Quando a ideologia é a mentira

No dia das mentiras, no esquerda.net foi lançado um artigo fiel à identidade do Bloco. O texto é de Bruno Maia, médico neurologista. Também é ativista, claro está. O que podemos ler neste texto é mais uma mentira e uma tentativa de colar os liberais a regimes ditatoriais. Como o Bloco padece de uma qualidade argumentativa terrível repleta de lugares comuns e bandeiras fáceis como se fossem influenciadores de Instagram, tem de recorrer aos fantasmas que cria para tentar atacar o maior adversário do coletivismo que alimenta o Bloco há mais de 20 anos: o liberalismo.

Uma semana torna-se invulgar se não aparecer alguém desta esquerda a repetir as mentiras de sempre sobre liberais, beneficiando da memória curta das pessoas. Os liberais começaram por explicar a sua ideia para a saúde de uma forma pouco clara, pelo menos para o Bloco, mas a cada vez que isto acontece, os liberais tornam-se mais claros. Mais meia dúzia de meses e vemos liberais a explicar a sua ideia para a saúde com bonecos da Playmobil.

Os liberais não querem acabar com a presença do Estado na saúde. Na verdade, até querem um Estado que garanta um melhor acesso à saúde para pessoas. Querem que as pessoas possam optar por qualquer hospital, público ou privado, sem depender do seu estatuto social. Caso contrário há duas opções: ou passa a ser proibida a iniciativa privada na saúde, o que levará a uma deterioração clara do setor; ou continuamos a ter este sistema de público para pobres e privado para ricos. Por agora, temos este segundo sistema. O problema do Bloco não é se há saúde ou não para todos, é garantir que os privados não têm um cêntimo de lucro. O típico bloquista ataca constantemente os privados e depois lamenta boquiaberto que eles são apenas para ricos. Na cabeça do bloquista, os materiais e os salários são pagos com palmas e “vai ficar tudo bem”.

Enquanto se perpetua este ódio ao setor privado e aos liberais, há pessoas que continuam em filas de espera, porque a esquerda decidiu que a ideologia é mais importante do que a vida das pessoas. O Bloco aceita isto.

Comments

  1. Tal & Qual says:

    Ehehehehehe !!
    Toda a minha vida vi saúde para pobres e para ricos !
    Onde está a duvida ?
    Quem é pobre vai para o SNS.
    Quem é rico, vai para a CUF, Cruz Vermelha etc…

  2. Paulo Marques says:

    Pois, falta mesmo o boneco para explicar para onde vão aqueles que não escolhem até terem que ir a um, e o quanto isso impacta a eficiência.

  3. Rui Afonso says:

    Mas infelizmente o que vemos por exemplo por parte de elementos da IL é uma preocupação com o Chega.
    A IL devia sim virar baterias e perder tempo a combater o comunismo, que em Portugal é representado pel
    o BE o PCP o PS e um pouco também o PSD.

    Rui Afonso

    • POIS! says:

      Pois, e desta bela prosa…

      Retiram-se duas importantes conclusões: o comunismo combate-se com “baterias”; e combater o comunismo é “perder tempo”.

      (E ainda bem! Até que enfim que o reconhecem! Vivaaaaa!).

      Terceira conclusão: lá pelo Venturoso Partido deviam, sim, virar baterias e perder tempo a aprender Português.

  4. Filipe Bastos says:

    “Querem que as pessoas possam optar por qualquer hospital, público ou privado, sem depender do seu estatuto social.”

    E quem paga os tratamentos no privado, Francisco? Quem paga a diferença? Os chorudos lucros dos mamões privados?

    O Estado, não é verdade? É o Estado que os subsidia. E continuam assim a sangrar o público, levando-lhe pessoal e recursos, pois – como são os liberais os primeiros a lembrar – “o dinheiro não chega para tudo”. Para meter no privado tira-se do público.

    Depois temos a máfia médica, sempre pronta a mamar no privado depois de se formar nas universidades públicas. E depois – que estranho! – não há médicos suficientes no público.

    O seu post dá a solução: não pode haver saúde privada. É obsceno. E precisamos de repensar as nossas prioridades como sociedade. Se não há dinheiro que chegue para a saúde, inventa-se mais. Nada que a Banca e os ‘mercados’ não façam há décadas.

  5. Luís Lavoura says:

    Há no entanto um problema com o sistema que o Francisco Figueiredo propõe: a falta de concorrência.
    Em Portugal, há somente 3 ou 4 grandes grupos que controlam todos os hospitais privados (Luz Saúde, José de Mello Saúde, Hospitais Lusíadas, etc). Esses grandes grupos facilmente fazem cartéis entre si para explorar o Estado, isto é, para sacar ao Estado preços excessivos pelos atos médicos que praticam.
    A não ser que haja abundante concorrência, o que pressupõe que cada pessoa no país tenha facilmente seis ou mais hospitais privados de diferentes grupos por onde escolher, o sistema liberal acaba por ser mau.

    • Francisco Figueiredo says:

      Obviamente, o preço seria acordado. Não só à vontade do privado. Colaboração não é exploração dos contribuintes.

      • POIS! says:

        Pois…”colaboração”…aqui está a prova…

        Sr. Figueiredo: o que V. Exa. defende não é propriamente um “sistema liberal”. Os liberaleiros europeus não arriscam a um sistema privado “à americana” porque já todos vimos as suas consequências.

        O que V. Exa. defende é a entrega a privados das partes “suculentas” do SNS. A tal “colaboração” bem paga que se traduz numa permanente “mama” á conta dos contribuintes.

        Sobre a tal ADSE para todos podemos falar noutra altura. Saiba que, tal como está, a ADSE não é viável “para todos” e, pelo caminho que leva, nem para os que a sustentam (que agora são, EXCLUSIVAMENTE, os funcionários públicos que a ela aderem!).

        Aliás é irónico que, após não sei quantas tentativas de acabar com a ADSE, considerada “um privilégio dos funcionários gordos do Estado”, agora seja a Direita a defendê-la com tanta veemência. Porque será? Talvez “ideologia”…

      • Paulo Marques says:

        No caso do Covid não quiseram acordo nenhum. E se fosse só nisso…

  6. JgMenos says:

    A esqurdalhada vive angustiada com o lucro dos privados.
    O desperdício do público em nada os ocupa.
    Vai daí, como não sabem o quanto lhes custa, não sabem o que devem pagar.

    Fazer contas é o mais de direita que podem imaginar.
    Todo o euro de investimento público tem o enorme custo de toda a máquina estatal dedicada a cobrar e administrar impostos e dívida.
    Se o capital é privado, logo lhe impõem o custo zero, pelo que todo o lucro os ofende.

    E vivem o orgulho dos imbecis!

    • POIS! says:

      Pois, pois! O problema é quando…

      O desperdício público é o lucro dos privados. Isso é que é angustiante!

    • Paulo Marques says:

      Como, não se sabe o quanto custa? Leis e regulamentos sem fim a criar e empregar PMCs para que não houvesse uma máscara a mais, a bem da eficiência.
      Claro que a direita faz contas e continhas a quanto vão lucrar as consultoras a quem passam tão nobre custo, à qual pedem singelos cargos. Lucro que, aliado ao lucro do negócio em si, é o cúmulo da eficiência e da falta de desperdício; pelo contrário, é culpa da falta de eficiência dos serviços públicos, já que o privado, como se sabe, dispensa preocupar-se com coisas como responder a todos os que não podem pagar.

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