O código de ética do PS também se aplica a Carlos César?

Fotografia via Rádio Renascença

Parece-me uma dúvida legítima. Segundo o Expresso, o Partido Socialista vai impor aos novos deputados a assinatura do código que ética do partido, como de resto fez no início da actual legislatura. Não conheço o conteúdo do referido código, se se trata de um documento sério ou de uma mera encenação para português ver, mas é sempre de saudar a boa intenção, apesar do Inferno, que, lá diz o povo, na sua imensa sabedoria, está cheio delas.

Sendo transversal a todos os socialistas a exercer funções no Parlamento, imagino que Carlos César também o tenha assinado. E aqui reside a minha dúvida sobre este código, nomeadamente sobre o que dirá acerca de políticos com vários familiares directos a trabalhar na administração pública, em cargos de nomeação. E Carlos César tem – literalmente – uma mão cheia deles: esposa, filho, nora, irmão e primo. E, pelos vistos, ainda existem mais alguns. [Read more…]

Endogamia social-democrata

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Se julgava que o FamilyGate socialista era uma novidade no panorama político português, caro leitor, lamento informá-lo que estava enganado. A prática parece remontar (pelo menos) aos anos do cavaquismo, durante os quais inúmeros ministros e secretários de estado, como o spin master Marques Mendes ou o incorruptível Dias Loureiro, nomeavam entre si as suas esposas, para cargos nos gabinetes dos seus companheiros de partido. Exactamente o que está a acontecer agora com o governo socialista.

Se hoje temos o casal Eduardo Cabrita e Ana Paula Vitorino no conselho de ministros de António Costa, no passado tivemos os irmãos Leonor e Miguel Beleza no conselho de ministros de Cavaco Silva. Se hoje temos Vieira da Silva e a sua filha, Mariana, no executivo governamental, na era cavaquista tínhamos Diamantino Durão e o seu filho, Durão Barroso. [Read more…]

O pote

Alguma vez teríamos que estar de acordo.

Se é familiar de Carlos César, vai ser nomeado

Os amantes da Geringonça bem podem continuar a bradar contra Pedro Passos Coelho e a sua desastrosa governação. Têm toda a razão. Mas quando assobiam para o lado sempre que o assunto é o PS, perdem toda a credibilidade. Passam a ser apenas uma espécie de Insurgente ou de Observador em versão pseudo-Esquerda.
Ontem ficou a saber-se que Carlos César conseguiu a nomeação de mais um familiar para a Câmara de Lisboa. Já vai no quinto e outros mais se seguirão. Enquanto tiver familiares para nomear, ele não vai parar.
Dirão os geringonços que o PSD e o CDS andaram anos a fazer o mesmo. É verdade, andaram. Fizeram coisas destas e ainda piores. Mas por que é que agora fingem que não é nada com eles quando no passado não largavam o osso? Alguma coisa mudou?
Sim, mudou o nome do Partido.
A única coisa que não muda é Carlos César, que continua sem ter qualquer pingo de vergonha.

– Luísa César: Mulher de Carlos César, foi nomeada Coordenadora dos Palácios da Presidência ainda quando o marido liderava o Arquipélago. Mais tarde, foi nomeada, sem concurso público, Coordenadora da estrutura de missão para a criação da Casa da Autonomia, com um vencimento de 2.591 euros brutos mensais. Antes ainda da nomeação para estes cargos, liderou uma visita oficial ao Canadá, como cônjuge do Presidente do Governo Regional, onde gastou mais de 27 mil euros em 5 dias e onde se fez deslocar, durante esse tempo, numa limousine contratada localmente; [Read more…]

As nomeações de Trump

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Os homens de negócios não levarão os negócios e interesses para a Casa Branca. Jamais.

João Soares, Maçónico e Ministro da Cultura, representa o que de pior tem a política em Portugal

