José Sócrates contra-ataca


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José Sócrates processou o Estado português. Todos nós de uma assentada, portanto. É óbvio que o intuito do cavalheiro não será o de processar a D. Raquel, o Sr. Fernando ou o Severino. Porém, no final desta história, caso ao ex-primeiro seja dada razão, o que não surpreenderia, pagamos todos um bocadinho. Em euros e vergonha.

Porque é que o ex-primeiro processou o Estado português? Ora aí está uma boa pergunta! Conta-nos a imprensa isenta, que tão bem vigia este país, que Sócrates deu uma conferência de imprensa para informar o pais que está farto de ser suspeito e, como a grande máquina não mexe um pintelho e o processo já se arrasta há alguns anos, passa Sócrates ao contra-ataque. Para esclarecer a coisa de uma vez por todas. Ou não.

Entre injustiças, disparates, falsidades e absurdos, José Sócrates mantém-se firme quanto à sua total inocência, reforça a teoria da perseguição e queixa-se, aí com razão, do processo se arrastar há tempo demais. E arrasta. Já era tempo de pôr um ponto final numa novela que ameaça nunca se esclarecer. E seria importante que nos fosse explicado o que realmente se passou com o grupo Lena, no Vale do Lobo e no xadrez da PT. Entre outros.

Será que Sócrates incorreu mesmo em crimes de fraude fiscal, branqueamento de capitais e corrupção? Talvez nunca cheguemos a saber e ainda tenhamos que pagar por isso. Apesar das evidências. Por cá é assim. Coisas do terceiro mundo europeu.

 

Comments

  1. Rui Naldinho says:
    • Rui Naldinho says:

      Já por aqui escrevi um montão de vezes, que há Justiça cabe provar factos. Como consequência disso cabe condenar ou não os acusados. A prova do crime tem de ser inequívoca e não pode ficar-se pela pela presunção ou insinuação, que isso é coisa para as redes sociais nos seus mexericos.
      Com a suposta delação de Hélder Batáglia, veremos se foi mesmo assim e, acima de tudo, se aquilo tem pernas para andar, não sei se o nosso ordenamento jurídico o permite, mas vamos admitir que sim, Ricardo Salgado passou a arguido na presunção de agente corruptor.
      Independentemente de tudo o mais que aqui se possa dizer no plano jurídico, que eu não domino, nem faço pretensão disso, a pergunta que se me coloca é esta:
      Alguém acredita que Ricardo Salgado seja condenado com prisão efectiva?
      Alguém acredita que se ele for preso, sujeito a essa humilhação, não arraste consigo uma série de pessoas ligada ao Poder, noutras matérias nas quais também possa estar envolvido, para deixar o nosso pântano brm encharcado de lama?
      Esta novela arrastar-se-á indefinidamente sem qualquer desfecho, até à morte de todos eles, servindo apenas como arma de arremesso eleitoral para os próximos anos, se é que ainda tem telespectadores interessados nela!

  2. Paulo Marques says:

    Não é só cá, não aconteceu o mesmo à Lagarde? Deixa de achar que tudo o que é mau só acontece cá, são apenas sinais que a democracia, além de ser um conceito onde cabe tudo e muito do seu contrário, não é a forma final de governação.
    Mas é o que temos, e para a defender que apoiar o raio do Sócrates neste processo, por muito culpado que seja.

