O centro não existe, Dr. Rui Rio

O centro não existe. O espectro político, no que diz respeito a esquerda e direita, é uma linha, dividida ao meio. À esquerda do centro estão as ideologias e os partidos de esquerda. À direita estão as ideologias e partidos de direita. Uns como outros podem ser mais autoritários ou liberais, posicionando-se ao longo de uma linha longitudinal, o que ajuda a explicar o alinhamento do PCP com a direita na (i)legalização da eutanásia, ou a defesa da liberalização do consumo de cannabis que une Bloco de Esquerda e Iniciativa Liberal.

Durante a campanha, Rui Rio insistiu várias vezes na ideia de que o PSD não é um partido de direita. Perdidas as eleições, Rio virou-se para dentro e o mantra foi, entretanto, convertido em “O PSD não é um partido de direita nem é de esquerda. É um partido social-democrata e a social-democracia é ao centro, não é à direita nem à esquerda”. Vivem-se tempos de guerra, no seio do maior partido político português, e os tempos de guerra tendem a ser férteis em bizarrias. [Read more…]

A pocilga do caciquismo e as directas do PSD

Pedro Marques Lopes assina um artigo de opinião no DN, Quotas, caciques e eleições internas, que no mínimo merece a reflexão daqueles que se preocupam com a saúde da nossa democracia. O fenómeno do caciquismo, e em particular dos pagamentos em massa de cotas, que antecedem actos eleitorais internos nos partidos do costume, representam uma subversão dos processos democráticos, que devia corar de vergonha todos aqueles que recorrem a estes procedimentos, se tivessem vergonha na cara, que não têm. Nas palavras de Pedro Marques Lopes: [Read more…]

Ser Primeiro-Ministro

É a “causa” de António José Seguro.