Maria de Lurdes, a mulher que está presa por ter chamado psicopata a Maria José Morgado


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Maria de Lurdes teve azar. Nasceu sem papas na língua e não hesitou quando, contra ela, foi cometida uma injustiça enorme por causa de uma bolsa de estudo. Acusou o ministro Manuel Maria Carrilho (esse mesmo!) e, no seguimento do processo, uma série de sectores da Justiça que, no seu entender, fazem parte de uma corja da pior espécie. A corja da Justiça.
Foi intimada a parar com esse palavreado, caso contrário ia presa. Não parou. Entre outros elogios, chamou psicopata a Maria José Morgado pela forma como sorriu para ela. A pena suspensa transformou-se em definitiva e, três anos depois e por mero acaso, acabou por ser detida e transportada até Tires.
E agora, temos alguém preso porque chamou psicopata a Maria José Morgado. Não matou ninguém. Não se deixou corromper. Não roubou um Banco. Nunca foi Dona Disto Tudo. Apenas chamou psicopata a Maria José Morgado.
Parece que Maria de Lurdes não pode sequer queixar-se ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, porque deixou passar o prazo. Foi presa por delito de opinião e ficará enclausurada durante três anos, como se fosse uma criminosa.
E como se esta choldra de país fosse uma Coreia do Norte qualquer…

Comments

  1. Jorge says:

    Chamar sistematicamente criminoso a todos a quem se dirige mostra que esta mulher foi além da sua liberdade de expressão.

    Fê-lo, sem provas, de forma gratuita, depois de ser avisada, ainda por cima contra pessoas da autoridade (procuradores e juízes), e estava à espera de quê?

    Muito pacientes foram eles, que tal como todos os outros cidadãos, têm o direito de não serem acusados, sem provas, de serem criminosos. E se o forem, têm o direito de se defenderem. Como? Castigando quem comete esse crime.

    A acusação sem provas só é permitida em países que NÃO são Estados de direito.

    Uma coisa é chamar “idiota” ao vizinho, ou “palhaço” ao Cavaco Silva (alguém o fez e foi ilibado, obviamente).
    Outra bem diferente é, após ser avisado para não repetir esse comportamento ILEGAL, insistir em apelidar:
    “as magistraturas e a polícia, em suma, o sistema judicial, de gangues, de organizações criminosas, sem leis, valores e princípios, que roubam e pilham e dão cobertura a pilhagens”

    Pela 1ª vez desde que vos visito, não percebo a vossa indignação. Prender quem insiste em acusar sistematicamente os outros de serem criminosos, sem ter provas, mesmo depois de ser avisada, não é “como se esta choldra de país fosse uma Coreia do Norte qualquer”.
    Chama-se Estado de Direito livre e democrático, onde há liberdade para se dizer o que se quiser, e de arcar com as consequências legais (lei essa que é a única coisa que separa a civilização da selva) caso se ultrapassem os limites dessa liberdade.

    Sim, a liberdade tem limites. Esta senhora passou os seus, de forma bem grave, uma e outra vez. Foi avisada. Mas decidiu insistir nesse comportamento inaceitável. Agora está presa. Qual é o problema?

    PS: Não pode queixar-se ao Tribunal Europeu porque deixou passar o prazo… é suposto eu ter mais pena por causa disso? Não me diga que isso também é culpa desta “choldra de país”?

    • vasco castro says:

      Está a julgar em causa própria?

      • Jorge says:

        Estou a dar a minha opinião. Estamos num Estado de Direito livre e democrático.

        Se algum dia me acusarem de um crime que não cometi, espero poder mandar para a prisão quem ultrapassou os seus limites da liberdade de expressão ao atentar contra a minha liberdade.

        Isto é algo tão simples, tão básico, que me incomoda seriamente ver o número de pessoas que não o compreende.

        Por isso escrevi o comentário inicial, para tentar obter uma explicação do porquê da indignação por esta senhora ser condenada.

        «Dirigia-se SEMPRE ao poder judicial, nas cartas enviadas ao PGR e a outras personalidades, como “gangues de criminosos”»
        – queria o quê? Uma medalha por valentia?

        • Esperar, pode esperar, mas não é certo que o consiga. Esta é a justiça que temos. Toda a gente diz que uma queixa por difamação nunca dá nada. É um exemplo. E eu até tenho experiência. Apresentei duas queixas-crime por difamação contra o mesmo personagem. Não consegui nada. Difamação em carta dirigida à Provedoria de Justiça e difamação em declarações em audiência de julgamento que foi gravada. Tão à vontade o senhor estava, tão apoiado por advogados (de defesa e de acusação) pelo ministério público e pelos juízes que o dito respondendo em tribunal pelo primeiro crime ali mesmo se atreveu a cometer o segundo! E se no primeiro caso o Ministério Público acompanhou a acusação para logo a seguir (depois de ter estado todo o tempo da audiência como que ausente, de cabeça baixa e a fazer bonecos em papéis) pedir a absolvição do arguido, no segundo caso manifestou-se contra a sua ida a julgamento. Os argumentos que usou esses foram destruídos pela Relação. O Ministério Público (e esta personagem de que se fala no título é do MP) é sim uma organização criminosa especializada em proteger outros criminosos colocados no aparelho de estado. E não o faz só de forma passiva. Fá-lo de forma activa perseguindo pessoas de bem. Desculpe-me, mas você não é um cidadão qualquer. Você é um mercenário a soldo. Um bosta que vem aqui escrever sob anonimato. Um pulha.

          • Sou advogado, não tenho nada a ver com o Ministério Público e passei a minha vida a discordar e a combater o MP. Mas aquilo que o Sr./Você escreveu ao dizer que o Ministério Público é uma organização criminosa especializada em proteger outros criminosos colocados no aparelho de estado é de uma gravidade inaudita. Oxalá alguém esteja atento e desencadeie o procedimento adequado. Porque um tipo que profere publicamente uma tão desbragada calúnia não pode ficar impune. E não venha com a treta de que foi vítima de uma injustiça,
            . Todos nós já fomos vítimas de injustiças e nem por isso nos pomos aos tiros em tudo quanto mexe.

