Profundamente anti-católico


Contra uma tolerância de ponto ridícula.
Contra todos os feriados religiosos.
Contra uma ditadura católica que chega ao ponto de condicionar todo o ano lectivo e um 3.º período que é incrivelmente pequeno por causa da Páscoa. Contra a existência de uma disciplina de Educação Religiosa Católica nas Escolas. Contra a existência de padres como Directores de Agrupamento.
Contra a Concordata e qualquer outro acordo entre um Estado laico e uma religião, seja ela qual for.
Contra a vergonhosa isenção de impostos da Igreja Católica e contra os Governos – este e os outros – que pactuam com esta vergonha.
Contra uma Igreja Católica que é uma das principais causas do atraso cultural de Portugal.
E no entanto, se Cristo foi aquelas coisas todas que dizem que foi, então eu sou mais cristão do que esse beatério todo que vai para a missa ao Domingo bater no peito.

Comments

  1. Guilherme says:

    do alto da tua sabedoria, já paraste para pensar que a disciplina que te referes não aborda apenas a religião católica?

  2. ganda nóia says:

    concordo com grande parte. mas alguns desses feriados deixaram há muito de ser feriados religiosos.

    o natal é um deles. e o 1º de novembro ultrapassa em muito a componente religiosa. o próprio santo antónio (em lisboa, com os equivalentes noutros lados) também é muito mais social e popular que religioso, hoje em dia.

    se me falares na padroeira de portugal, na assunção de nossa senhora ou do corpo de deus já concordo.

  3. mdlsds says:

    Desconfio muito de pessoas que batem com a mãozinha no peito, ao Domingo, na hora da missa. Não conheço nenhuma que seja melhor pessoa do que eu, que concordo em absoluto com a ideia deste post.

    • Isabel Neves says:

      Por acaso, não há aqui nada de preconceito, pois não?!…

      • mdlsds says:

        Quanto muito um profundo sentimento de inferioridade já que, bater com a mãozinha no peito, na missa de Domingo, parece conferir a quem o faz, um estatuto de integridade que eu nunca terei por via da religião.
        A discussão sobre o preconceito tem muito mais do que parece para discutir, nomeadamente esse preconceito sobre quem se rotula de preconceituoso porque simplesmente não alinha. Isso que acabou de fazer com o seu comentário.

    • Fernando Manuel Rodrigues says:

      Talvez se usasse um pouco de humildade, fosse uma pessoa melhor. Desconfio sempre de alguém que se acha melhor pessoa que os outros – já o Fariseu (se não souber quem é vá ao Google) dizia o mesmo, e Jesus Cristo preferia o Publicano, que, curiosamente, se achava cheio de falhas.
      Por isso, em vez de explanar exercícios de arrogância, trate de praticar a bondade de que se arroga, sem a apregoar.
      Quanto a ser “anti”, só isso já o define. Se fosse realmente boa pessoa, respeitaria as crenças dos outros, e tentaria compreendê-las, mesmo sem concordar, em vez de ser anti, em vez de fazer da Igreja e da Religião bodes expiatórios do alegado atraso cultural (de que me parece um bom exemplo, já agora).

      • mdlsds says:

        Pois parece-me que leu mal. Eu não escrevi que era melhor do que alguém, escrevi sim que não conheço nenhum católico praticante que seja melhor pessoa do que eu. Desculpe a falta de modéstia. E também não me parece que tenha escrito o que quer que seja que o leve a julgar-me de não pôr em prática a minha bondade. Também
        não sei em que ponto interferi com as suas crenças mas deixe-me dizer-lhe que, para cristão que me parece ser, é muito pouco tolerante com os que não sabem
        o que dizem.

  4. Todos os males de Portugal dependessem de acatar as orientações do post por esse sentimento anti-católico e o País já era um Paraíso na Terra. 😛

  5. Rui Naldinho says:

    Se o Padre Jorge, da Igreja do Santíssimo Sacramento, tem o azar de o ler, excumunga-o.
    Ou manda-o de castigo, lavar o chão da Igreja a sabão e escova de piaçaba.