  3. Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

    Independentemente da minha convicção quanto à culpabilidade de José Sócrates – personagem pelo qual não nutro a menor das simpatias, nem respeito, a verdade é que a Justiça portuguesa tem-se vindo a pôr miseravelmente a jeito, permitindo toda a vaga de suspeições, ligações e outras palavras terminadas em “ões”, ao não julgar definitivamente este caso e o escândalo dos bancos.
    Acresce, no caso de Sócrates, que a sua prisão por cerca de um ano, constitui uma verdadeira anormalidade, uma prepotência judicial que, num Estado de Direito, em nada credibiliza a Corporação que prende quem quer, julga quem quer e solta quem quer… quando e muito bem entende.
    Tenho a firme convicção, até ser provado o contrário, que a liberdade de personagens identificados com a corrupção, onde os casos de Sócrates, Salgado, Oliveira e Costa e quejandos, que vão passando entre as gotas da chuva sem se molharem, só se justifica, porque estamos perante um polvo onde muitos outros nomes sairão. É isso, provavelmente que lhes dá o à vontade para vociferar contra o Estado .
    E continuo a apontar o dedo ao principal responsável da Nação, o que tem como responsabilidade a vigilância do bom funcionamento das Instituições pilares da Democracia, sendo a justiça o mais importante.
    Muitas selfies, muitos sorrisos, muitas entrevistas, muita treta e as Instituições como a Justiça a funcionarem do modo que funcionam.
    Quando um presidente não parece ter consciência que este estado de coisas – refiro-me ao funcionamento da dita Justiça – põe em causa a credibilidade do Estado, resta perguntar o que anda por aí a fazer.
    Neste campo, independentemente do calibre do personagem, é da mais elementar justiça estar ao lado de Sócrates e contra uma justiça ineficaz e um presidente parlapatão..

    • Paulo Marques says:

      “Acresce, no caso de Sócrates, que a sua prisão por cerca de um ano, constitui uma verdadeira anormalidade, uma prepotência judicial que, num Estado de Direito, em nada credibiliza a Corporação que prende quem quer, julga quem quer e solta quem quer… quando e muito bem entende.”

      O problema é que não é, mas só se fala quando é alguém conhecido. Quando é um Zé Ninguém qualquer acusado e detido durante um ano ninguém pia.

      • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

        Tem toda a razão caro Paulo Marques.
        Mas repare que esses referidos casos em que, como bem diz, “ninguém pia” não são mediáticos ou seja, a opinião pública não chega a saber deles ou, dito de outra forma, os nossos “merdia” deles não se ocupam. Penso competir a cada um de nós denunciá-los. de forma a que de jornalista sério, todos tenhamos um pouco.
        Pessoalmente, não conheço nenhum.
        Mas, repito, compete a cada um de nós, de acordo com os seus conhecimentos, denunciar esses casos.
        De resto, se isto acontece coma gente “badalada”, dá que pensar, de facto, se um qualquer “zé ninguém” não será ainda pior tratado.

    • Ernesto Martins Vaz Ribeiro , porque é que não nutre respeito por José Sócrates? Ele fez o quê de errado?

      • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

        Caro AC.
        José Sócrates durante a época em que nos governou, deu provas de ser um mentiroso compulsivo, sendo capaz de negar uma coisa e o seu contrário.
        A educação que recebi (para o centrar nesta ideia, sou um “jovem” com praticamente 68 anos) será peculiar, pois ensinaram-me a questionar o cinzento claro e escuro e, sem ser maniqueísta, tomar o que é preto como preto e o que é branco como branco.
        Falo, pois, de princípios.

        Tenho uma incrível má vontade contra os mentirosos, porque um mentiroso é, por definição, uma pessoa que usa, maldosamente, a boa fé das pessoas que nele acreditam.
        Como sabe, o apelido de Pinóquio colocado a José Sócrates e os inúmeros desenhos e montagens do nariz do Sr. Sócrates, à Pinóquio, não é uma invenção minha, mas da generalidade dos críticos, da direita à esquerda.
        Dir-me-á que todos os políticos são assim. Não o nego, mas é de Sócrates que se fala. E já agora confesso-lhe que participo em todos os actos eleitorais, mas os políticos não me merecem qualquer credibilidade sendo o meu voto… nulo.
        Mas cumpro o meu serviço cívico.

        Mas a gota que fez transbordar o copo da minha tolerância em relação a Sócrates, foi aquela sua medida dos pórticos e da sua decisão de taxar as SCUT’s que, como deve saber significa “Sem Custos para o UTilizador”.
        Falamos de estradas pagas pela Comissão Europeia, no âmbito da nossa adesão e assim foram baptizadas porque, de facto, nada nos custaram. Quando um político seja ele Sócrates ou Temístocles vem para a Praça Pública defender as taxas extras em estradas já pagas, está pura e simplesmente a entrar no meu bolso (o caro AC pensará como quiser) e a ROUBAR o que é meu. E se potenciar esta actuação, entramos em temas muito mais onerosos para o contribuinte. Se quiser, taxar as SCUT’s, para mim, é a parte visível de um iceberg a que corresponde um desplante de todo o tamanho e a prova que para estes políticos, vale tudo. E quando reiteradamente se tenta justificar o injustificável, transforma-se num mentiroso compulsivo.