        • O JORGE está a fazer uma misturada conveniente.
          O que foi informado é que as comparações com gangues surgiram depois de Maria de Lurdes ter sido subtraída dos seus bens e casa, conforme está em notícia sobre o acórdão.

          Se alguém lhe roubar a sua viatura, você dirige-se a ele como “respeitável cidadão” ou como “ladrão”?
          A priori, até julgamento, o “ladrão” tem direito ao bom nome, e portanto incorrerá no crime de difamação, mesmo tendo um vídeo – algo que pode também condená-lo, porque tirou imagens sem autorização do visado!
          Já houve casos de quem pediu o livro de reclamações, e foi condenado por difamação… (na Maia em 2009).

          A comparação com “gangues” parece-me uma perfeitamente legítima e fundada “liberdade de opinião” e de indignação, já que se ao invés da corporação ser judicial, se fosse uma máfia, também iria proteger os seus, e iria agir despoticamente sobre o lesado, punindo-o ainda mais.

          No entanto, a corporação judicial tem leis que protegem o seu exercício, e parece que foram mal interpretadas, para favorecimento dos acusados por Maria de Lurdes.
          Essas leis protegem a instituição quando se visa impunemente prejudicar o seu exercício, não servem para proteger as orelhas de quem é titular do caso, só porque ouve bocas que não gosta. Ora, Maria de Lurdes, não visou prejudicar o exercício da magistratura, acusou a magistratura de funcionar mal, como um gangue, e teria direito à sua opinião, fundada ou não, dado o caso.

          Se não tinha fundamento, pois os titulares tinham é que ignorar o assunto, por falta de fundamento. Se tinha fundamento… pois aí é que é pior, deviam ter feito algo – mas trata-se de ter a justiça a julgar em causa própria. E o problema parece ser esse – é que Maria de Lurdes tinha ganho o caso na justiça, antes, e não estava a ser cumprido.

          Quem conduz a máquina judicial, não é para atropelar os direitos dos cidadãos, só porque tem os ouvidos sensíveis. As pessoas têm direito a indignação, ainda mais quando são lesados no seu património, de forma arbitrária.

          Um sujeito desbocado pode dizer mal da justiça num café, sem qualquer razão, e isso não é difamação que atrapalhe a justiça… o que atrapalha a justiça é ele ter razão, mas nesse caso a culpa não é dele.

          Trata-se de um problema de proporcionalidade, e quem conduz a máquina judicial, apesar de andar muito lentamente em certos processos óbvios, parece que gosta de acelerar e atropelar direitos constitucionais, aos cidadãos que não têm meios de causar mossa no veículo.
          Um cidadão não causa mossa, mas muitos podem causar…

        • Este fala assim deve ser algum lambe botas .pois eu sou assim a lei portuguesa e governantes e toda a merda todo são todos iguais corruptos

    • cheira-me que o caro Jorge está a dizer bem mais do que realmente pode….

      • Jorge says:

        Digo o que penso dentro dos limites da minha liberdade de expressão. Posso chamá-lo de palhaço se eu quiser, mas simplesmente prefiro, por educação, não o fazer. Mas se quiser, posso.

        O que não posso é acusá-lo, sem ter provas, de ser um membro de um gangue criminosos e um corrupto. Aí, teria ultrapassado os limites da minha liberdade, você teria o direito de me acusar de difamação, e eu poderia cumprir uma pena adequada ao meu crime.

        Foi isto que esta pessoa fez, com a agravante de o ter feito repetidamente, ignorando os avisos. Ela cometeu um crime, mas mesmo assim houve tolerância. Só foi condenada porque achou que a forma mais inteligente de lutar por justiça, era continuar a insultar e a fazer acusações infundadas.

        • Difamar jamais devia ser crime, enquadrado no código penal. Se eu disser que você é porco (por hipótese) estou a ser biltre e grotesco mas a ordinarice não é crime. Se eu disser que você é corrupto e mafioso (por hipótese) estou a faltar à verdade, mas propagar mentiras também não é crime.

    • Nascimento says:

      3 anos?Há PeidÓfilos que apanham menos CANA, não há ?Quanto tempo teve a Maria de gaiola no PREC?É porque percebe da “poda”. Aliás, o MRPP deixou sempre uns certos tiques..não te parece ó Jorginho? Pois, esta merda está toda ligada pá! E se ” ela foi avisada”,para não abrir a boca,atão,em nome do “bom nome” ( ui kredo…), da MagistraTURRA ,é dar-lhe ainda mais cana,ou fazer-lhe uma lobotomia !!! Sim, porque esta GAJA só pode estar LOUCA! Não é Jorginho?Vale mais prevenir…

      • Jorge says:

        Ela podia ter lutado, sem insultar ninguém, sem fazer acusação, sem provas, de que todos os que não concordaram com o seu ponto de vista eram membros de gangues e criminosos.

        Há N histórias de injustiças pela história fora. E essa história só reza pelos que por eles lutaram de forma exemplar.
        Se Martin Luther King Jr., em vez de dizer que tinha um sonho, tivesse desatado a insultar sistematicamente os brancos que lhe faziam frente, hoje não era um herói, teria perdido a razão, seria preso, mancharia a própria causa.

        Foi disso que falei. Tenho pena que não tenha percebido. Esta senhora foi avisada para se deixar de insultos e atentados ao bom nome dos outros, que foram chamados de criminosos só porque estavam a fazer o seu trabalho. Ela não parou. Deixou a raiva falar mais alto, perdeu a razão e a liberdade.
        Se tivesse continuado a luta, a fazer barulho, mas sem insultar todos os que lhe apareciam à frente, e muito menos sem fazer acusações de crimes sem ter provas, hoje estaria em liberdade.

