A furiosa destruição do planeta


Brutal contaminação do Rio Musi, em Hyderabad

Foram estas três notícias, num único dia:

1. Há uma nova fenda num dos blocos de gelo gigantes da Antártida

Icebergue com a extensão do Algarve estará prestes a desprender-se. Segundo estimativas dos especialistas, se o gelo retido pela barreira Larsen C chegar ao mar, o nível dos oceanos poderá subir cerca de dez centímetros.    

DN, 05 de Maio de 2017

2. Andamos a temperar a comida com sal que tem microplásticos

Estudo analisou 17 amostras de sal de mesa vendido em oito países (incluindo Portugal) e confirmou contaminação com microplásticos. Uma das três amostras portuguesas testadas atingiu o máximo observado com dez microplásticos por quilo de sal. 

Público, 5 de Maio de 2017 

3. Superbactérias mortais produzidas por fábricas farmacêuticas

Na Índia, em redor das fábricas em que quase todas as grandes empresas farmacêuticas produzem os seus medicamentos, registam-se grandes concentrações de antibióticos no meio ambiente. Como consequência, desenvolvem-se perigosos agentes patogénicos resistentes, que se disseminam por todo o mundo. Foi este o resultado de uma pesquisa da NDR, WDR e “Süddeutsche Zeitung”. 

 Tagesschau, 05 de Maio de 2017

E continuam as multinacionais a crescer e a espezinhar os nossos direitos, sem que os políticos lhes ponham cobro.

E continuam os media a enganar-nos e a retorcer a realidade, para servir esses polvos poderosos.

E continuam os políticos a ratificar acordos comerciais livres para trazer e levar produtos supostamente mais baratos, à custa de não serem contabilizadas as “externalidades”. E hão-de vir, em barcos gigantes, quantidades brutais de produtos básicos, que produzimos aqui no país, já em excesso, como a carne de porco. E a dar livre circulação aos fluxos de grandes capitais.

E nós pais, continuamos preocupados em garantir a educação dos nossos filhos e até em deixar-lhes bens que lhes facilitem o futuro, mas pouco fazemos para lhes deixar um planeta são e pacífico, para, simplesmente, poderem viver.

Comments

  1. Rui Mateus says:

    Pois…ou matamos o capitalismo ou ele nos mata!

    • José Fontes says:

      Rui Mateus:
      Quem caminha sem saber para onde não chega a lado nenhum.
      E que caminha por caminhos que já levaram a becos sem saída, idem.
      Quanto a matar este capitalismo tóxico, estou de acordo.
      Mas é precisa saber o que queremos construir.
      As alternativas ensaiadas desde há quase duzentos anos, em especial a mais significativa que surgiu há 100, não foram lá muito fiáveis, pois não?
      E em matéria ambiental eu vou ali (a Chernobyl) e volto já.
      Para não falar do Mar de Aral e de outros desastres de igual dimensão.

  2. Luís Neves says:

    Temos que ser menos filhos-da-puta. E mais e melhor estado.

  3. Ana, já que lamentavelmente não existe outra movimentação pública, vamos escrever todos estes seus alertas no terço fosforescente da Joana de Vasconcelos para tantas milhares de pessoas receberem esta mensagem em Fátima e possa haver, aqui sim, um ganda milagre de que precisamos tanto ? : )
    Bem visto, um grande abraço, companheira !

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