O Luís Paulo Reis, do LIACC (UP) fez uma projecção, usando algumas técnicas de IA.
É ver.

Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.

Tenho estado atento, como muitos portugueses, à campanha eleitoral. Naturalmente há áreas que interessarão mais a uns e menos a outros. Não fujo a essa regra. Novo aeroporto, TAP, SNS, economia, impostos, justiça, educação, etc., mas naturalmente cultura e património.
Rui Rio até pode vir a ser 1º. Ministro. No entanto, e no que diz respeito à Cultura e ao Património Cultural não tenho ilusões. A sua actuação como Presidente da Câmara do Porto fala por si.
O que fez no Rivoli? Lembram-se do Filipe La Féria? Podem sempre ler aqui, aqui e aqui.
E sobre a gestão municipal à época? É ler….
Outro mito é o da reabilitação urbana. Neste capítulo o que se passou com o modelo de gestão implementado, SRU, também é elucidativo. E o célebre Quarteirão das Cardosas?
Claro que o PS enganou o pessoal da “Cultura” ao dizer que repôs o Ministério da Cultura. Tretas, pois limitou-se a nomear um titular (uma titular, diga-se) para o cargo sem criar o Ministério. Atiraram-se à época ao Passos Coelho por ele ter passado a Cultura a Secretaria de Estado. Mas nada disso aconteceu. Não havia Secretaria de Estado, havia era Secretário de Estado (primeiro Francisco José Viegas, de má memória, e depois Barreto Xavier, idem). A CS comeu de cebolada. O BE também. Desde 1980 que não houve semelhante período sem Secretaria de Estado nem Ministério. Estamos assim desde 2011, à mercê de vontades individuais, conforme os gostos e as influências dos amigos e das amigas dos titulares.
Se lermos os programas eleitorais vemos a importância que dão ao Património Cultural. Zero.
Giram todos à volta do mesmo.

Se eu quiser viajar de avião, escolho o destino , e em função de vários factores ( preço, horários, aeroporto de partida e de chegada, possibilidade de bagagem, compromissos, entre outros) escolho a companhia de aviação. Faço uma escolha que embora livre, tem essas condicionantes. O dinheiro é meu e gasto-o conforme considere que é a melhor escolha.
Presumo que com as entidades colectivas privadas ocorra o mesmo, embora possa haver alterações, uma urgência de última hora, adiamentos não atribuídos à companhia/voo, etc.
Está a decorrer o Campeonato do Mundo de Futebol. Está a ser jogado em vários estádios em vários países, o que obriga a viagens de avião, mesmo na fase de grupos.
Em 2016, ano em que a equipa principal de futebol portuguesa foi campeã europeia, o voo de regresso ao nosso país, em glória, foi efectuado por um avião da companhia GainJet, não obstante a TAP ter preparado um avião, simbólicamente baptizado de Eusébio, para o efeito (tiques à Estado Novo).
A actual selecção principal de futebol, actualmente na Hungria, a disputar o Campeonato do Mundo, foi para aquele país num Boing 737-400, da companhia Air Horizont Limited (uma companhia aérea de Malta, subsidiária de uma companhia espanhola).
Eu, que sou desfavorável à existência de uma companhia aérea do Estado em Portugal, mas manda quem pode, pergunto-me, se num ano em que a situação da TAP é muito complicada, ocasiões como esta não deveriam ser aproveitadas?

*Já dizia o meu avô, e assim se diz no Minho!

