«eles tinham a tendência de pôr assento em “paras»”? Efectivamente: assento


observador

gemahnt es dich so matt?

 Fasolt

Da ließe sich ja eine Spekulation mit meinen Vögeln machen.

Papageno

***

Nesta entrevista, João Malaca Casteleiro vem explicar a lógica subjacente à base IX, 9:

os nossos alunos nas escolas, como “pára” tinha acento, eles tinham a tendência de pôr assento em “paras”, “paro”.

Portanto, a ambiguidade de

Bloqueio nos fundos da UE para projecto de milhões na área do regadio

justifica-se porque uns alunos (volto a perguntar: “onde está o estudo?“) punham assento.

Exactamente: está tudo explicado.

Efectivamente, como alguns escreventes têm “a tendência de pôr assento” em vez de acento, receio que a próxima proposta seja a abolição de <ss> em formas como asso, passo ou mesmo apressar e a respectiva substituição por <ç>: aço, paço e apreçar. Porquê? Então, citando Malaca Casteleiro, “o contexto diz-nos”. Exactamente. É o contexto.

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Comments

  1. Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

    Dá vontade de chorar.
    Tenho lido todas as suas crónicas e não me declaro surpreso com o neoliberalismo aplicado à grafia, tantos são os exemplos que cita.
    Para esta gente o AO 90 já não chega. Nós é que estamos atrasados. Eles já vão no AO 2017.
    Mas o que mais dói no exemplo que cita, é ver mesma palavra afastada de pouquíssimos centímetros “desenhada” de duas formas distintas. Acredite, dá vontade de chorar.
    Mas não choro e fico-me apenas pela consternação de ver um diminuído intelectual a nem ler o que escreve, se é que percebe o que escreve e o que lê.
    E basta ter um olho…
    Mas tem razão: É mesmo o contexto.

  2. Fernando Manuel Rodrigues says:

    Sendo alegadamente o Prof. Malaca Casteleiro um “especialista”, estes argumentos deixam-me completamente desconcertado. Só por brincadeira.

Trackbacks

  1. […] Os Tradutores Contra o Acordo Ortográfico (aos quais agradeço a foto aqui reproduzida, tal como ao autor, Daniel Abrunheiro) indicaram esta distinção proposta por Malaca Casteleiro, na entrevista dos assentos: […]

  2. […] amigo atento, este meu texto mereceu algures a melhor atenção, através de uma adaptação. Não dei por ela, mas acredito no […]

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