        Parece que você e muitos outros não conseguiram distinguir que falei apenas da justa (na minha opinião) decisão de a prender devido aos seus claros abusos, sem nunca sequer ter comentado a injustiça de que ela foi alvo (não perceberam que separei os assuntos), pois isso é tão óbvio que nem merece discussão.

        No fundo, tentei explicar que concordo com esta decisão, porque as falsas acusações são crime. E as acusações desta senhora foram perdoadas várias vezes. Só foi condenada porque cometeu a burrice de insistir nesse crime.

        É o equivalente a alguém que acha que um sinal de limite de velocidade está mal colocado, mais tarde é multado nesse local, e em vez de se queixar para o sinal ser mudado, decide chamar corrupto ao polícia que o multa. O polícia deixa passar e avisa para o comportamento. O palerma, não contente com a tolerância, volta a abusar e volta a cometer o crime, pelo que desta vez há mesmo uma sentença.
        Eu percebo esta sentença, mas vocês acham que a partir do momento em que o sinal está mal colocado, deixam de haver regras…

        • Tânia Vieira says:

          Você está a dizer que esta senhora merece ser presa 3 anos por se ter defendido, embora da maneira mais reactiva, mas eu gostava de ter a certeza que o senhor se estivesse no lugar dela a ser prejudicado e a sua vida dependesse disso qual seria a sua reacção. E ainda gostava de saber se fosse tentado a dar-se como doente psiquiátrico ou preferisse ser preso o que escolheria.

        • José Fonseca says:

          Caro Jorge, a razão nunca se perde, por mais porcaria que se possa fazer ou dizer.

    • Quem não quer ser lobo não lhe veste a pele!!!
      Deduzo pelo seu texto que não vive cá (Pela 1ª vez desde que vos visito), se vivesse, o seu juízo sobre os magistrados (não incluo as forças policiais) seria outro bem diferente daquele que aqui defende.
      Disse.

      • Jorge says:

        Referia-me ao blog Aventar, que é a 1ª vez, desde que os visito, em que não percebo uma das suas publicações. Quanto ao local de residência, vivo em Portugal.

        Não estamos a julgar o sistema. Estamos a julgar o caso. O problema de muita gente, e parece ser o seu também na avaliação deste caso, é não conseguir separar os diferentes assuntos.

        O sistema de justiça em Portugal é péssimo, caro, lento, muitas vezes injusto, com dualidade de critérios, com casos de perseguição e abuso, com péssimas leis, cheias de ambiguidade. Essa é uma realidade triste.

        Outra bem diferente é uma pessoa que sistematicamente chama de criminoso, ladrão, membro de gangue, psicopata, homicida, etc – a todos os que, limitando-se a fazer o seu trabalho, contribuíram para decisões que por estarem de acordo com a lei, eram contrárias às pretensões desta senhora.

        Eu olho para isto, tomo conhecimento de que ela foi além da sua liberdade de expressão, cometeu mesmo crimes e mesmo assim foi avisada, mais tarde condenada com pena SUSPENSA, depois de sucessivas decisões contrárias, e mesmo assim continuou a insistir em ir contra a lei. Agora está presa por 3 anos. Eu acho justo.

        Se fosse você o Procurador neste caso, fazendo o seu trabalho, gostava, só porque uma pessoa não concorda com uma decisão, de ser sistematicamente, não só insultado, mas acusado infundadamente de ser ladrão?

    • Cada um faz o enquadramento que lhe dá mais jeito, não é? Não lhe roubaram uma bolsa. Não lhe negaram miseravelmente provimento ao recurso que interpôs no tribunal administrativo.(Há ainda muitos pormenores por esclarecer.) Este acórdão ao abrigo do qual foi condenada também não é um escarro. Refiro-me aquela parte do “Ou é doida e então vai-se tratar ou não é e então vai cumprir a pena!”.

      • Jorge says:

        “O Luís Teixeira Neves é membro de um gangue, é ladrão e pilhador, é psicopata, homicida, não tem valores nem princípios”

        Se fosse você um juíz ou procurador a fazer o seu trabalho (e não estamos aqui a qualificar esse trabalho), se SEMPRE que esta pessoa, por mais razão que pudesse ter, se dirigisse a si nestes termos, o que é que você faria?

        Iria agradecer pelos elogios? Não iria sequer propor a pena suspensa?

        E se esta pessoa, depois de ser avisada, depois de ser condenada a pena SUSPENSA, se ainda assim continuasse a dirigir-se a si e a todos os seus colegas do sistema judicial, nestes termos (acusando-os de crimes que não cometeram), acha que devia continuar apenas com a pena suspensa?

        E alguém que, ao longo de vários anos, vendo os tribunais sucessivamente a decidir contra ela, continua a ter este comportamento, é uma pessoa equilibrada?

        Essa última frase é medonha. É mais uma num vasto leque de frases vergonhosas proferidas por juízes neste país. Mas esse erro, que demonstra falta de profissionalismo, não apaga o facto desta senhora agora condenada ter de facto cometido o crime da falsa acusação de fora sistemática.

    • Estou a ver que você é dos que acham que “o respeitinho é muito bonito”. E é, se for merecido. Mas mais bonita é sempre a justiça; e se os que a deviam fazer preferiram encobrir-se uns aos outros, nenhum vitupério é infame que chegue para eles.

      • Jorge says:

        Nas questões de justiça, ao dirigir-se a um Juíz ou Procurador, o respeito não é uma questão de mérito, é uma regra dentro das instituições de Justiça.

