O PS é permeável aos grandes interesses económicos. Qual é a novidade?

Ontem, ou talvez até na Quinta-feira, recebi uma notificação de um jornal, penso que do Diário de Notícias, que fazia referência à tensão no seio do PS, a propósito das declarações de Catarina Martins. Fui espreitar, curioso, e percebo que fui enganado. Afinal, era apenas Francisco Assis a exigir que o seu partido defendesse a sua honradez. E todos sabemos que Assis é tão representativo deste PS como Pacheco Pereira do PSD passista.

Como ainda não tinha ouvido as declarações da líder do Bloco, aproveitei a deixa. Vou a ver e a senhora não diz nada de novo. O PS é permeável aos grandes interesses económicos? Oh my fucking God, por esta é que eu não esperava! Qual é mesmo a novidade? [Read more…]

Rendas EDP/CMEC: Manuel Pinho constituído arguido

Enquanto se multiplicam os pedidos de demissão de alguns ministros deste governo, recordamos hoje um ministro que incorreu na palermice ilustrada pela foto em cima, acabando no olho da rua, despedido pelo messias do século XXI, José Sócrates. Depois de ter voltado à ribalta mediática nos últimos dias, Manuel Pinho volta a fazer manchetes, uma vez mais pelos piores motivos, ao ter sido constituído arguido no processo que investiga as rendas da EDP e a aprovação do regime remuneratório dos CMEC. [Read more…]

“Tenho Uma Lágrima no Canto do Olho”

Sensibilizam-me, emocionam-me as palavras de Assunção Cristas, ministra do Ambiente.
A sério.

Porque é a electricidade tão cara?

Se lhe disser que as barragens vão gastar mais energia do que produzir, acredita? Quem paga as barragens? E quem ganha com a conta da electricidade?

Neste programa pode ficar a ver como funcionam as chamadas “rendas da energia”. Portugal é o país das rendas garantidas, dos monopólios apadrinhados pelo estado, é assim desde há muito.

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Passos Coelho liberaliza as rendas da habitação ?

Não temos um mercado de rendas de habitação o que empurra os jovens para a compra de casa. E que leva a juventude a fugir do centro das cidades, ou porque as rendas são insuportáveis ou porque as casas não têm condições de habitabilidade.

Os senhorios, com as rendas ao nível a que estão, naturalmente que não fazem obras de reabilitação, com a consequente degradação do parque habitacional. Uma hipótese já consagrada na Lei é os inquilinos fazerem as obras e descontarem o valor nas rendas futuras, ou os senhorios interessados deitarem mãos à obras e subirem a renda no futuro. Não funciona. Pelo meio há um batalhão de burocratas, com prazos, visitas e relatórios que levam inquilinos e senhorios para guerras de paciência a ver quem desiste.

Na Baixa de Lisboa, nos prédios que ameaçam ruir com perigo para os cidadãos, a Câmara toma posse administrativa dos prédios e faz as obras. Há já dezenas de prédios seiscentistas onde a intervenção foi feita com êxito e outras estão em curso. São medidas avulsas que vão tendo algum impacto mas só uma política consistente de liberalização das rendas pode acudir às nossas cidades. Há grandes e vários problemas em equação. A desertificação dos centros das cidades, o envelhecimento da população residente, o entrar e sair de milhares de carros de quem vive fora da cidade e trabalha dentro dela, com as despesas inerentes, o tempo perdido e a saúde arruinada.

Os inquilinos não têm poder financeiro para pagar as rendas e os senhorios não têm poder financeiro para fazer as obras. Parece um círculo vicioso ! Será? A prestação da compra da casa, o custo do automóvel e as horas perdidas no trânsito não dão margem para se estudar o assunto com coragem?

Não há diamantes mas há EPUL

Estádio de Alvalade (foto ASF)

Tal como o Benfica, o Sporting também foi muito “apoiado” pela autarquia Lisboeta, levou dez milhões e mais terrenos, imóveis e autorizações para construção em grande escala nos terrenos à volta do estádio.
Para não faltar “cash”, a EPUL mudou a sua sede para um dos edificios do clube onde esteve seis anos e onde pagava 700 mil euros por ano, isto é dois mil euros/dia. A EPUL que constrói casa por tudo quanto é sítio precisou de arrendar uns escritórios por uma renda milionária.
Tudo negócios normais, habituais e justificados…

Os Imóveis do Estado

Há 910 entidades do Estado, das quais apenas 319 aderiram ao inventário.

Isto, apesar de haver uma Direção-Geral do Património que deve andar muito atarefada em gerir os bólides dos senhoes ministros e assessores.

Se nem sequer têm o inventário como fazem a gestão do imobilizado? Estão os imóveis a cair? Precisam de manutenção? Qual? Há rendas a receber? Quem as recebe? E quanto? Podem ser reabilitados e transformados por forma a tirar o melhor rendimento?

Como se percebe a tactica é a mesma. Confusão, ninguem sabe nada, um número restrito de pessoas pode fazer o que quizer. Arrendar, ficar com a massa, vender ao amigo e receber umas comissões.

Não interessa a ninguem clarificar as situações, ter o trabalho bem feito, haver transparência, gerir profissionalmente as situações.

A Direcção-Geral a quem está cometida esta tarefa, assobia para o ar, como não tivesse que dar explicações a ninguem, ninguem é demitido, anda tudo numa boa, vem dizer que a estrutura informática que comprou só faz o registo, não faz a gestão, é preciso começar tudo do principio.

Estas estruturas de gestão de imóveis existem há vinte anos, é só mexerem os pés, ver como se faz, há dezenas de empresas do ramo que trabalham com este tipo de ferramentas.

Ou então o Estado entrega o serviço a uma empresa privada, com relatórios sobre a situação e com propostas do que há a fazer em todos estes imóveis.

Mas é claro que não há pressa nenhuma, não há avaliação, assente no mérito, basta esperar sentado para progredir na carreira, os directores saem daquela Direcção vão para outra, paga o contribuinte, falta sempre pessoal…