Não vejo em João Soares uma única qualidade, tirando o facto de ser filho de Mário Soares, que justifique o convite para chefiar o ministério de um Governo em Portugal. Mesmo relativamente à ascendência, convenhamos que foi um excesso de linguagem falar de qualidade, como muito bem demonstrou a Clara Ferreira Alves aqui há atrasado.
Nada de novo. Se João Soares ganhou notoriedade no PS, substituiu Jorge Sampaio na Presidência da Câmara de Lisboa e, apesar de uma carreira sofrível marcada pelo fracasso, manteve-se na crista da onda até chegar ao Governo, foi tudo pela mesma razão.
Isso e o facto de pertencer à Maçonaria, claro.
E interessa-me pouco que o putedo socialista do costume venha com as alegações hipócritas da relação entre a vida pública e a esfera privada. Devem achar que arranjar tacho de 70 mil euros na Câmara de Lisboa para um filho sem qualquer experiência profissional faz parte da vida privada da personagem. Ou que andar a brincar aos aventais com aqueles que a seguir se nomeia para cargos públicos pertence à esfera privada. Isto porque hão-de conceder que os favores escandalosos feitos ao Colégio Moderno enquanto Presidente da Câmara de Lisboa nada têm de privado. Ou as movimentações quase clandestinas que fariam corar de vergonha alguém minimamente sério e que levaram à reposição da subvenção vitalícia dos deputados. [Read more…]

Uma viagem ao fundo da cadeia alimentar da propaganda de direita

tacho

A internet está cheia de coisas giras. Por estes dias encontrei por aí um site chamado Direita Política, um site que, segundo os seus não-identificados autores, tem como objectivo “a divulgação da politica de direita“, apesar de se dedicar quase em exclusivo a malhar na esquerda, algo que rapidamente se comprova com um curto passeio pelo estabelecimento. O grau de imparcialidade é tal que no separador dedicado à corrupção não há espaço para a corrupção envolvendo actores políticos de direita. Os corruptos, quando nascem, são todos de esquerda. [Read more…]

Aumentos de 150% na ANAC: mais uma obscenidade com a chancela PSD/CDS-PP

ANAC

Sobre a polémica dos aumentos na casa dos 150% para membros da direcção da ANAC, em cima das Legislativas, a melhor desculpa que os partidos que suportavam o anterior governo teve até ao momento foi afirmar que o PS participou na aprovação da lei que permitiu este abuso, algo que me indigna mas não me surpreende.

Mas hoje ficamos a conhecer um pouco mais sobre esta história de excepção e privilégio. Segundo o Expresso, dois dos três elementos que integram a comissão que decidiu sobre estes aumentos obscenos foram nomeados, imaginem lá, por Pires de Lima e Maria Luís Albuquerque. Em declarações à TSF, Hélder Amaral (CDS-PP), um dos deputados que participou na elaboração da lei-quadro das entidades reguladoras, afirmou que  se tentou “que a massa salarial fosse menor” mas que tal não foi possível. Que grande azar! Elaboraram uma lei que permitiu estes aumentos imorais e, no decurso desse trabalho, não conseguiram evitar que o presidente da ANAC aufira hoje quase o triplo do salário do primeiro-ministro. Chega a dar pena…

Foto: Pedro Nunes/Lusa@Expresso

Viva o “status quo”

Eduardo Barroso trava nomeação e pressiona ministro a retirar convite

100 nomeações para o governo PSD/CDS no dia em que o Presidente indigitou novo Primeiro-Ministro (*)

100 nomeacoes para governo PSD CDS

Repare-se no detalhe de o Observador conseguir associar Costa a uma morosca da direita

Há alturas em que os actos valem mais do que as palavras e nomear pessoal quando há novo governo à vista é uma delas. Demonstra-se que a dor do PSD e CDS por deixarem de ser governo, das mais prosaicas que se possa imaginar, se resume a ter que abandonar o pote.

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Os 100 (e tal) “nomeados” muito pré-eleitorais da coligação PSD/CDS-PP

tacho

As nomeações políticas estão na ordem do dia. E se os governantes ontem nomeados parecem ter o seu posto de trabalho a prazo – maldita precariedade, não poupa ninguém – a verdade é que outros, cerca de uma centena, não tiveram igual sorte.

Falo nas nomeações feitas nos últimos dias de mandato do governo cessante – um clássico – que, por via das dúvidas, decidiu deixar uns quantos homens e mulheres de confiança em cargos-chave da Administração Pública, cargos esses que, em parte, foram criados uma semana antes das Legislativas e das próprias nomeações. Uma conveniente coincidência. [Read more…]

Empregos para os rapazes

Jobs

Já não há muito a acrescentar sobre os boys que gravitam e gravitaram em torno da governação da coligação PSD/CDS-PP. Liderado pelo homem que não queria ser eleito para dar emprego aos amigos, o actual governo fez milhares de nomeações, entre amigos e boys partidários, do ex-patrão de Passos Coelho na Urbe ao enxameamento da Segurança Social, passando pelos inúmeros assessores recrutados directamente nas fileiras da JSD e da JP que partilham a imunidade face à inevitável austeridade e que se passeiam em boas máquinas de alta cilindrada, com o alto patrocínio de um povo cada vez mais precário. A lista é imensa e está mais do que esmiuçada. Só não vê quem não quer e quem usa as palas azuis e laranjas. [Read more…]