        Não se pode fazer um julgamento se uma das pessoas envolvidas, sempre que se dirige aos outros, por mais razão que ache que tenha, os acusa de serem membros de gangues, ladrões, que dão cobertura a pilhagens, membros de organizações criminosas e que não têm lei, nem valores nem princípios, psicopatas e homicidas.

        Mais uma vez, como já respondi a outros, lhe digo a si: não está sequer em causa a injustiça de que esta pessoa foi alvo, que é óbvia. O que está em causa, e foi isso que comecei a discutir, é a justiça desta sentença de 3 anos de prisão efetiva.
        A meu ver, depois de ser avisada, só tinha de ganhar juízo a passar a ter boas maneiras ou pelo menos passar a não fazer falsas acusações, pois isso é crime.

        Esta mulher, claramente desequilibrada, não só ignorou o aviso, como desperdiçou a tolerância que lhe foi concedida ao ser castigada com pena SUSPENSA. Mesmo assim, decidiu continuar a repetir os crimes de difamação e falsa acusação.
        A pensa passou de suspensa a efetiva.

        O que digo é que ao contrário de vós, percebo este castigo.

    • Maria says:

      Vá dormir Sr. Jorge ..só barbaridades as suas letras e o precioso tempo que perdi a lê las e inclusive a responder! Não resisto..mesmo que alguma razão tenha nas suas palavras sobre talvez o excesso em local errado ..pergunto chamar palhaço ao PR já é aceitável e normal certo??!! Um longo processo como o que a D. Maria de Lurdes passou..irregularidades a vários níveis levam qualquer comum mortal ao excesso. Pedófilos e assassinos ficam em pena suspensa e isso já não lhe faz confusão? Deve ser falta de sono concerteza

      • Jorge says:

        Decida-se, são “só barbaridades” ou têm “alguma razão”?

        Repare que a diferença é que chamar palhaço ao Cavaco, não é uma acusação falsa, é um insulto a outro cidadão.

        Na decisão desse caso, ficou escrito que se ele tivesse dito “óh Presidente és um palhaço” em vez de “óh Cavaco, és um palhaço”, a pena teria sido de facto aplicada, pois seria crime.

        E se em vez de um simples insulto, se tivesse em documentos ou declarações usadas no julgamento: “óh Cavaco, és membro de um gangue criminoso que rouba e pilha” – sem ter qualquer prova, ou seja, uma falsa acusação, isso seria um crime ainda mais grave.

        E pior seria se o fizesse dirigindo-se ao Presidente, a um Procurador ou a um Magistrado.

        E ainda pior seria, depois de ser avisado e condenado com pena SUSPENSA, continuar a insistir nesse crime. Aí, tal como esta senhora, teria uma pena de prisão efetiva.

        Num Estado de Direito, livre e democrático, há liberdade de expressão, mas a liberdade tem limites, que são as leis e o direitos dos outros à sua liberdade, e violar isso tem consequências para o infrator.

        A Sra. Maria de Lurdes não foi levada ao excesso. Ela dirigiu-se SEMPRE desta forma criminosa.

        Recentemente, uma pessoa em Portugal foi presa durante 9 meses, está há 3 anos a sofrer a devassa da vida privada e a violação do segredo de justiça, e nem sequer foi acusada. Os prazos foram ultrapassados e vão continuar. Um juíz de instrução, que deve ser imparcial, deu 2 entrevistas em que faz acusações indiretas contra esta pessoa, mas mesmo assim não foi afastado.
        Esta pessoa já fez e continua a fazer todo o barulho que pode, mas ao contrário da Maria, não passou o tempo todo a chamar ladrão, criminoso ou homicida aos profissionais de justiça envolvidos no caso.

        Noutro caso, no Algarve, um rapaz foi preso num processo cheio de erros. Ninguém acusou os juízes de serem ladrões, nem os procuradores de serem homicidas. Um advogado mais competente ofereceu-se pró-bono para ajudar e este rapaz foi libertado desta injustiça.

        Temos 3 casos de injustiças que mostram o PÉSSIMO estado da justiça em Portugal, mas só a Maria é que violou de tal forma a lei, que acabou presa de forma justa devido às sucessivas falsas acusações.

        Se há pedófilos e assassinos que você acha que não receberam um castigo justo, deve protestar contra isso. Mas nunca pode usar um erro para justificar outro.

        • Maria says:

          Sr. Jorge então opto pelas barbaridades!!!
          Que engraçado..chamar palhaço ao Cavaco como você diz não é crime, mas se fosse ao PR, que por sua vez está representado na pessoa do Cavaco, já é. A sério??!! Como separamos o PR da pessoa Cavaco? Deixa de ser a pessoa com nome Cavaco para ser somente PR?! Antes de ser PR já era Aníbal Cavaco Silva certo?
          Se você fosse humilhado, maltratado, furtado dos seus bens pessoais e direitos ano após ano adorava ver a sua paciência e cordialidade perante alguém que lhe chama de mentiroso, desequilibrado e tudo mais.
          Esta história compila um conjunto de histórias antigas..óbvio que quando aparece alguém que luta pelos seus direitos e afronta os que representam a lei e supostamente deviam repo la é uma afronta. É muito mais fácil dizer que esse alguém está com perturbações mentais, e dizer “se aceitares a decisão não vais presa”..à quem se conforme e por medo acate..mas não a D. Maria de Lurdes!
          É uma pessoa com o coração na boca e isso agrada pouco ao ser humano..ou nos odeiam ou nos amam.
          A cobardia perante os outros, inclusive a alguém que precisa da nossa ajuda é constantemente visto..eu não sou assim!!
          Quando tiver um acidente de viação, onde fiquei bem lesada e tentei chegar a consenso com a entidade responsável pela manutenção da via pública e não consegui, inclusive no dia imediatamente a seguir taparam o buraco para que pudessem chamar me de mentirosa, apresentei queixa nas entidades competentes. Como queixa contra terceiros era algo infundado..fácil.. apresentei queixa contra a representação máxima da entidade ou seja o PC..e pronto lá fomos a tribunal..várias vezes onde ouvi 3 funcionários da mesma a mentir (ou perdiam o emprego certamente), onde eu vi a simpatia da juíza perante o representante da Câmara..tipo flirt..perdi.. recorri com novas provas..e ganhei!!
          A vontade que tive de me dirigir à juíza era no mínimo inadequada porém verdade..foram anos até conseguir chegar a algum lado..no fundo só porque me chamaram mentirosa e isso não admito!
          Agora a D. Maria de Lurdes é à quase 2 décadas prejudicada, chamada de mentirosa, louca e ficou sem os seus bens..é de perder a cabeça e abrir a boca.
          Eu sei que ela desconhecia o mandato de captura por ter sido obrigada a mudar de residência..e se você soubesse como a encontraram e porque razão pensava mais umas vezes..a própria chamou a força pública por comportamentos violentos sob ela na forma de um vizinho.. e esta??!! O vizinho está cá..mas a D. Maria de Lurdes está em Tires..e se lhe disser que esse mesmo vizinho já repetiu na forma de fogo posto, colocando em perigo pessoas e bens..e continua cá??!
          Está certo não está..o nosso estado de direito.
          Pense nisto