  6. anacrish says:

    Mas está tudo doido????? Não somos aumentados, temos horários sobrecarregados, somos tratados ao pontapé e ainda temos que ler coisas destas???’ Realmente, os nossos piores inimigos estão dentro da classe. Dasseeeeee, venha mais trabalho, que a malta aguenta. Ai aguenta, aguenta!!!! Mas o colega pode sempre combinar aulas suplementares com os alunos para repor as aulas, as direcções e o ME agradecerão e depois terão umas estátuas e uns bustos. A sério, perderam toda a noção! Se concentrassem as energias a denunciar todos os atropelos a que somos diariamente sujeitos, isso é que era!!!!!!!!!
    Que tristeza saber que há gente assim, que fica ressabiada em vez de aproveitar para trabalhar (sim, é o que muitos de nós temos que fazer aos feriados e aos fds) ou até, se isso não for demasiado católico, para estar com a família, ir ao cinema ou descansar.
    Quanto ao país ser católico, é um facto. Chama-se viver em democracia. Se convive mal com ela, ouvi dizer que na Venezuela ou que na Coreia do Norte esse problema não se põe. É partir enquanto é tempo.

    • Ricardo Ferreira Pinto says:

      Parece que não sou eu que convivo mal com as opiniões dos outros.

    • mdlsds says:

      A senhora escreveu “daaaassssee”????
      Não gostava nada de saber que os professores do meu filho falam e escrevem assim. Continuará a sentir-se atropelada, mais que não seja, na educação que parece faltar-lhe.

      • joão lopes says:

        ó minha senhora,não se esqueceu de Cuba? paga-me o bilhete e eu vou de certeza absoluta,minha senhora.não falho…

  7. JgMenos says:

    Aquela para do Ricardo ‘Cristo’ talvez me interesse: andará a distribuir alguma coisa que jeito tenha?

    Ou temos só a treta fácil de negar aos outros o que para si rejeita?

    • José Fontes says:

      Confirma-se, recebi um SMS a dizer que o olharapo foi levantar uma nova cassete à São Caetano à Lapa.
      Daí a sua ausência até há pouco.
      Finalmente voltou com os seus comentários hilariantes.
      Tudo como dantes no Quartel de Abrantes.

  8. Konigvs says:

    Totalmente de acordo, ponto por ponto. Eu, por exemplo, nunca que votaria num partido que descrimine os trabalhadores, que descrimina as pessoas em função da sua religião e não respeite a laicidade do Estado.

  9. Isabel Neves says:

    Ainda bem que se considera cristão porque, de todo o texto, é a única convicção de que fala. Até lá, só se diz contra isto e contra aquilo.
    A democracia é tramada, não é?! Obriga-nos a aceitar os outros e a conviver com eles como são. Jesus Cristo também era e é democrata e também valoriza todo o bem que faz.

    • Ricardo Ferreira Pinto says:

      Sim, sou contra. E vou continuar a ser, por muito que lhe custe. Convivo bem com todas as ideias diferentes das minhas e os meus maiores amigos são católicos, já para não falar dos meus pais.
      Quem parece ter dificuldades em lidar com as opiniões diferentes das suas é a senhora. É como diz, a democracia é tramada. É um bocado chato não poder obrigar toda a gente a ser católica, não é? Habitue-se, a Inquisição já acabou há centenas de anos.
      Como professora, é um bocadinho intolerante com as ideias diferentes das suas, não acha?

  10. Paulo Só says:

    Não tenho nada contra a religião em si, mas concordo que há um sub-reptício cheiro a água benta por aí. Sobretudo creio que as escolas públicas deveriam ser mais protegidas dessas invasões por parte das juntas de freguesia e associações de pais. A atribuição de responsabilidade escolar às juntas foi feita sem os devidos cuidados; os encarregados das mesmas deveriam ser obrigados a fazer um curso de “laicidade” antes de assumir, e não deveria ser tolerada qualquer intromissão das juntas no conteúdo da educação. Quem vigia isso? Também concordo com a questão dos impostos, na religião e no futebol. No fundo é a mesma coisa, muda o cachecol Até os árbitros andam de preto. Existe um conluio entre muitos pais e a igreja: eu não me ralo com a religião se os padres o educarem. A Universidade Católica também deveria merecer um escrutínio mais minucioso. Mas é um luta complicada. Ontem fui para os lados da cidade universitária e vi vários estudantes mascarados de preto. Isso não existia nem sob o Salazar. Faz parte da mesma tacanhez de uma sociedade voltada para o espetáculo de si mesma. É a religião selfie.

  11. Luís Neves says:

    Olha eu a aborrecer-me por causa de uma tolerância de ponto…

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