» entre pessoas do mesmo sexo! Basearam abusivamente a sua decisão – ilegítima, repete-se – na 14.ª emenda da Constituição dos EUA, redigida e aprovada especificamente para garantir aos negros, depois da guerra civil, os mesmos direitos dos brancos. Cinco juízes, cinco pessoas, que se atreveram a considerar inválidas as decisões tomadas legítima e legalmente por muitos milhões de cidadãos em cerca de 30 Estados, quer directamente (por referendo) quer indirectamente (através dos seus representantes eleitos nos parlamentos estaduais) no sentido de só reconhecer como válido o matrimónio entre um homem e uma mulher. No Kentucky isso aconteceu em 2004, numa votação em que 75% dos eleitores se opôs à redefinição do casamento…

    … Pelo que Kim Davis – que, curiosamente, é democrata! – baseia a sua atitude não só na sua fé religiosa mas também na própria decisão soberana dos seus concidadãos. Os homossexuais que querem «casar-se» com outros podem fazê-lo noutros cartórios, noutros condados e até noutros Estados, mas aqueles, deliberadamente, identificam e tomam como alvo as pessoas e as instituições que – justificadamente – se recusam a ceder perante a tirania judicial, tentando prejudicá-las pela desfavorável exposição mediática, por processos em tribunal, pelo despedimento, pela falência. Tudo isto tem acontecido nos EUA, mas ninguém tinha sido preso por se recusar a participar em algo com o qual não concorda e, mais do que isso, que não tem qualquer validade nem jurídica nem política… até agora: Kim Davis foi presa esta semana, o que só vem confirmar a tendência totalitária da «revolução arco-íris».

    Por último, um esclarecimento sobre bombistas reais e potenciais: infelizmente, é relativamente fácil ter acesso a explosivos e às técnicas da sua fabricação e/ou utilização. Porém, não há notícias (que eu saiba) de cristãos a atacarem homossexuais, isoladamente ou em grupo, em «parada». Compare-se com os (muçulmanos fundamentalistas) irmãos Tsarnaev, que em 2013 atacaram a maratona de Boston… e nem foi com C-4; e com Bryce Williams, ex-jornalista, homossexual e negro, apoiante de Barack Obama (chegou ao cúmulo de usar um «pin» do Sr. Hussein em estúdio, perante as câmaras) que na semana passada assassinou a tiro dois ex-colegas – heterossexuais e brancos – da estação de televisão da Virgínia onde trabalhou, enquanto estes faziam uma reportagem em directo e filmando ele próprio o crime! Williams queixava-se de discriminação. Afinal, quem é mesmo «troglodita»?

  4. Juloca says:

    Se ela trabalha para essr deus, pois que seja ele a pagar-lhe o salário.

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