    • antonio ribeiro says:

      não se pode ser honesto nesta merda de pais?? agora vai-se preso por dizer a verdade, somos todos nós uma cambada de bananas, essa senhora teve mais tomates que todos nós homens de POrtugal, abençoada deviamos era sermos todos como ela, VIVA A DEMOCRACIA, que a justiça não serve pra foder o pequeno, e o ricardo salgado?? e muitos, mas mesmo muitos????

  2. vasco castro says:

    “A uns mais convinha o silêncio, que a outros convinha que falassem”
    Salazar

  3. não me surpreende isto …só me surpreende taxistas a chamarem fdp a autoridades e o presidente da Antral chamar bando de corruptos ao governo em direto para as TVs e nada acontecer.
    a mim pelo facto de ter dito a um GNR que tinha um comportamento tacanho ao passar-me uma multa de estacionamento (e bem por ter estacionado num pedaço de passeio a beira de uma praia) quando dentro do estacionamento existiam “N” roulotes acampadas em clara infração valeu me um processo crime e com um pedido de desculpas ao sr e 150 € de doação a uma entidade de solidariedade social para suspender o processo…de facto esta merda de país é uma corja pegada desde as autoridades a quem governa de forma geral.

    • Jorge says:

      Se o agente procedeu bem no seu caso (e é você mesmo que o reconhece), porque é que o chamou de tacanho?

      Acha que não tinha o dever cívico de se desculpar pelo comportamento?

      Se os outros cometem infrações, isso justifica que você faça o mesmo?

      Houve vários taxistas presos nesse protesto. Não ficaram impunes.

      Muitos dos insultos que se ouvem nessas imagens são contra motoristas da Uber.

      Não percebe que é mais grave insultar um agente da autoridade do que outro civil qualquer?

      O país inteiro é uma “merda” e uma “corja pegada” só porque você recebeu uma multa de estacionamento?

      • antonio ribeiro says:

        negativo, insulto é insulto, tanto faz ser á autoridade como um civil, mas por uns praticarem irregularidades, não que dizer que façamos o mesmo, mas não brinquem com coisas sérias, eles só´caçam quem anda desarmado, pois de resto estão de mãos atadas e como têm de mostrar serviço f. lixam o Zé pequeno. porque não multam e prendem O famoso do BES, R S? tem dinheiro com fartura né, a conta de quem? SMF

  4. “Cada cabeça,sua sentença”

  5. Ana A. says:

    Ui, que medo! Ia dar a minha opinião, mas…pensando melhor: é verdade que o “respeitinho” é muito lindo…
    O “Respeitinho”, porque o RESPEITO é outra coisa, e normalmente pouco se pratica!

    • Jorge says:

      Acha que fazer falsas acusações de crimes devia ser um direito da liberdade de expressão?

      Acha correto uma pessoa dirigir-se sistematicamente, porque não concorda com as decisões, a quem trabalha na justiça desta forma:
      “psicopata e homicida”,
      “gangues, de organizações criminosas, sem leis, valores e princípios, que roubam e pilham e dão cobertura a pilhagens”

      Acha que uma pessoa que o faz sistematicamente deve ficar impune?

      Acha que uma pessoa que o continua a fazer depois de avisada e de ter uma pena SUSPENSA (que é o equivalente a uma 2ª oportunidade), não deve receber castigo nenhum?

      Acha que um Estado de Direito é um lugar onde qualquer um pode chegar à sua beira e, porque não concorda consigo por achar que está a fazer parte de uma injustiça, tem o direito de ficar imune depois de o acusar de ser um criminoso?

      Confunde “respeitinho” com a ilegalidade da falsa acusação?

      Acha que dirigir-se a um Magistrado ou Procurador acusando-o falsamente de ser um ladrão, deve ser apenas considerado como um acto normal de dar a sua opinião?

      • Ana A. says:

        Caro Jorge,
        Concentremo-nos no que é essencial, e deixemos o acessório. O essencial, pelo que li, é isto:
        “Surgiram na altura várias suspeitas de que houve falseamento no processo de atribuição de bolsas com supressão de actas de decisão por funcionários do ministério, pelo que Maria de Lurdes insistiu em ver a sua situação restabelecida. Terá sido solicitado em tribunal por três vezes que fossem apresentados os pareceres do júri que consubstanciavam a atribuição da bolsa, e das três vezes não foram apresentadas, o que terá levado ao arquivamento do processo.