Temos assistido aos pseudo arremessos do BE ao actual governo. Na área da Cultura a tónica tem sido na questão dos precários, nos apoios aos agentes culturais, e recentemente o estatuto dos trabalhadores da Cultura.
Não raras vezes é Ministério da Cultura para ali, Ministério da Cultura para acolá, e por aí adiante. Aliás basta ver o jornal Avante da SONAE, e por exemplo a voz do dono (Governo) neste artigo. Também noutras bandas é igual.
Enfim, a corte no seu melhor.
Mas voltando à questão, não existe Ministério da Cultura. Não no sentido irónico de dizer que esse eventual Ministério não actua, mas de facto não existe.
Desde 1974 até 1980 (6 anos) não houve nos sucessivos governos qualquer pasta governativa dedicada à Cultura. A partir daí sempre houve Secretaria de Estado da Cultura e/ou Ministério da Cultura. Com tudo o que isso implica. Em 2011, o Governo da troika extinguiu a pasta. Nesse governo não havia nem Ministério nem Secretaria de Estado. Havia um Secretário de Estado (Francisco José Viegas, e depois Jorge Barreto Xavier, ambos de triste memória). Na altura muita gente usou o argumento de não haver Ministério. Mas referiam-se à Secretaria de Estado da Cultura, que não havia. Hoje, 2021, passados 10 anos, continua a não haver nem Ministério da Cultura , nem Secretaria Estado da Cultura. Temos uma Ministra e uma Secretária de Estado, mas ambas sem pasta, tal e qual como em 2011. Mas curiosamente o BE nada diz sobre a matéria. Aquilo que seria o exemplo de como o governo da troika tratava (mal) a cultura, não se aplica ao actual governo.
Percebo, e na minha terra esse comportamento tem um nome.
Há anos houve o chamado orçamento Limiano. Agora vamos ter o governo Terra Nostra.
Gosto dos dois, dos queijos, entenda-se.
Vamos ter eleições para a Presidência da República. Tal como a Assembleia da República, estes são os dois únicos orgãos de soberania que são eleitos por voto directo dos cidadãos, vulgo sufrágio universal. Daí a sua importância. O actual Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, ir-se-á candidatar, de acordo com o que vamos lendo na comunicação social. Será assim candidato a um segundo mandato (legalmente não poderá candidatar-se a um terceiro). Assumiu-se como independente antes de ser eleito.
Tenho-me lembrado da poetisa Natália Correia Guedes, que lhe tinha dedicado entre outros, este poema:
O Carochinha*
Dos voos de Marcelo, o transformista,
em doméstico dom repousa a asa:
farto de andar ao trapo e ser fadista
torna-se modelar dona de casa.
Na modéstia exemplar dessa roupeta
– Ó eleitoral, virtuosa esfalfadeira
de ser dono de casa lisboeta! –
vai Marcelo às mercas na Ribeira,
enche a despensa, lava a roupa é cozinheiro,
cose a meia, faz tricot, varre a casinha.
Por fim, põe-se à janela e diz faceiro:
Quem quer casar com a carochinha?
O que recordaremos desse primeiro mandato? As ditas selfies? O dito afecto? A conversa da treta? As aparições na praia? O “colinho” ao actual Governo? Tancos? A não recondução, vergonhosa, diga-se, da PGR? Os incêndios? Os mortos? O País? Os Portugueses? Fraca herança, comparativamente com qualquer dos anteriores Presidentes.
Será reeleito para o tal segundo mandato.
Regresso a Natália Correia Guedes:
Requiem por Marcelo**
O ingrato que em mim tinha cantora,
torna-se chatamente, sorumbático:
de truão despe o fato e entra agora
na enfadonha pele do catedrático.
Mudos que são os guizos de Marcelo,
já nenhum som que o chiste inspire, escuto;
sepultada a pilhéria no capelo,
meu jocoso cantar visto de luto
Ó ingratidão que já não me entretém,
do riso astro cadente, ó meu enfado!
Adeus Marcelo, aqui deixo um requiem
pelo bubónico artista reformado.
**Natália Correia, O Sol nas Noites e o Luar nos Dias II, Círculo de Leitores, 1993
*Sá de Miranda, Poema “Quando Eu, Senhora, em Vós os Olhos Ponho”

A Fundação de Serralves recebe financiamento público. Todos sabemos o que está a acontecer com as questões das pessoas que lá trabalham e que viram interrompido esse trabalho. Queixas foram feitas a quem de direito (ACT e Ministra da Cultura). O assunto prossegue, de acordo com notícias recentes.
São PPs (prestadores de serviço e/ou precários). O caso será de tribunais, com o consequente desgaste quer da instituição, quer das pessoas em causa.
O que se pergunta é : O que fizeram os representantes (Isabel Pires de Lima e José Pacheco Pereira) do Estado Português na Administração da Fundação? Zelaram pelo interesse público? Pelo cumprimento da Lei? Informaram quem de direito o que se estava a passar?
Bem me parecia.
*Novos contos do Gin-Tonic”, Mário-Henrique Leiria, Ed. Estampa, 1976

Mustafa Kemal Atatürk
25 de Julho. Dia de Santiago. Um dia importante para o Ocidente. A Catedral de Santiago de Compostela, na Galiza, recebe os peregrinos (turistas, dizem uns, viajantes, dizem outros, uns crentes outros não crentes). Atravessam territórios de vários países. Já é assim há muitas luas. E esperamos que assim continue. Os peregrinos (turistas contemporâneos) são bem-vindos na Catedral, e o culto católico continua a fazer-se.
No outro lado do Mediterrâneo, na Turquia, a partir desta semana, Hagia Shopia (Bem inscrito na lista do Património Cultural da UNESCO) passa a ser novamente uma mesquita, após decisão do governo turco, decisão legítima, diga-se.
Quer o Papa goste, quer o Papa não goste. Muita gente, e de variados quadrantes, desde o Ocidente ao Oriente (políticos, dirigentes religiosos, jornalistas, bitaiteiros, enfim…..), tem-se pronunciado sobre essa decisão. Também na Turquia a questão não é pacífica, e há muitas vozes contrárias.
UNESCO, ICOMOS, e outros organismos internacionais, tomaram posição pública sobre o assunto.
A discussão pode e deve ser feita, mas o que está em causa tem a ver também com a soberania de um Estado, de suas decisões, e com o cumprimento, ou não, de compromissos internacionais, por parte desse Estado (Convenção do Património Mundial, a que a Turquia aderiu voluntariamente).
Dito isto, muita matéria há que analisar, designadamente sobre o uso do Património Cultural (civil, religioso, arquitectónico, arqueológico, público, privado, da Igreja, etc, etc.), as alterações ao uso, as implicações físicas dessas alterações, a vontade das populações que interagem com esse Património, etc.
Todos reconheceremos (se formos à Assembleia da República e fizermos essa pergunta, a resposta será unânime, da extrema esquerda à extrema direita) que o Património Cultural (nas suas diferentes vertentes e manifestações) deve ser preservado e salvaguardado. E a sua utilização? Como o fazer e quem o deve fazer é que torna a coisa complicada. Qual deverá ser o papel do Estado (Administração Central, Administração Regional, e Administração Local) nessa matéria? E o dos privados? E a dita sociedade civil? E os proprietários desse Património (onde se inclui a Igreja Católica)? E aqui começa de facto uma conversa séria, que nos últimos anos nenhum governo ( desde José Sócrates até agora, nem recuo mais) quis encetar.
E assim voltamos novamente a Hagia Shophia. Assunto sério para reflectir sem preconceitos nem fundamentalismos.
Curiosamente o Ministro dos Negócios Estrangeiros Turco Yavuz Selim Kıran refere tuíte de um português:
“After the press release of UNESCO regarding Hagia Sophia, he asked why UNESCO does not push for Notre Dame and Vatican be turned into museums. I will give you another example from Cordoba. Cordoba Mosque was inscribed to the World Heritage List in 1984. It was converted to a Cathedral in 1236 and is still being used in the same function,”.
O chamado dedo na ferida.