Reviver o Passado em Campanhaeleitoral*

Quando escrevi este post, sabia que este se lhe seguiria. Seja que cor política for (vejam-se as autarquias), o resultado é sempre o mesmo. Devemos calar-nos por isso? Claro que não! É preciso continuamente denunciar o tachismo partidário.

enxamear a administração pública

“Não vamos para o Governo para enxamear a Administração Pública de quadros do PSD e não vamos meter nos gabinetes dos ministros e dos secretários de Estado um exército de gente que constitua administração paralela àquela que já existe no Estado”, Passos Coelho, citado pelo jornal i

Relembrado o que foi dito, compare-se com a realidade:

*Campanhaeleitoral é o nosso Brideshead

Desmistificar mentiras e demagogia de Coelho

O primeiro-ministro é pródigo no uso da mentira e da demagogia. As nomeações políticas  constituem dos capítulos mais obscuros da governação a que preside. O recurso à demagogia é outro inaceitável instrumento de comunicação – e propaganda – do actual governo. Vamos por partes.

Nomeações políticas

Há notícias a divulgar a nomeação de Vasco Graça Moura como novo presidente do CCB, sucedendo ao seu amigo e igualmente nomeado na lógica ‘tachista’ do ‘centrão’, António Mega Ferreira. Trata-se, pois, de mais uma nomeação política, ao que se percebe feita sob proposta do Secretário de Estado da Cultura, o putativo Francisco José Viegas; a somar a outras, como esta aqui denunciada.

Na trôpega encenação de há dias, na iniciativa “Made in Portugal” do DN, Passos Coelho exibiu quadros e números ilusórios. Os nomeados pelo seu governo, com base em critérios de filiação partidária no PSD ou CDS, já constituem um conjunto de várias centenas. E, porém, a coisa não vai ficar por aqui. Espere-se até 31 de Março pelas assembleias-gerais e finais de mandato de gestores públicos e, então, será o tempo de conferir os saldos e reconfirmar que Coelho mente e de que maneira.

A demagogia do discurso perante os cidadãos e a AR

Com o discurso inspirado nos “amanhãs que cantam”, Passos Coelho, diz-se aqui, terá deixado aos parlamentares a mensagem:

2012 pode marcar primeiro excedente comercial em anos

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O jornal do regime e o frete do costume


Para o «Diário de Notícias», SÓ 40% dos nomeados pelo actual Governo é que têm ligações ao PSD e ao CDS. Mesmo desconfiando dos números, é caso para perguntar qual seria a percentagem necessária para estarmos em presença do escândalo do costume? 80%? 100? SÓ?

Tristezas pagam dívidas

O povo é sábio! E tem sempre a solução para tudo: quem não arrisca não petisca ou mais vale um pássaro na mão, que dois a voar. Nunca falha – parece o Camilo Lourenço. Vem isto a propósito de uma mensagem de Passos Coelho escrita há uns tempos e que agora surgiu no arrastão.

Sabemos aqui no Aventar, que a maioria do povo português acreditou nesta mensagem. Logo, ninguém estranha os pentelhos do Eduardo que, dizem-nos de fonte segura, não conhecem os da Celeste e até os estranham.

Ana Malhoa

Ana Malhoa

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Estão a brincar*???

Eu tinha prometido a mim mesmo (como gosto desta expressão tão popular) que me abstinha de escrever sobre alguns espasmos/orgasmos de alguns bloggers sobre determinadas escolhas deste governo. Era uma questão de saúde pública.