        A situação seguiu por resolver durante mais quatro anos, até haver uma decisão do Supremo Tribunal Administrativo, que lhe foi desfavorável. O Provedor de Justiça, Menéres Pimentel, terá concluído que havia irregularidade no processo ao nível da fundamentação da atribuição das bolsas, mas que o tempo decorrido implicava que qualquer acção não teria efeitos práticos, pelo que arquivou a queixa.”

        E qual foi a resposta da Justiça?! – Não apresentação “dos pareceres do júri que consubstanciavam a atribuição da bolsa..,” pelo que “terá levado ao arquivamento do processo.” e apesar de “O Provedor de Justiça, Menéres Pimentel, terá concluído que havia irregularidade no processo ao nível da fundamentação da atribuição das bolsas…” o TEMPO DECORRIDO ” implicava que qualquer acção não teria efeitos práticos, pelo que arquivou a queixa.”

        A acção humana que deveria ter agilizado processos, apresentado os pareceres e não arquivar queixas, repito esta acção humana é sem sombra de dúvidas CRIMINOSA!! Mas dá mais jeito ao “sistema” e seus apaniguados concentrarem-se no acessório que é o que eles chamam “difamação”! Então provem eles que foram honestos em todo este processo!

      • antonio ribeiro says:

        dá-me a sensação que a senhora tb é juiza, ou coisa que anda perto do que chamam hoje de justiça, viu ou ouviu alguma provocação desta senhora a alguém?? ou so ouviu na tv e nos jornais??

  6. A maria josé morgado é psicopata, venham-me prender!

  7. Estou farto de ser avisado por causa de um comentário que fiz a um advogado de Aveiro e no caso de ser condenado hei-de repetir todos os dias o que disse (por ser verdade e me ter prejudicado) se a Srª está presa concerteza não será só por isso!

    • Jorge says:

      Se é verdade, não pode ser condenado por tê-lo dito. Se foi prejudicado pelo advogado, deve lutar por uma indemnização, caso seja possível.

      Se for condenado, é porque não o devia ter dito, porque não tinha razão, e como tal não é lógico que a sua reação seja a repetição do erro.

      A senhora, tal como diz com razão, está presa por muito mais que um comentário.
      Basta ler os 2 últimos parágrafos do texto acessível pelo link que o Aventar colocou no seu post para perceber isso.

      Ela teve pena suspensa em 2008. Deram-lhe uma 2ª oportunidade de continuar a lutar por justiça, mas de forma educada e sem cometer sistematicamente o crime da falsa acusação, ainda para mais contra todos os Magistrados e Procuradores com que se deparou.
      Em vez de aproveitar, insistiu no crime. Foi por isso que a pena passou a ser Efetiva na decisão de 2012… mas só agora será detida.

      • Roubaram-lhe – é a palavra certa – uma bolsa de estudo a que tinha direito. Chamou ladrões – é a palavra certa – aos que lha roubaram. Chamou psicopatas e corruptos – o segundo epíteto, pelo menos, é a palavra certa – aos magistrados que colaboraram, a priori ou a posteriori, no roubo de que foi vítima. Não fez nada de mal nem cometeu crime nenhum. Está presa porque protestou em termos que, considerando os factos, até são brandos demais.

  8. tenho 56 anos e a minha experiência de vida diz-me, por exemplo, que o MP é uma organização criminosa ou parte de uma organização criminosa. E não acredito que não existam provas. Não existe é Justiça. Profissionais de justiça que não sejam corruptos. (Sim, a corrupção é sistémica.) Advogados. Procuradores. Juízes. “Tão ladrão é o que vai à horta como o que fica à porta.”

  9. E era o que faltava perante tanta corrupção (na administração e na justiça) sermos obrigados a ficar calados.

    • Jorge says:

      Se conhece algum caso, denuncie-o. É um dever de cidadania.

      Se não conhece, não tem o direito de fazer falsas acusações.

      Se as faz, não como uma crítica geral, mas como acusações direcionadas a pessoas em concreto, mesmo sem ter provas, e o faz sistematicamente de tal forma que após ser avisado, acaba por ser condenado de forma SUSPENSA por esse comportamento, que é efetivamente um crime, e se mesmo assim continua a cometer esse crime e a pena passa a efetiva, então está a fazer-se justiça.

      O maior favor que pode fazer aos realmente corruptos, é fazer falsas acusações generalizadas de corrupção.

      • v11jope says:

        Sabe que mais ó Jorge , você é um triste. Falta experiência de vida. Sem duvida que é um ‘Menino’

  10. Eu gostava de conhecer o acórdão do STJ. Parece que deveria estar disponível online, mas não está. E isto, se não diz tudo, diz muito. Agora, estar a dialogar com um bosta que escreve aqui sob anonimato e tem um acesso ao dito que ninguém mais tem… Eu queria saber mesmo quem você é só para lhe partir a cara.

  11. Eu não sei se a (Dr.ª) Maria José Morgado é psicopata. Não convivi tão intimamente com ela como a Maria de Lurdes. Mas uma vez fui ofendido pelo marido e admito que a ofensa não fosse dele, mas dela, sendo ele somente o portador. Uma coisa pulha. Canalha. Não sei se alguma vez me cruzei com ela. As assinaturas dos senhores procuradores são ilegíveis. Um parecer do MP num processo no STA a pedir o não provimento ao recurso. Uma coisa lacónica. Sem fundamentação expressa. Simples transmissão de uma ordem. Não própria, mas superior. Não sei como os dois eram casados. Claro que não tenho que saber. Ele tinha boa cara. Ela não. Ela tem cara de ****.

  12. Mário José Gomes says:

    Partilho.

  13. Aliás, os profissionais da justiça são uma máfia pegada! Advogados, procuradores e juízes. Até se pode aceder à justiça, mas depois é-se ****** por eles lá dentro.

    Uma outra queixa-crime que apresentei – esta por abuso de poder e coacção na forma continuada – nunca chegou a julgamento. Foi arquivada. E podia tê-lo sido perfeitamente. Admito. Mas foi-o mal e porcamente. E não tive advogados para reagir a isto. Eram cúmplices.