        Depois há as nossas convicções a que se junta a nossa experiência. Fui professor Universitário durante muitos anos e sei como se obtém uma licenciatura. O caso Sócrates é uma vergonha e por aqui me fico.

        De resto, tenho ainda outras convicções profundas onde entra a forma como se gere o dinheiro que se ganha no exercício honesto de uma função. Naturalmente que não discuto a forma como Sócrates gere o que é dele e o que não é, mas as informações que vou colhendo e analisando, são de molde a não ter a mínima confiança no personagem.

        Mas não me verá aqui a dizer que ele é um criminoso ou corrupto, porque não sou Juiz. Sou apenas um observador, com alguma experiência de vida e não sou cego. Dito de outra forma, “de médico e de louco, todos temos um pouco”.
        Se substituir a palavra médico por Juiz, embora estejamos no campo das convicções, perceberá a razão pela qual afirmo aqui e em qualquer lado que a figura do Sr. Sócrates, para mim, não me faz mexer o mínimo sentimento de respeito, tolerância, simpatia e credibilidade. é muita coisa.
        A vida ensina-nos a estar vigilantes e a estabelecer hierarquias, até nas simpatias.

        Neste contexto, sobre o que ele fez, não tenho certezas, mas o facto de andar a ser investigado em “n” casos, não será propriamente um “cartão de visitas” credível.
        Que está a ser perseguido, disso não tenho dúvidas.
        Mas ele deveria saber melhor que ninguém que quem anda à chuva, molha-se sempre, com ou sem guarda-chuvas.

        E pronto, provavelmente terá outra convicção, mas foi com muito gosto que lhe passei o que penso desse personagem.
        Cumprimentos.

        • Anti-pafioso says:

          Boa tarde ,o srº ou está de má fé ou tem umas luzes mas fundidas . informe-se . Fica-lhe mal o que escreve .

          • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

            Apenas lhe respondo por educação, já que os seus termos são de alguém que, manifestamente, não quer discutir nada.
            Se quiser usar argumentos numa intervenção, use-os e terei todo o gosto em conversar.
            Mal fica quem entra numa discussão, como o Sr, a mandar bocas, não sendo objectivo em nada do que afirma.

        • Posso deduzir, portanto, que a sua falta de respeito para com José Sócrates se estende a todos os políticos?
          Mas, na política como na vida, a alteração das circunstâncias, por vezes, aconselham a que nos desviemos do caminho anteriormente traçado porque é mais sensato do que continuarmos a segui-lo sabendo que iremos cair num precipício.´
          Não sei se, quando se refere ao “mentiroso”,está a pensar no incumprimento de promessas políticas, o que, como neste caso, não se pode, propriamente, considerar uma mentira.
          E a UE, julgo, não pagou integralmente as SCUTS nem pagava a sua conservação aos concessionários.
          E em 2008, poucos se lembram, ocorreu a maior crise financeira dos últimos 80 anos.

          • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

            Caro AC.
            Não, não pode deduzir, pois escrevi … “os políticos não me merecem qualquer credibilidade” e não falta de respeito. São coisas distintas, como sabe com certeza.
            Sócrates vai mais longe e esse, não me merece mesmo nem credibilidade, nem respeito. A história do seu curso, repito-lhe, é uma vergonha que ele manteve como uma verdade que já foi completamente desmascarada. E não é caso único, como sabe. E na mesma escola e tudo. Portanto, sem surpresas.

            Pois informe-se sobre as SCUT’s e quem as financiou e não esqueça o significado da palavra: “Sem Custos para o UTilizador”.
            O utilizador tem hoje custos em algo que está definido como sem custos. Acha normal?

            Na política – se as pessoas forem frontais – os desvios de que fala, são discutidos, novos caminhos traçados e explicados.
            Dir-me-á que não há muitos que o fazem. E tem razão se o disser, mas isso não muda a veracidade e a lógica do que eu escrevo.
            Contudo Sócrates sempre defendeu, repito-lhe, uma coisa e o seu contrário e isto tem outro nome.

