Crónicas Desportivas (7) – Homenagem a um leão rampante

fernando mendes

Dispo por momentos a minha capa isenta aqui no Aventar. Obrigado por todo o esforço, dedicação, devoção e glória Fernando Mendes. Tornei-me em parte Sportinguista graças a si e aos relatos apaixonadíssimos que o meu avô fazia de si e da sua equipa, dos 5 a zero ao Manchester, goleada que deixou Best, Law e Charlton moribundos no tapete do velhinho Alvalade, do drama contra o Olympique de Lyon (cuja maior estrela de então era o pai de Youri Djorkaeff, Jean Djorkaeff) contra a Atalanta e contra o MTK Budapeste . Do Cantinho de Morais em Antuérpia. Do Géo, do “mamão” Osvaldo Silva, do Pérides, do José Carlos, do Mascarenhas, do Morais, do Carvalho, do Pedro Gomes, do Alexandre Baptista, do Figueiredo e de todos os que se seguiram.

De si recordo-me perfeitamente de o meu avô (a maior enciclopédia viva do Sporting que conheço) me relatar, numa das 10 mil conversas que tivemos sobre o passado do clube quando era miúdo, de um médio (se assim posso chamar visto que na altura os sistemas tácticos da época e mesmo as posições eram bastante díspares das que hoje são utilizadas no futebol mundo) de uma força e de uma fibra do outro mundo.

Peço-lhe com muita honestidade que lá em cima meta uma cunha para termos finalmente um pontinha de sorte porque merecemos ser felizes.

Comments

  1. M. Torres da Silva says:

    Jogadores intemporais como o Fernando Mendes, que ainda vi jogar, começam a deixar-nos, cada vez em maior número.
    Ele foi também um dos “Magriços”, que, apesar de lesionado no jogo contra a então Checoslováquia (o parte pernas deles era um animal a jogar e “escolheu” o nosso melhor jogador em campo), a Federação entendeu, e bem, levá-lo a Inglaterra, pelo menos para o consolar e para dar força aos companheiros.
    Bem haja, Fernando, pelo bom futebol que lhe vi jogar. Saiba que a admiração por si chegou também aos nossos adversários do Benfica, que lhe prestaram uma homenagem merecida no texto que ontem publicaram.
    Jogar com a fibra, a coragem e a “souplesse” do Fernando Mendes está só ao alcance de predestinados.
    Descanse em paz.


    • Excelente comentário M Torres da Silva. Existe um livro, pouco divulgado e que é difícil de encontrar (por acaso achei-o escondido na garagem de um alfarrabista de Coimbra) que retrata bem esse duríssimo jogo contra a Checoslováquia que é o livro intitulado “Selecção Nacional de Futebol” de Rui Tovar e Joaquim Tapada.

  2. Agostinho Miguel says:

    Vão ter de aguardar mais uns tempos, para que o pedido seja satisfeito.
    Mas quanto aos adjectivos, para qualificar este senhor do futebol luso, só peca por defeito.
    É um benfiquista que o diz e que, teve também, a felicidade de o ver jogar.
    Que descanse em paz.

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