As considerações de uma caranguejola a caminho do desastre eleitoral


Foto: Alberto Frias@Expresso

Passos Coelho afirmou ontem que não considera Assunção Cristas “uma adversária”. Já Cristas não parece sequer considerar Teresa Leal Coelho, pelo menos a julgar pelo comício desta Quinta-feira, no qual considerou ser “a única alternativa” a Fernando Medina, a quem a sondagem do Expresso, jornal a considerar para quem quer saber o que se passa no país, atribui maioria absoluta.

Perante este conjunto de considerações, penso ser legítimo considerar que Assunção Cristas se está nas tintas para os Coelhos laranjas, até porque se prepara para os ultrapassar pela direita na capital, apesar do táxi que vai a reboque deles na esmagadora maioria dos municípios portugueses. Irá o desastre eleitoral que se avizinha colocar um ponto final na caranguejola? É algo a ter em consideração.

Comments

  1. Não creio. A caranguejola está condenada a ficar junta até ao fim dos seus dias… pelo menos no que interessa: poder.

  2. Rui Naldinho says:

    Não menosprezo a direita. Nem alguma vez me passou pela cabeça tirar-lhe o mérito de ter uma causa muito forte que a une em torno de um “objectivo grandioso”. O dinheiro. O poder material das coisas.
    O que faz a direita forte não são as ideias. Nunca foi. Digam là o que disserem.
    O que faz a direita forte é o seu apetite desmesurado e faminto pelos bens materiais e pelo capital. É isso que a une, apesar de se degladiarem entre si pelo melhor quinhão. Quando se sentem ameaçados tocam a rebate. É rádios, televisões e jornais. O clero e toda a comunidade religiosa. Até a maçonaria dà uma ajuda.
    Quando a direita afirma que o capitalismo tem sido até aos dias de hoje, motor do desenvolvimento, não está a dizer nenhuma mentira. O problema está só e apenas, na forma como ocultam e menosprezam a outra parte. Os abusos e os atropelos desse mesmo capitalismo, tal como a desregulação dos mercados, a exploração desenfreada dos recursos naturais sem respeitarem as regras ambientais, a exploração da mão de obra infantil, os baixos salários, a fuga às responsabilidades fiscais, o tráfico de influências,…
    Eu sei que o PSD, mais do que o CDS, vai ter um resultado mau. Isso muda alguma coisa?
    Nada. Podem mudar de chefe, mas não mudam de opinião.
    Eu apenas sei que aquilo que os une, é mais forte do que aquilo que une a esquerda, infelizmente. A esquerda sempre foi maioritária no número de votos, com excepção de períodos muito curtos, como a segunda maioria de Cavaco Silva. Mas ainda assim, só agora percebeu que, ou se unia, ou perderia tudo por muitos e bons anos.
    Há males que vêm por bem. E a Geringonça foi para já, o melhor que nos podia acontecer.
    É por isso que eu também não quero que o PS ensaie nenhuma maioria absoluta. Se tiveram de ganhar, que não se sintam saciados.

  3. JgMenos says:

    O dinheiro, Naldinho?
    Aquela coisa de que até os enfermeiros gostam, Naldinho?
    Aquela coisa que vem com os grandiosos RSI, RBI, …XPTI?

    Somos todos de Direita, Naldinho?

    • Rui Naldinho says:

      Grande contradição ó Menos! Vindo de ti até dá vontade de rir.
      Só pode ser piada, mesmo!
      Engraçado, ó Menos!
      Afinal, tu pensavas em ir à mercearia, e pagar a conta com quê? Com melões? Isso têm lá eles!
      E ao restaurante? Lavavas pratos, ó Menos?
      O problema está necessariamente aí. Toda a gente precisa de dinheiro para viver com dignidade, e não só alguns felizardos, como eu e tu, por exemplo.
      Ora, ao que parece, a tua casta acha que o dinheiro é só necessário para determinados grupos específicos. Os outros podem viver com um baixo salário, acima de tudo isso, dada a sua condição social. Ou até pela sua dependência face ao múltiplos poderes.
      Não foi o teu líder que disse que tínhamos de empobrecer, ó Menos?
      Não foi o teu líder que queria cortar nas reformas da segurança social, daqueles que já tinham descontado numa vida de trabalho?
      E nos salários?
      ” Ai, meu Deus! Com 600,0€ de salário mínimo vão-se destruir as empresas!! ”
      Não foi o teu líder que disse que tínhamos de emigrar?
      Como se a emigração não fosse já de si um processo traumático, com mudanças de habitat e rotinas, cujos casos de sucesso são bem menores do que aqueles que as parangonas dos jornais proclamam. A nossa diáspora tem mais de vinte milhões de portugueses e luso descendentes espalhados pelo mundo nos últimos 100 anos. Quantos casos de sucesso existem por mil habitantes?
      É que se tu achas que todos gostam de dinheiro para viver, aquilo que defendes não parece ser isso. Aquilo que defendes, e aqueles que tu proclamas, é necessariamente o contrário. Pouco dinheiro para a maioria. Que anda a viver acima das suas possibilidades. E muito dinheiro para uma minúscula minoria.
      Ser-se de direita ou de esquerda tem tudo a ver com o dinheiro, gostes ou não, ó Menos. Tanto na forma como ele se distribui socialmente, como na forma como te apossas dele.
      Ou ainda acreditas que alguns têm uma “Árvore das patacas?”

      • aaanika says:

        Gostei da rasteira, estava a ler o seu primeiro comentário e passou-me um flash a dizer vai picar um menos que engole isco, anzol e cana a ganancia rouba-lhes a visão. confirma-se o menos é tótó e não aprende nem com manual pra tótós.

    • ZE LOPES says:

      Ó Menos, não disfarces. A gente sabe que tu gostas e gostas muito…Desculpa-te agora com os enfermeiros! Manganão!

  4. anti pafioso. says:

    Para a direita e extrema direita o slogon é : VANHA A NÒS O QUE È DOS OUTROS :AMEM.

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