            Não terei a opinião sobre a crise financeira que o meu caro tem. Tudo o que é propalado para nos obrigar a pagar as contas dos outros, é conto para adormecer meninos, coisa em que eu não caio. Se pensar que o resgate da Troika foi de 80 mil milhões de euros e que mais de 40 mil milhões foram, até esta altura, injectados na banca, compreenderá que a crise financeira é apenas uma “história” para nos obrigar a pagar verdadeiros desfalques que se processaram no nosso país, sem qualquer julgamento até à data.
            Acresce a irresponsabilidade dos desvios das contas públicas e das obras megalómanas que ninguém põe em causa. Como vê, o dinheiro não desapareceu. Foi transformando, aplicando-se a lei de Lavoisier à Finança.
            Meu caro AC. Sou gestor e se a minha gestão for ruinosa como a de tantos políticos que por aí andam, simplesmente, sou despedido. Eles, recebem medalhas (poupo-lhe os exemplos).
            Recordo-lhe que há gente que está no conforto de sua casa com pulseira electrónica (presumo que não será por bom comportamento), com benesses infindas a esperar calmamente que o tempo passe. A CRISE, para mim, é esta: crise de valores, crise de políticos, crise de honestidade, crise de coluna vertebral.
            Em todo o caso (e termino), estou com Sócrates no que respeita às suas queixas, quanto ao modo discriminatório como funciona esta “justiça”. Mas como vê, é exactamente aqui que se fecha o círculo dos valores…
            Cumprimentos.

          • Peço-lhe desculpa por ter confundido credibilidade com respeito, mas, no contexto, não vi qualquer diferença.
            Bom, nós não podemos fingir neste diálogo que o posicionamento “pró” ou “contra “José Sócrates” nada tem de racional.
            É um problema de carisma, que atinge alguns, muito poucos, em que não há meio termo.
            Ou se “amam” ou se odeiam.
            Não percebo porque dá tanta importância ao facto de as Scuts, embora mantendo a sigla, passassem a ser financiadas pelo utilizador.
            Em abstrato, será muito mais justo serem pagas por quem as utiliza do que por todos os contribuintes, mesmo aqueles que nunca na sua vida por lá passarão.
            Quanto à licenciatura, não acha que JSócrates poderá ter sido mais vítima do que transgressor?
            Nunca lhe aconteceram situações em que as pessoas, sabendo do seu estatuto de professor universitário, tomam a iniciativa de agilizar as regras atendendo a esse facto?
            Acredita mesmo que JSócrates com,
            • 4 anos de ISEC
            • 1 ano de ISEL
            • MBA do ISCTE
            • Mestrado do Institut d’Études de Paris, Sorbonne

            precisava mesmo de facilidades para fazer as cadeiras de equivalência numa licenciatura, atualmente, de 3 anos letivos?

            Isto só se tornou importante pelo que refiro no parágrafo 4.

            Lembra-se da Universidade Lusófona?
            Para além de Relvas haviam mais 80 políticos na mesma situação.
            Quem são?
            Sabe, o mundo da comunicação está a ficar muito estranho e perigoso.
            Considero-me uma pessoa normal, faço o possível por não transgredir as regras, mas nem consigo imaginar como me sentiria se todas as minhas conversas telefónicas e a minha vida estivessem a ser espionadas há mais de 10 anos.
            Se não é crime devia ser.
            Melhores cumprimentos.

          • No segundo parágrafo, queria dizer “irracional”.

  4. Cê Cê says:

    “O processo”, de Franz Kafka e ao vivo!

  5. A. Cabral says:

    Como contribuinte devia ser informado quanto a justiça já gastou com este caso sem resultados à vista.

  6. Anti-pafioso says:

    penso que estão a preparar-se para mais 6 meses de viagens ,almoços .ajudas de custo ,etc,etc,etc,

  7. Anti-pafioso says:

    Força Sócrates a justiça vencerá . Ainda havemos de saber quem é a seita que esta por de-traz disto .