Confesso o pecado, terei de quebrar essa promessa. Nenhum dos visados pelas virgens ofendidas precisa que eu venha a terreiro fazer a sua defesa. São todos maiores, vacinados e com provas dadas nas suas profissões. Mas, que raio, quem ataca assim amigos e companheiros meus, não pode contar com o meu silêncio. Quem não se sente…

Quando vi os ataques de que foi alvo o ANL fiquei sem palavras. Então, o António Nogueira Leite com semelhante currículo e experiência não pode ser escolhido para Vice da CGD? Como? Será que estas virgens ofendidas querem comparar o ANL com o famigerado Vara? Onde estavam elas quando Armando Vara e outros que tais, como o famoso Rui Pedro Soares da PT, foram nomeados? Querem comparar? Estão a brincar, não? [Read more…]

13 razões (e mais uma) para não votar PS

Ana Tomás (Administradora das Estradas de Portugal) - 151.200 euros António José Pereira Luís (Presidente da NAV) - 109.531 euros Carlos Beja - Administrador da NAV (99.710 euros)   Alexandre Rosa (Vice-presidente do IEFP) - 79.140 euros Fernando Rocha Andrade (Administrador da REN) - 48 mil euros

Luís Patrão (Presidente do Turismo de Portugal) - 83.170 euros Luís Nazaré (Comité de Estratégia dos CTT) - 49 mil euros Ascenso Simões (Administrador da ERSE) - 188.839 euros António Castro Guerra (Chairman da CIMPOR) 285.384 euros Mário Lino (Conselho Fiscal da Caixa Seguros) - 26.821 euros

Fernando Gomes (Administrador da GALP) - 529 mil euros Guilhermino Rodrigues (Presidente da ANA) Alda Borges Coelho (Administradora da ANA) - 109.486 euros paulo campos e ana tomaz

Clique-se em um a um para ver o respectivo currículo (CV), num trabalho publicado pela revista VISÃO em Outubro de 2010. Destas 13 pessoas, algumas têm um CV OK, apesar de não ser algo tão galáctico que justifique tamanho salário. Outros não estão na sua área de especialização, outros têm mesmo um CV fraco e noutros vê-se que a a única ligação ao cargo é o elo político.

São gestores públicos, cargos de nomeação política. Porque é que precisa de haver nomeação política? Porque, dizem, “executam as políticas do governo e isso exige confiança política”. Mas a resposta é fraca pois não responde ao essencial: porque é que estes sectores têm que ser controlados pelo Estado? O que é que ganham os portugueses com isso? O que ganham estes portugueses, isso é claro. Ganham até 529 mil euros por ano mais benesses como carro, motorista, telefone, cartão de crédito, etc.

São os boys de topo, o estrelato das  nomeações. A baixo deles orbita uma prole de outros nomeados. É fala corrente dizer-se que seja PS, seja PSD, existirão sempre estas nomeações pornográficas. Para mim isso não passa de argumentário socialista, já que, apesar de o PSD ter feito o mesmo quando foi governo, o certo é que já foi devida e justamente corrido do governo por essa e outras razões. E Guterres até ganhou votos com essa limpeza que se traduziu na famosa frase “No jobs for the boys”. Viu-se o que foi. Pois agora é a vez dos socialistas provarem o fel depois de terem chupado anos de mel.

Quanto a mim, o problema resolve-se de uma maneira muito fácil. Termine-se a presença do Estado no sector empresarial e acabe-se com a infinidade de institutos, fundações e afins. Chega de proxenetísmo fiscal.

Boy, Oh Boy

O assalto parece ter começado, não vá o voto tecê-las e não ser possível nomeá-los depois. Apesar do quadro legal ser este.

Adenda: Sócrates já veio desmentir estas nomeações, mas é como na história de Pedro e o Lobo, um dia o lobo vem mesmo e ninguém acredita. Ou como reza o ditado, tantas vezes vai o cântaro à fonte…

Adenda#2: Se Sócrates nega, Coelho reafirma. O ping-pong continua…

Administrador CTT / specialized by Avon Cosmetics Int’l

Há algum tempo saiu aqui no Aventar uma nota sobre um administrador e um vogal dos CTT.  Um deles baralhou-se e pensava que era licenciado, mas não. Mesmo depois de 8 anos na universidade não chegou a perceber aquela cena de se ter que pedir o diploma no fim do curso. Talvez isso tenha acontecido por trabalho a mais na sua empresa Puro Prazer, que organizou por essas alturas uma… festa académica!

Aqui fica o CV deste excelso administrador.

MARCOS AFONSO VAZ BATISTA

Marcos Afonso Vaz Batista

Licenciado em Economia. Especializado pela Avon Cosméticos Internacional emTécnicas de Venda Marketing e Merchandising e possuidor de diversas acções de formação em Vendas Por Catálogo Comunicação e Marketing. VendedorMarketing Manager da Avon Cosméticos S.A. Contabilista. Director Financeiro  de duas empresas que ninguém conhece das empresas Área Dinâmica e Laveiro. Boy nomeado para várias empresas estatais. