Saúde CUF patrocina Júlia Pinheiro e vice-versa

cuf-saude-hospital-julia-pinheiroTelevisão é tudo, é a vida e a morte em directo, é a publicidade encapotada e a propaganda também.
Júlia Pinheiro está doente e manda beijinhos, o hospital da CUF agradece a preferência. Muito obrigado.

Foi hoje de manhã, no programa «Querida Júlia»

Marinho e Pinto pede demissão da Ministra da Justiça

Casa dos Segredos: Quem foi expulso hoje e quem vai ser nomeado na próxima semana (novas do Portugal pimba)


Júlia Pinheiro, elegante como sempre, estava esfusiante. O seu pequeno ajudante (pequeno? que digo eu? pequeno-grande-ajudante), Pedro Granger, parecia um cangalheiro, fato preto e gravata preta, e entrevistava os pais de um concorrente sobre o namoro com outra concorrente. Os pais tinham os seus 15 minutos de fama, o público aplaudia vigorosamente.
Comecemos pelo princípio. A austeridade chegou cá a casa e corta-se onde se pode. Entre as despesas supérfluas que já foram à vida, conta-se o jantar de Sábado à noite no restaurante, com cinema a seguir, o vinho às refeições e o cafezinho depois das mesmas. Toma-se em casa, tentando não engolir as borras que a velha cafeteira produz.
Agora, foi a TV Cabo. Sempre são 20 euros a menos no final do mês. Resultado: estou reduzido aos 4 canais generalistas. Adeus SIC Notícias, adeus FOX Crime, adeus AXN. As saudades que vou ter do Horatio Caine, do Jethro Gibbs e do Mário Crespo! Hoje, para começar, lá tive de levar com o Júlio Magalhães a apresentar o Telejornal, que incluiu a crónica do professor Marcelo. Em abono da verdade, já não via a TVI desde que a Manuela Moura Guedes deixou de apresentar o Jornal de Sexta.
E como o comando da televisão está avariado, desde que o cão o trincou há uma semana atrás, não me apeteceu levantar-me e lá tive de ficar a ver a TVI durante toda a noite. Foi então que soube da existência de um programa chamado Casa dos Segredos, que me pareceu ser uma espécie de Big Brother.
Digo que parece porque a verdade é que não aguentei muito tempo. Ainda vi a Júlia Pinheiro aos gritos, dizendo que alguém ia ser expulso e falando das próximas noemações, e o cangalheiro a entrevistar os pais de um concorrente. Depois adormeci. Sim, alguém terá sido expulso, mas sinceramente não sei quem foi. E é provável que alguém seja nomeado na próxima semana. Quem? Não faço a mínima ideia.

As tardes da tia Júlia

O título é apenas um pretexto para vos dizer que vou em negócios a Angola em Fevereiro. Mas tive que ir a um hospital levar umas “picas” e, enquanto esperava, fui vendo a TVI, mesmo que não quizesse não havia mais nada para fazer e, além disso, quem é que aguenta os gritos estridentes da Júlia?

A Júlia arranja sempre uns ” indigentes mentais” que vão para ali contar histórias de fazer chorar a calçada, ter os seus quinze minutos de fama. Mas eu tenho pena das pessoas, a maioria são umas pobres, vão para ali fazer o programa a quem ganha muito com isso, sem perceber que estão a ser usadas.

Mas tambem aparecem umas “tias” a contar umas histórias de grandes amores e desamores, hoje era uma ao telefone a contar que tinha morrido com uma grande paixão, por amor, dizia ela, enquanto a estridente Júlia enchia o ambiente com os seus risos e ditos sem nexo, entre o gozo e o divertido.

Fui chamado para a “pica” contra a “amarela” o que me deixou da mesma cor , amarelo “Pombalino”, que é uma cor que faz rir muito as senhoras enfermeiras, enquanto me mandam tirar a camisa para me darem uma injeção no braço, ainda hei-de perceber como é que o meu braço chega à barriga e aos “rinholes”…

Bem, enquanto esperava pelo certificado que atesta que estou protegido da “amarela”, comecei a pensar como é que um gajo se protege de uma televisão que usa as pessoas e as põe a fazer de imbecil. Uma forma é ir para Angola, outra ir para o ” campo com lobos” sem luz e outra é desligar o televisor, que é o que eu faço. Mas isso não faz desaparecer a verdadeira questão que é haver quem se utilize da “candura” de outros e outras.

Em programas televisivos norte-americanos já vi bem pior, com os dólares a acenar, jovens e gente adulta a fazer declarações sobre a sua vida privada que me deixa estarrecido!

Por acaso eu aprendi depressa, quando cheguei ao local da reportagem é que descobri que tinha o bairro todo contra mim, eu era o gajo que atirava com o fumo da chaminé do hospital para cima da roupa a secar às janelas e nas varandas e, segundo a “tia” de serviço, bastava haver boa vontade da minha parte.

Enfim, fiz figura de besta e imbecil tudo no mesmo programa!

PS: podem começar a fazer sugestões sobre “souvenires” a trazer de Angola. Nada de diamantes nem petróleo e muito menos uma jibóia juvenil…