Há anos, precisamente nos idos anos setenta, num teste de História no liceu, uma das perguntas era esta: comente a seguinte afirmação – “A História começa na Suméria” .
A frase era nem mais nem menos do que um título de um livro, publicado cá pelas Edições Europa-América, da autoria de Samuel Noah Kramer. Era a questão do aparecimento da escrita, e a partir daí considerava-se que a História começava.
Um marco no tempo e no calendário. Outro é o nascimento de Cristo, temos o tempo aC e dC. (há naturalmente outros acontecimentos e outros calendários, no Oriente por exemplo).
Na investigação científica, especialmente em Arqueologia, quando se trata de datações com base no carbono 14, os resultados são apresentados em anos, mas com a menção BP (before present).
E por aí fora.
Ainda hoje ouvimos os mais velhos (cá e na Europa) dizerem “isso foi antes da guerra”. Referem-se, como é óbvio, à II Guerra Mundial.
A partir de agora teremos outro tempo e outro calendário, e desta vez para todo o mundo, aC19 e dC19.
*Allen Ginsberg, 1956
A imagem (foto minha) é de um painel existente no Museu de História Natural, secção de Geologia, em Londres
Mais de 50 anos separam este discurso deste: “Portugal não deve ter problemas em ficar isolado sempre que isso corresponda à defesa de um interesse vital” . Enfim.

Morreu Arnaldo Matos. Percebeu muito cedo o poder da comunicação. Os painéis, os murais, as pichagens nas paredes, os comunicados porta a porta, etc. Agitação e Propaganda.
Recentemente descobriu o Twitter.
Já em 1975, enquanto Secretário-Geral do MRPP tinha lançado uma grande campanha de angariação de fundos para a aquisição de meios técnicos de impressão.
O slogan: “A revolução precisa de fundos como a boca precisa de pão!”
Aqui fica um testemunho dessa campanha (e não, o original do talão não vai para o Ephemera do Pacheco Pereira).
Depois da saga Robles, o que sobrou? o BE está pronto para ser governo (a prova dos nove foi conferência de imprensa do vereador, e a prova real a posição da Catarina Martins).
Costa agradece e o PC que se cuide.
Após ouvir isto lembrei-me logo do Isaltino Morais! E do Armando Vara! E do José Sócrates!
Ora aí está o verdadeiro fanático ditador do Porto!
*Provérbio popular português
Aguardemos o que o PCP vai dizer sobre isto.
Seixas da Costa foi o embaixador português que ajudou a EDP (na UNESCO) a construir a barragem do Tua; é administrador da Mota Engil (construiram a barragem do Tua); é adminstrador da EDP.
Onde andas Jerónimo? Onde andas Catarina? Ah! No Porto a ver os aviões!
Dedicado à patrulha de controle e vigilância dos bons costumes!
Estes fascistas já recomendaram que as lojas de roupa interior retirem o que tem à venda?
*Título da biografia de Luiz Pacheco, de João Pedro George
Pois é. O silêncio do BE e de mais uns quantos (Louçã, por exemplo) é ensurdecedor.
Que há em comum entre Manuela Ferreira Leite, Rui Rio e Morais Sarmento? Para além de serem do PSD e não gostarem do Passos Coelho?
Qualquer deles tinha apoiado o Ricardo Salgado e o BES em 2014.
Se não fosse o PCP a defender a propriedade privada, o que seria deste país!
Foi um raio! Não foi um raio! Vão mas para o raio que os parta!
Assaltado o paiol de Tancos. Caso muito grave. Onde anda o Comandante Supremo das Forças Armadas? (é o que diz o ponto 1).

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

Tuttle Creek Rd., Lone Pine, Califórnia, EUA, Junho de 2025
(a propósito de tudo sobre o excelente Bad Day at Black Rock, por causa do Spencer Tracy)

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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