Os ridículos devaneios patrioteiros a propósito da candidatura de Luís Figo à presidência da FIFA são intragáveis. O homem que se candidate ao que quiser, fazendo o frete a quem lhe apraz, ou satisfazendo a sua necessidade de aparecer, mas não acrescente mais lixo ao debate público, trate da vidinha e deixe-nos em paz. É que depois do seu pequeno almoço socrático, dispensamos bem o espectáculo do caricato apoio do governo actual – que não perde uma oportunidade para se agarrar a tudo o que mexe, como as carraças -, só pelo facto de ser português.
Figo é bom de pés mas severamente limitado noutros aspectos, designadamente habilitações literárias e carácter. A sua candidatura, ao contrário do que a nossa excitada imprensa alardeia, não vale um caracol, a não ser que venha a servir de passadeira a outras, o que é provável. Esta tendência de apoiar gente desta só por ser portuguesa não nos proporcionou já suficientes vergonhas internacionais? Agora, até na bola? Ora bolas!
Nota e declaração de interesses: sou sportinguista, sim; e depois?








Recent Comments