Quando 16 pontos dá direito a título, será que 15 pontos também pode?

O título da notícia do ECO reza assim: “Sondagens colocam Rio 16 pontos abaixo de Costa“. Um valor que me surpreende. Sendo Rio um verdadeiro zero à esquerda enquanto líder do PSD (e da oposição) a surpresa é Costa só estar 16 pontos na frente.

Só que o título podia ser outro: “Chega de André Ventura já só está a 15 pontos do PSD de Rio”. E isto sim, é surpreendente e assustador. O problema de Rio ser o presidente do PSD não é o de ser uma garantia de vitória para Costa. Não. É o de estar a tornar o PSD tão insignificante que até o Chega se está a aproximar. Dirão alguns que não passa de uma sondagem e de um momento. Foi o que pensaram os do Partido Popular em Espanha sobre o VOX e agora, nas últimas sondagens, aparece o PP com 19% e o VOX com 15%.

Ou os militantes do PSD se organizam e tiram de lá o Rio ou vão todos ao fundo com ele. Neste momento o PSD é o Titanic da política portuguesa e o maestro Rio continua a tocar. Valha-nos Deus…

 

(cartoon palmado AQUI)

Comments

  1. JgMenos says:

    O PPD está a transferir-se do PSD para a IL e o Chega. O CDS vai-se exaurindo.
    Nada mais natural quando o PSD e CDS se metem a normalizar a geringonça, a banalizar o oportunismo e a mediocridade.

    • Paulo Marques says:

      Pois, tanto banalizam que até já juntaram uma Susana qualquer coisa e um Moedas “que é Lisboa” a Isaltino a ver se algum cola. Ideias para os portugueses, é que nem vê-las.

    • Filipe Bastos says:

      Deixe lá, Jg: aos donos do país tanto faz. PS, PSD, CDS, IL, Chega… todos servem os mesmos donos.

      Os mamões, com a Banca e os ‘mercados’ à cabeça, mandam mais que os partidos, o governo e Paralamento juntos. A carneirada que ainda vota limita-se a escolher os seus capachos.

      É desse oportunismo e mediocridade que fala? O oportunismo e a mediocridade dos capachos dos DDT?

  2. Rui Naldinho says:

    Já agora, porque não o BE de Catarina Martins a 14,8% do PSD?
    Pois, já sei, dir-me-à que o BE não atua no mesmo universo sociológico do PSD! Puro engano. Em 2015, mais de 100.000 votos, dos 180.000 que o BE conquistou de eleitorado não tradicional, terão vindo do PSD. Eu sei do que falo. E você também sabe. Não estou a dizer nenhuma alarvidade. A “casta pública, laranja”, não toda mas uma boa parte, zangada com Passos, mandou o PSD às malvas, marimbou-se para o PS, já estavam escaldados com o Sócrates, e zarpou em direção ao BE a toda a força. Alguns terão voltado, mas pouquíssimos.
    O verdadeiro problema foi que um certo eleitorado do PSD, à direita, e um certo eleitorado do PSD, à esquerda, abandonaram de vez o barco laranja, outrora um partido interclassista, antagonizando-se entre si, depois dos anos de ferro da Troica. Quem promoveu esse desiderato foi Passos Coelho. As consequências estão à vista. E as sequelas vão durar anos. Nem o enredo Sócrates, caso este vá a julgamento, desta feita ajudará o PSD. Nisso António Costa fou muito inteligente. Expurgar Sócrates do discurso socialista, mesmo sabendo que ele foi um deles.
    Acresce que uma maior fragmentação da direita em vários partidos, tal como em Espanha, só beneficiará agora a esquerda, numa atitude cada vez mais defensiva, face a uma direita cada vez mais radical, como acontece com o PCP, a viabilizar orçamentos socialistas, com medo do definhamento.
    O papão da extrema esquerda revolucionária e comunista que alimentou as novenas eleitorais entre PS e PSD, escafedeu-se dos manuais políticos.
    Nem a extrema esquerda come criancinhas, nem o comunismo estalinista está na moda.

    • Paulo Marques says:

      Eu não vejo a esquerda muito favorecida quando só tem a oferecer paliativos. Espanha não é diferente.

      • Rui Naldinho says:

        Paulo, mesmo que assim seja, “eu prefiro morrer na sexta feira do que morrer na terça. Entretanto pode ser que surja um milagre”.
        Três dias em política, pode ser por vezes, muito tempo.
        Lembra-te das eleições espanholas para as Cortes, nas vésperas dos atentados terroristas de Madrid – Atocha.
        Em três dias o PP perde as eleições para o PSOE.


  3. Rio é o menor dos problemas do PSD. Aquilo já era um saco de gatos muito antes. O partido vinha triturando lideres uns atrás dos outros, como quem come pipocas. O problema deste partido não são propriamente as lideranças. Mesmo o carismático Sá Carneiro foi afastado e já tinha caído em desgraça quando o avião caíu. Hoje o eleitorado já não se move por ideologias (ideias) mas antes por causas. O Desventuras que o diga.

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