Camaradagem

Wagner Os maestros cantores Coro

Foi, para mim, um grande prazer um dia de receber um telefonema de um professor do secundário para me convidar a escrever com um grupo dos seus amigos, todos do Norte de Portugal. Eu apenas conhecia os meus livros escritos e publicados pelas casas editoras das casas deste, hoje em dia, o meu país, por gentileza do Estado e dos amigos do governo passado. Fiquei impressionado. Agradeci e aceitei. Desde esse dia, nunca mais parei de escrever para este grupo, denominado Aventar, útil para deitar as penas e desabafar ideias abstractas. Além dos textos, havia uma conversa entre os camaradas, no denominado diálogo. Toda ideia o facto, era ai comentado. Com simpatia e bom humor.

Agradeci o convite e desde esse dia, há mais do que um ano, não tenho parado de escrever, comentar, oferecer livros completos, passando a ser uma pessoa camarada, compincha, confiante e confiado.

Nem sempre somos todos iguais. Há dias de alegria e apoio, há dias de distância, em que não há diálogo.

O Aventar honra o seu nome. Em silêncio, com simpatia e carinho.

Há também os dias de distância, de chamar a atenção e de sermos ignorados. Mas se o país está como está, em bancarrota e quebrado, pelo menos tenho um grupo de amigos  que puxa pelas minhas orelhas, abusa da caixa de diálogo, enquanto a usa e pune sem razão nem sentido.

Pelo menos tenho um compincha de dias alegres e outros de punição. Dá para pensar, de certeza ele, como os outros, são boas pessoas que pensam que podem incomodar como entendam.

Todos querem escrever e os textos de madrugada, passam a ser publicados dois dias depois.

É a vida. Desabafo nesta caixa de diálogo no dia em que sei que é possível e aceito correcções do meu compincha, que sempre anda a corrigir o meu português, esteja bem ou mal escrito.

 Como os que precisam de nós quando a nossa saúde está em alta, e nos abandonam mal ficamos doentes e não podemos nem falar nem andar.

Mais nada digo. Pode-se pensar que estou a passar graxa. E todo o que procuro é companhia e amizade, especialmente dos que um dia que precisavam de mim, e mal fiquei doente, me largaram.

A solidão se vive e se sente. Pelo menos tenho esta caixa de diálogo para desabafar e o diálogo para ler e ir em frente… com ou sem eles. Também sou luso!

Raúl Iturra

1 de Julho de 2011

Comments


  1. 2 de Fevereiro…Acordei tarde e no fiz grande coisa antes de ter que ir para as aulas. noite fui para as aulas e pronto mais um dia inteiramente desperdiado…. 3 de Fevereiro…Para combater um bocado o cansao que so as aulas de quinta feira levei alguns livros de Design comigo para tirar ideias que me permitissem comear a fazer esboos para renovar o meu site…Consegui algumas ideias que gosto mas no tenho fonts de jeito.

  2. Paulo Martins says:

    Espero que continue a contribuir Professor.

    Do que aqui gentilmente nos ofereceu, valendo a minha opinião o que vale, considero a sua escrita muito doce e carinhosa, na verdade não sei bem exprimir aqui (ao contrário do senhor) o sentimento que transmite.
    No entanto escreve com certeza o Professor mais rápido os seus textos com muitas referências (revelador do seu prazer por ensinar) do que a maioria da pessoas os consegue ler.

    E se me permite a observação, não levará com certeza a mal que lhe diga que, para quem como eu não tem infelizmente a leitura como hábito, sente dificuldade em seguir o seu pensamento e querendo também consultar as referências que acertadamente tem o cuidado de colocar, sobretudo quando o texto excede uma página do navegador.

    Mas irei em breve receber dois livros seus, será mais fácil de os ler em papel com outra disposição e disponibilidade.

    Obrigado.
    Paulo Martins

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