Mais um aniversário de um dos grandes atentados terroristas patrocinados pelos EUA


Foto encontrada no mural do Facebook de Rui Bebiano

Foi há 44 anos que o governo democraticamente eleito de Salvador Allende, no Chile, foi derrubado por um golpe terrorista, patrocinado pelos maiores fabricantes de golpes militares do mundo, os Estados Unidos da América.

O dia 11 de Setembro de 1973 é o culminar de uma série de manobras norte-americanas, orquestradas pela CIA, que incluíram assassinatos selectivos, suborno de grevistas ligados à extrema-direita, financiamento e treino de grupos paramilitares fascistas, bloqueios económicos e pressão sobre outros países para que seguissem a mesma via, sob ameaça de represálias, entre outros esquemas que habitualmente vêm nas cartilhas terroristas do Tio Sam, sempre que se põe em prática um dos muitos planos, quase sempre bem-sucedidos, de derrubar governos democraticamente eleitos que, por algum motivo, não agradam a Washington. Ou, dito por outras palavras, governos que se recusam a ser vassalos à força do Estado mais violento do planeta.

Derrubado o governo democraticamente eleito de Allende, os EUA patrocinaram a ascensão de uma ditadura violenta, comandada pelo general Augusto Pinochet, uma referência que une, de forma quase unânime, extrema-direita, neoliberais e conservadores-fachos. Durante a vigência do regime fascista de Pinochet, dezenas de milhares de chilenos foram presos, torturados e assassinados. Os sindicatos foram ilegalizados, a economia foi sujeita a processo radical de privatizações e o país é hoje um dos mais desiguais do mundo.

Em 1998, um mandato de captura internacional, emitido pelo juiz espanhol Baltazar Garzón, para que Pinochet fosse julgado por crimes de genocídio e tortura, entre outros, levou à sua prisão em Londres. Valeu-lhe a intervenção de Margaret Thatcher, que intercedeu pelo amigo, e lhe que garantiu escapatória dos crimes violentos que praticou durante os 17 anos de vigência do seu regime. As costelas fascistas de Thatcher falaram mais alto. Como de costume.

Acabou por morrer com 91 anos, tendo passado mais tempo no planeta do que aquilo que merecia, sem que nunca se tenham investigado devidamente as suspeitas de enriquecimento ilícito, bem como sem que fosse julgado por todo o mal causado aos chilenos. Era inimputável, coitado. Continua a unir neoliberais e fascistas, que nunca se cansarão de legitimar os seus crimes, e a sua memória por cá continuará a pairar, para que nunca nos esqueçamos que organização alguma promoveu tanto o terrorismo, do extremo oriental da Ásia à América Latina, como os governos norte-americanos.

Comments

  1. A mesma coisa fizeram outro dia aqui no Brasil, e os brasileiros inteligentes ainda nao perceberam.

  2. ,,,aniversário coincidente com o acto de terrorismo de 2001 sobre o qual NUNCA saberemos tudo in saecula saeculorum tão ” politicamente correcto ” lembrado e explicado quanto este de 1973 é intencionalmente esquecido !

  3. A guerra tem destas cousas. Ora atacas tu ora ataco eu.
    Os russos fizeram o mesmo musculando o dito leste europeu. Estou cansado de uns serem santos e outros diabos.

  4. JgMenos says:

    Pois claro, é tudo culpa do imperialismo!

    A bagunça esquerdalha no Chile do Allende não tem nada a ver com o caso.
    A ladroagem do PT no Brasil também não teve nada a ver

    Os marines americanos andaram lá aos milhares disfarçados de de guardas-nocturnos.

    • ZE LOPES says:

      Não há nada como uma boa ditadurazinha, com uns fuzilamentozinhos e uns desaparecimentozitos para impor o “liberalismo” económico à força de metralhadoras e botas cardadas!

      A ordem direitolha pala qual V. Exa. tanto tem lutado e pela qual anseia, para por em prática o que aprendeu naquele curso de tortura “on line”! Já não há é militares como dantes. Cá até mudaram o regime sem dar um tiro! E puseram o socialismo na Constoituição! Incompetentes!

    • Já sabia que eras um parvalhão, Menos, mas desconhecia o gosto pela ditadura sanguinária. Já era tempo de saires do armário.

  5. Uma gota de sangue do melhor americano caíndo no mar mata o peixe todo.

  6. Paulo Marques says:

    Há gente muito importante que recebeu um nobel da paz graças a isso.

  7. Uma potência militar usa a “democracia” que lhe interessa. Quando não chega usa as armas. Ponto.
    Quando é que isto foi diferente?
    De facto o caso do Chile é gritante como uma potência militar muda “a democracia” à sua conveniência.
    Não faltam argumentos para “apagar” pessoas.
    A China de hoje é também um bom exemplo de regime democrático, e a Rússia e a Arábia Saudita e……

  8. Albano says:

    Assim se evitou mais uma Cuba na Sul América.
    Ainda bem para o povo chileno.
    O Chile encontra-se no lugar 38 em termos de IDH, bem à frente de Portugal no 41 lugar e já nem se fala da posição 68 da Marxista Cuba.

    Albano

    • Bem visto .

      Rui SIlva

      • ZE LOPES says:

        A mesma resposta que dei ao JgMenos:

        Não há nada como uma boa ditadurazinha, com uns fuzilamentozinhos e uns desaparecimentozitos para impor o “liberalismo” económico à força de metralhadoras e botas cardadas!

        A ordem direitolha pala qual V. Exa. tanto tem lutado e pela qual anseia, para por em prática o que aprendeu naquele curso de tortura “on line”! Já não há é militares como dantes. Cá até mudaram o regime sem dar um tiro! E puseram mesmo o Socialismo na Constituição! Incompetentes!

    • Estes facho-liberais, sempre a falar de liberdade mas sempre prontos a apoiar a carnificina em nome dos mercados. Heil!

      • Albano says:

        O Mendes gosta mas é das Ditaduras Marxistas, essas é que são boas.
        O dito Pinochet (ao fim de cerca de 10 anos de poder) antes de autorizar as eleições livres que trouxeram de novo a democracia ao pais uma coisa boa fez, que foi quase erradicar a especie marxista lá do sitio, que permitiu o pais evoluir e em democracia a partir daí. Até já ultrapassou Portugal…

        Albano

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