Conversas Vadias 51

Na quinquagésima primeira edição das Conversas Vadias, marcaram presença os vadios António de Almeida, Fernando Moreira de Sá, João Mendes e José Mário Teixeira, que conversaram sobre irritante, irritado, Marcelo Rebelo de Sousa, António Costa, vichyssoise, chumbos, Elvira Fortunato, Fernando Medina, João Gomes Cravinho, Mariana Vieira da Silva, sociedade civil, PSD, estadistas, desafios do PSD, Pedro Duarte, Carlos Moedas, Câmara Municipal de Lisboa, Cristina Rodrigues, animais, animalistas, Chega, MRPP, morte aos traidores, emigrantes, círculo Europa, PCP, Iniciativa Liberal, BE, transferência de votos, falta de óleo, Espanha, Pacheco Pereira, José Magalhães, Nogueira de Brito, Lobo Xavier e Cavaco Silva.

No fim, as habituais sugestões:

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Conversas Vadias 51
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Durão Barroso, vacinas e marxismo cultural

É o exemplo acabado de um político de carreira. Quando batia, na década de 70, doutrinou-se em marxismo cultural e foi dirigente do MRPP, extrema-esquerda a sério, maoista. Na década de 80, tornou-se social-democrata, no sentido PPE da coisa, e rapidamente chegou ao governo de Cavaco Silva. No início dos 90 já era ministro dos Negócios Estrangeiros, o ministério perfeito para fazer amigos e entregar currículos, e por ali ficou, sereno, até ao final do cavaquismo.

Uns anos de oposição depois, chegou a primeiro-ministro, mas por curto período de tempo. A sua guerra era outra, e foi como mordomo da fabricação de uma que se lançou numa imparável carreira internacional. Começou na Comissão Europeia, de fraca memória, que liderou durante o desastre que foi a resposta da União à crise das dívidas soberanas, essa que se revelou um enorme sucesso de vendas para a entidade empregadora que se seguiu na vida de Durão Barroso: o Goldman Sachs. [Read more…]

O camarada Espártaco

Morreu Arnaldo Matos. Percebeu muito cedo o poder da comunicação. Os painéis, os murais, as pichagens nas paredes, os comunicados porta a porta, etc. Agitação e Propaganda.

Recentemente descobriu o Twitter.

Já em 1975, enquanto Secretário-Geral do MRPP tinha lançado uma grande campanha de angariação de fundos para a aquisição de meios técnicos de impressão.

O slogan: “A revolução precisa de fundos como a boca precisa de pão!”

Aqui fica um testemunho dessa campanha (e não, o original do talão não vai para o Ephemera do Pacheco Pereira).

Entretanto, no MRPP…

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28 de Maio de 1975

Se o de 1926 começou em Braga, este teve como álibi uma história passada em Coimbra.

Em meados de Maio frequentava a sede do MRPP em Coimbra, Av. Fernão de Magalhães (onde hoje Consulado de S. Tomé e Príncipe), um indivíduo, ex-comando na Guiné, que começou a tornar-se suspeito. Vai daí um belo dia alguém decidiu considerá-lo mesmo um agente provocador fascista, da CIA ou algo que o valha, e foi simpaticamente convidado a ficar por ali, sujeito a umas perguntas sobre as motivações dos seus comportamentos.

Vigiado à vista (estava detido com tanta eficácia que tinha conseguido apanhar uma lâmina de barbear abandonada e tentado cortar os pulsos), no alvorecer do dia 26 de Maio (penso eu de que) ao preparar-me para dormir depois de uma noite de colagens (contexto histórico: o MRPP tinha sido proibido de concorrer às eleições, e era por tabela um partido ilegalizado) ouço a porta da rua bater, não fazia sentido, e constato que o camarada com a função de vigilante ressonava. O indivíduo era deficiente de guerra, coxo, eu na altura corria umas coisas, quando cheguei à rua já não o vi. [Read more…]

José Manuel Durão Barroso, o carreirista

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Chego por via do José Simões ao CV do Presidente da Comissão Europeia. Ali se escreve:

A sua carreira política começou em 1980, quando aderiu ao Partido Social Democrata (PSD).

Apreciei o rigor e a exactidão. A carreira política começou formalmente nesse ano, carreira no sentido de “profissão ou percurso profissional” que a tão altos voos o haveria de levar. Militância política é outra coisa, e como é sabido essa iniciou-se antes, no MRPP, onde o carreirismo era ferozmente combatido.

É a diferença entre um tempo em que se acredita em causas e outro onde se toma a opção de seguir uma carreira política, coisa que no MRPP seria impossível. Está certo e confere. [Read more…]

Um morto?

Helena Matos descobre um morto que não morreu. O MRPP teve um morto, mas assassinado por gente da UDP. Respeitemos os defuntos.

Garcia Pereira na luta contra os ‘swaps’

garciapereira101212Garcia Pereira, que conheço pessoalmente e de quem discordo politicamente em muitas matérias, tem, ao menos, o mérito – e a seriedade – de se manter fiel ao seu MRPP, por onde passaram: Durão Barroso, Fernando Rosas, Arnaldo Matos, Saldanha Sanches, Ana Gomes, Maria José Morgado, Maria João Rodrigues, Pinto Ribeiro, Franquelim Alves, José Lamego (ex-marido de Assunção Esteves) e muitos, muitos outros que se espalham por aí entre a vida partidária no ‘bloco central’, a comunicação social e o “tacho” compensador de subserviências e serviços prestados com interesseira devoção.

Claro que, do grupo, excluo aqueles que, por acreditarem no ideário perfilhado e no combate contra a tentativa hegemónica do PCP, se perfilaram pelo crer nos objectivos da luta em que se embrenharam. Têm de aceitar, todavia, o erro. Os acima listados vivem em lugares e condições sociais próprias de elites, ao passo que os crentes comuns estão submetidos à arrogância de sucessivos governos injustos – de Cavaco a Coelho, passando por Guterres, Barroso e Sócrates – uns mais do que outros, mas geminados nos desmandos contra o interesse do País e dos Portugueses. [Read more…]