    Uma outra queixa-crime por denúncia caluniosa também não chegou a julgamento. No entanto num julgamento que houve em que fui arguido, acusado de agressão, acusação da qual fui absolvido, fez-se prova de que houve uma denúncia caluniosa. Mais, fez-se prova de que eu fui agredido pelo alegado agredido. Mas os meus advogados também estavam cúmplices.

    Um processo que começou com o assistente a queixar-se das muitas queixas-crime que eu havia apresentado contra ele e a juíza a pedir-me que as retirasse. Uma vergonha!

    E há 10 anos que a sentença de absolvição transitou em julgado. O crime foi declarado inexistente. E o crime era também a infracção em processo disciplinar. Há 10 anos que a infracção disciplinar deixou de existir pese embora o que a pena disciplinar continua a existir. Uma aberração!

    Por atacado os senhores não merecem ***** de consideração alguma! Por atacado os senhores não passam de um bando de filhos-da-puta. Até prova em contrário.

  14. Albertina PAIVA C Cadeias says:

    Só ouve um problema com esta Sra
    Os políticos estão cobertos de imunidade total
    Por isso só paga quem vai supermercado tirar uma peça ex. De fruta…..
    Até vai preso
    Ou e filho de embaixador

  15. os juizes estão impunes e fazem barbaridades que não passa pela cabeça de ninguém.
    Eu uma vez fui testemunha de um amigo que foi roubado e agredido. A GNR foi a casa do ladrão, um médico de familia no Alentejo, rui silvestre e encontrou as peças do meu amigo. Quando lá voltou para as recolher, faltava um estojo de unhas em prata. A mãe do ladrão disse que ia buscar ao cofre do banco onde a tinha guardado depois de vir da ourivesaria onde tinha ido para arranjar e limpar. Saiu e voltou com a peça.
    No julgamento a peça que vinha da avó do meu amigo com um bico da tesoura partido estava ma mesa da juiiza que me pediu para ir até lá verificar se era do meu amigo. Reconheci-a imediatamente até porque não tinha ido a arranjar, continuava negra e sem bico. O ladrão, a mãe e a irmã que eram testemunhas mentiram dizendo que era herança não sei de quem. Quando a juiza me inquiriu eu tentei dizer isso mesmo e mais que a mãe do ladrão tinha mentido 2 vezes pelo menos 1 quando disse que a peça tinha ido á ourivesaria e outra quando disse que era herança…. A juiza disse-me que tinha muita pena mas tinha uma consulta com a filha em Setúbal e não podia ouvir mais as testemunhas.

    No dia da sentença diz a juiza para o ladrão: “.,..eu vou absolvê-lo, não porque tenha a certeza da sua inocência, mas porque em caso de dúvida é oi que a lei diz……”.

    O meu amigo teve de pagar as custas de tribunal. Levou mais de um ano a pagar prestações…………

    LIBERDADE para a Mª de Lurdes.

  16. Este senhor “Jorge says” que escrevendo no anonimato ataca Maria Lourdes Rodrigues e se congratula com a sua prisão, não passa de um membro da maçonaria ou talvez um juiz ou magistrado do MP, que pertencem todos ao sistema fascista da justiça existente em Portugal. Os senhores juízes arrogam-se ao pomposo título de Órgãos de Soberania derivado da própria Constituição da República. Mas na realidade não são eleitos pelo povo.O Conselho Superior da Magistratura também não é.O conselho Superior do Ministério Público e o Procurador-Geral também não. Mas a constituição permite a sua existência nesta forma anti-democrática Foi uma clamorosa falha do MFA (Movimento das Forças Armadas) após a revolução de Abril de 1974.
    Enquanto não for mudada a Constituição da República, contradições como esta continuarão a ser uma realidade: Juízes órgãos de soberania não eleitos, continuarão a praticar sentenças injustas, a proteger pessoas influentes e poderosas e continuarão a condenar e a destruir todas as vítimas que se atrevam a protestar contra eles e a exercer o seu clamor por se verem injustiçadas. Em Portugal a Constituição permite esta aberração:Tribunais,Órgãos de Soberania que têm juízes que julgam em nome do povo mas não são eleitos por ele. Ficam nas comarcas eternamente (ad eternum) sem rotatividade, são inamovíveis e pior do que isto, Gozam do estatuto de inimputabilidade; isto é:Não são responsabilizados pelos seus atos no exercício da sua atividade enquanto Órgãos de Soberania. Podem proferir as sentenças mais absurdas, injustas que nada mesmo nada lhes acontece.
    Contra isto o cidadão comum nada pode fazer a menos que surja outra revolução em Portugal que de uma forma violenta dê origem a uma nova e melhor Constituição da República Portuguesa.Enquanto isto não acontece a situação política continuará apodrecendo a abstenção continuará a subir em flecha; veja-se o caso das últimas eleições regionais dos Açores (59,1%) de abstencionistas. O Estado Democratico existente em Portugal permite uma organização judicial monstruosa totalmente anti-democrática, que funciona em roda livre sem qualquer intromissão de quaisquer Órgãos de poder político eleitos pelo povo..

  17. Rui mota says:

    Então é este um País de Direito??
    Pais da Democracia??
    Vou alie já venho…
    O problema é que o cidadão encontra se detido…!!🙈🙈🙈

  18. joaquim v. says:

    Do que estamos à espera para uma grande manifestação frente à cadeia de Tires????
    Exigir a liberdade imediata para Maria de Lurdes!!!!