  8. Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

    Caro AC.
    Credibilidade, independentemente do contexto, é bem diferente de respeito.
    Tem razão no que toca ao gostar ou não gostar de um personagem e eu não tenho nada que contrariar as suas opiniões relativamente ao ser A ou B. Dou-lhe apenas a minha e não o questiono da razão porque gosta, algo que é completamente pessoal.
    Eu não gosto mesmo nada, porque a minha longa vida já me demonstrou ao que vêm aqueles tipos de “tiques” de José Sócrates.
    Quanto ao Carisma, eu tenho um, mas é da Misubishi, um excelente carro, com 400.000 kms, credível e que eu respeito muito com os seus 20 anos de bons serviços 🙂 , pois só me deixou ficar mal uma vez 🙂

    Na licenciatura, J. Sócrates não é vítima nenhuma. É um oportunista que baseia toda a sua vida em amizades e trocas de amizades. Dê-se ao trabalho de estudar um pouco os seus tiques e verá. Tem sempre um amigo, único no género …
    E toda a gente sabe as ligações que ele tinha com o responsável pelo seu curso que ele, sempre negou, dizendo que nem o conhecia e mais tarde, afinal, conhecia mesmo. É assim… o nariz vai crescendo.
    Exames ao sábado, domingo e em Agosto, como se diz no Porto … “Vai no Batalha” 🙂

    Não caro AC. A situação de J. Sócrates e do seu curso só se tornou importante, por causa do evidente “tráfico de influências” que, como sabe na legislação portuguesa, é crime, mas que ninguém julga, a menos que seja um “pobretanas”.
    A Universidade Lusófona, tais como outras só serviram para pôr em causa o Ensino Público e criar mais um emaranhado de interesses. Isto aqui, infelizmente,. não funciona como nos EUA onde o neo capitalismo é regulado. Aqui, é tudo a monte e fé em Deus, o que dá muito jeito aos oportunistas. E por isso é que eles surgem, no ensino, na banca, na política e mesmo no funcionalismo público.

    Acredite que nunca me aconteceram situações em que as pessoas, sabendo do meu estatuto de professor universitário, tomam a iniciativa de agilizar as regras. E penso que isso nunca me aconteceria, porque as pessoas sabem que não me deixo apanhar nessas redes.
    É tudo uma questão de demarcar terrenos e definir regras. Não pretendo ser mais honesto que os outros, mas tenho-me como pessoa séria e honesta. E por isso, ainda que já tenha idade para ser reformado, continuo a trabalhar como há 20 ou 30 anos, com a aceitação de todos.

    Dou, de facto, muita importância ao caso das SCUT’s. A mesma que Sócrates deu. Ele, para sacar dinheiro aos contribuintes. Eu, porque não admito que um qualquer político faça de mim estúpido. E foi isso que ele fez: passou um atestado de menoridade a todo o português. Pessoalmente, não o aceito.
    Naturalmente o caro AC será contribuinte do que entender. Eu tenho regras nas quais não entram impostos indirectos, um perfeito engano para sacar mais euros. E quando sou obrigado, não deixo de lavrar o meu protesto público.
    Estes politiqueiros, deveriam saber onde ir buscar o dinheiro, em vez de andarem maleficamente a roubar sempre os mesmos.

    J. Sócrates não é o único cidadão com as conversas registadas. Outros políticos foram apanhados na mesma situação (Ferro Rodrigues, Santana Lopes, Passos Coelho, …). Quem anda à chuva molha-se e eles sabem isso melhor que ninguém. E não tenha ilusões que as suas conversas e escritos, tais como as minhas, também são vigiadas. Esse, é o grande perigo do Sistema de Informação e Comunicação actuais.
    Não tenha ilusões. Há muita gente a saber quem é o Sr. AC, o Sr. Ernesto Vaz Ribeiro e muitos mais.

    É um gosto trocar impressões com uma pessoa tão educada como o Sr. AC. Ainda que não tenhamos a mesma opinião – afinal a democracia é exactamente isto, conseguimos trocar ideias, rebater, aceitar e não aceitar, mas sempre com elevação.
    Por isso e porque aqui por vezes os ânimos se exaltam, tenho a referir exactamente esta disposição saudável de discutir ideias.
    Aceite os meus melhores cumprimentos.

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