Vistos Gold: a elite que flutua acima dos comuns mortais que vão presos por roubar mercearias em supermercados

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Fotografia: Mário Cruz/Lusa

Durante as alegações finais do julgamento de António Figueiredo, antigo presidente do Instituto dos Registos e Notariado, preso desde 2014 no âmbito do caso Vistos Gold e acusado dos crimes de corrupção passiva, peculato, branqueamento de capitais e tráfico de influência, o conhecido advogado Rogério Alves, citado pelo jornal Público, alegou que Figueiredo não devia sequer ser condenado por tráfico de influência na medida em que era “incapaz de dizer que não” aos pedidos que recebia, viessem eles de onde viessem. [Read more…]

Henrique Granadeiro

Passeou-se pelos salões políticos do fascismo, fez a transição pacífica para a democracia, durante a qual somou nomeações social-democratas e socialistas, foi embaixador, chefe da Casa Civil de Ramalho Eanes, gestor, conselheiro, administrador e CEO de empresas públicas e privadas, e era um dos homens fortes da PT, quando aquela que já foi uma das maiores empresas nacionais decidiu torrar 900 milhões de euros na Rioforte.

Hoje é arguido na Operação Marquês, lado a lado com gente tão recomendável como José Sócrates ou Ricardo Salgado, acusado de crimes de corrupção passiva, branqueamento de capitais e fraude fiscal. Acusado de ser um mero capacho, ao serviço do Dono Disto Tudo, de quem terá recebido milhões para gerir a PT em função dos apetites do Grupo Espírito Santo, arrastando-a para a ruína.

Parte desse dinheiro terá sido usado na compra de um apartamento em Lisboa, cuja história, relatada pelo Expresso, daria um belo argumento para o grande ecrã. Tudo bons rapazes.

Era uma vez em São Pedro da Cova

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A reportagem da TVI, de visualização obrigatória, é de Julho de 2015. Apesar das evidências, gritantes, até ao momento nada aconteceu. Ou então a justiça tem sido tão eficazmente recatada, conduzindo investigações tão cuidadosas quanto discretas, que um dia destes acordamos e damos de caras com meia-dúzia de figuras políticas de topo no banco dos réus, para um julgamento que, apesar do estrondo que causará, tenderá a surtir poucos efeitos práticos. Se surtir algum. Afinal de contas, estamos em Portugal.

A história tem duas décadas, atravessou vários governos, e tem ministros, secretários de Estado, dirigentes públicos e partidários, autarcas e empresários com estreitas ligações ao poder como protagonistas. Está associada a financiamento europeu, obtido de forma fraudulenta, pela mão dos mais altos representantes da República. Tem tráfico de influências, fraude fiscal, branqueamento de capitais, crimes ambientais e corrupção. Representou e ainda representa um atentado contra a saúde pública, tendo diferentes estudos e pareceres técnicos apontado para a perigosidade de níveis de toxicidade altamente nocivos para qualquer forma de vida. E tem muito, muito dinheiro envolvido. [Read more…]

José Veiga e Paulo Santana Lopes detidos

suspeitos de crimes de corrupção, branqueamento de capitais, tráfico de influências, participação económica em negócio e fraude fiscal. Resta saber quando sairão em liberdade. Não deve demorar.

A imunidade do homem que está em todas

Hélder Bataglia

Em Outubro passado, o Ministério Público emitiu um mandado de captura internacional com o objectivo de deter Hélder Bataglia, presidente da ESCOM, por suspeita de ter transferido vários milhões de euros para uma conta de Carlos Santos Silva, o famoso mecenas de José Sócrates, milhões que tinham como destinatário o ex-primeiro-ministro, como alegado pagamento de luvas relacionado com o processo Vale do Lobo, do qual é accionista. Refugiado em Angola, onde os negócios da ESCOM continuam a rolar, Bataglia está protegido pela lei angolana que impede a extradição de cidadãos angolanos, nacionalidade que partilha com a portuguesa. [Read more…]

Armando Vara compra liberdade por 300 mil rob…euros

Vara

O que revolta mais nem é tanto a alteração da medida de coacção. Esse é um problema da nossa justiça, uma espécie de anedota nacional que permite que um pescador de 79 anos seja detido por causa de uma caixa de sardinhas enquanto outros, hábeis com peixes mais graúdos, continuem a passar entre os pingos da chuva. O que revolta mesmo é a possibilidade que um cidadão tem de comprar a sua liberdade. Armando Vara, implicado na Operação Marquês, no processo Face Oculta e indiciado por corrupção, branqueamento de capitais e fraude fiscal, comprou hoje a sua pela módica quantia de 300 mil robalos euros.

Foto: Ana Baião@Expresso

Um Rato encarcerado

Branqueamento de capitais, fraude e apropriação indevida de bens são as acusações que pendem sobre Rodrigo Rato, nº2 do governo de José Maria Aznar (1996-2004), ex-director do FMI e ex-presidente do Bankia, o banco espanhol que foi nacionalizado em 2012 por Rajoy, o mesmo Rajoy que promoveu uma amnistia fiscal que beneficiou este destacado barão do Partido Popular espanhol que foi detido durante a tarde de ontem. Qualquer semelhança com casos de políticos portugueses da mesma área ideológica envolvidos em esquemas similares é pura coincidência. Até porque ainda que a criminalidade seja idêntica, por cá estão todos em liberdade. Nós temos esse péssimo hábito de tratar muito bem a escumalha criminosa do regime.

Sacrificou-se um tubarão. Para quando o resto do cardume?

Depois de Armando Vara e Maria de Lurdes Rodrigues, chegou a vez de Sócrates prestar contas à justiça portuguesa. É um dia feliz, é um dia histórico, mas é mais uma prova da treta que é a justiça portuguesa, como o Ricardo explicou de forma simples e objectiva: enquanto tens poder estás acima dela, quando deixas de o ter cais. E isto é um facto incontornável. A justiça portuguesa, no que toca aos verdadeiramente poderosos, temporariamente ou não, é fraca, anedótica e, salvo raras excepções, inútil.

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Branqueamento de Capitais

Não, não é piada: a elevus existe, e pede alguém com Formação superior em Gestão; Finanças; Direito ou similar;  Experiência mínima de 3 anos como formador na área referida (factor eliminatório). 

Bem, pode ser uma formação destinada ao investigadores policiais e judiciais, vamos acreditar nisso.

Mas tenham mais cuidado na forma como colocam anúncios.

Formador de Violações
Formador em Homicídios violentos

ia cair mal. Mas vai dar ao mesmo