  19. Antonio manuel carvalhal de pina says:

    Tenho muita pena da senhora ,espero que tudo lhe corra bem ,mas tenho que dizer que apesar de poder ter razao na atribuicao na bolsa de estudo ,a justica e muito unida estao la na vida deles ,e nao se pode ofender as pessoas ,quem nao se sente nao e fiho de boa gente ,mas ja agora aproveito para dizer que deve aproveitar a onda de solidariedade para esclarecer o porque de a bolsa nao ser atribuida se a merecia o resto estou consigo para desvendar isso quanto a justica nao se apanham abelhas com vinagre ,vejo que passaram muitos anos espero do fundo do meu coracao que tudo acabe bem para senhora .antonio manuel carvalhal de pina um grande abraco

  20. Leonor says:

    Tenho pena do meu país, quando no 25 de Abril de 1974 ousei sonhar num país livre, o meu abraço a Maria de Lurdes, que ousou dizer a verdade, bjs

  21. Parece que se esquecem que lhe roubaram uma bolsa de estudo à qual tinha direito. Ela têm todo o direito de chamar ladrões a todos os que a impediram de uma forma ou de outra de receber o que era seu por direito. mais ainda, o tribunal (um deles) deu-lhe razão. Mais ainda fica por descobrir o que aconteceu ao dinheiro que deveria ter recebido… isso só não é roubar porque são ministros e juízes a lucrar com esse dinheiro porque se fosse ao contrario, eles não teriam duvidas. O BPN foi à 36 meses, onde estão os responsáveis? Já a Finlândia meteu 7 banqueiros na prisão entretanto. Justiça, em Portugal… isso é mais um teatro para servir grandes criminosos e esmagar o comum cidadão. Justiça… pois, para os parceiros de golfe e da loja da maçonaria que frequentam (grandes tachos nessas lojas). A ditas classes ” altas” neste pais metem nojo aos cães, quanto mais a quem têm os olhos abertos. Espero estar vivo no dia no qual o sangue começar a escorrer nas ruas… REVOLUÇÃO.

  22. Filipe says:

    Por isso é que ela está presa , pois aqui também é explícito o orgasmo ilícito que todos os comentadores tem contra a Liberdade de Expressão , confundem alhos com bugalhos e não sabem sequer diferenciar uma entidade de um ser humano , pois a entidade pública não tem sentimentos e pelo que vi escrito pela senhora , são juízos de valor e não factos contra qualquer entidade . Pois não existe crime algum e está mais que demonstrado em vários ou dezenas de acórdão a diferença .

    Acórdão Tribunal Relação de Porto

    I – Enquanto que no crime de difamação ou de injúria se tutela e a honra e a consideração que a cada pessoa deve ser tributada, no crime de ofensa à pessoa coletiva, p. e p. pelo artigo 187º, protege-se o bom nome de um organismo ou serviço que exerça autoridade pública, ou ainda pessoa colectiva, instituição ou corporação.
    II – O bom nome advém do facto de estas entidades serem tidas como reputadas e/ou prestigiadas, de serem socialmente consideradas como entidades credíveis.
    III – Para que se consume o tipo legal de difamação ou de injúria basta que se formule juízo que seja ofensivo da honra.
    IV – Já no crime de ofensa à pessoa coletiva não releva a expressão de juízos (opiniões ou considerações atinentes).
    V- Exige-se, para o preenchimento do tipo legal, a afirmação ou a propalação de factos, que sejam inverídicos, independentemente da forma – oral ou escrita – pela qual sejam propalados.

    E , depois sendo Injúrias e Difamação contra figuras públicas , prevalece a Liberdade de Expressão . O que se passou com essa senhora , foi uma má defesa e uma vingança fascista justiceira Nazi e reacionária Leninista contra um ser humano ;

    ACRL de 14-12-2011 Crime de difamação agravado em que é visada um figura pública.
    I. Genericamente, a honra resolve-se no direito que cada cidadão tem de exigir que, a seu respeito, não sejam emitidos juízos ou imputações imerecidas, vilipendiosas ou degradantes. Por isso, todos têm direito à protecção jurídica da sua honra e consideração, bem como da sua privacidade, palavra e imagem.
    II. Porém, para as ‘pessoas da história do seu tempo’, ou seja, para aqueles que ocupam a boca de cena no palco da vida política, cultural ou desportiva, a tutela daqueles bens pessoais é mais reduzida e fragmentada do que no caso do cidadão comum, atendendo a que essas pessoas se encontram, necessariamente, sujeitas a críticas mais intensas.
    III. No caso, as expressões utilizadas consubstanciam uma contra-crítica, que acautela interesse público legítimo, que não põe em causa a honorabilidade e credibilidade do visado na sua esfera privada mas que apenas crítica, com veemência, a forma como este se exprime e como actua no exercício das suas funções, não caindo na calúnia pessoal nem ultrapassando os limites estabelecidos pelas próprias declarações do visado que critica.
    IV. Assim, atento o conflito entre a liberdade de expressão e o direito à honra, estando em causa interesses públicos relevantes relativos a figura pública proeminente, prevalece o direito à livre expressão do pensamento pela palavra porque foram respeitadas as fronteiras intocáveis da esfera da vida privada. A dignidade da pessoa humana (art. 1º da CRP), o seu bom nome e reputação (art. 26º nº 1 da CRP), neste conflito de direitos, estiveram salvaguardados pela intangibilidade do seu núcleo essencial.
    Proc. 1213/04.1TAFUN.L1 3ª Secção
    Desembargadores: Jorge Raposo – Fernando Ventura – –
    Sumário elaborado por Ivone Matoso

    • Ricardo Ferreira Pinto says:

      Vá mas é aprender a ler!
      Em quase 60 comentários, há 1 ou 2 comentadores contra a Maria de Lurdes e o senhor tem a coragem de dizer que «o orgasmo ilícito que todos os comentadores tem contra a Liberdade de Expressão»?

  23. Presépio says:

    Nunca se esqueçam,UM DIA TODOS NÓS SEREMOS JULGADOS TAMBÉM,a justiça pode tardar,mas não falha…

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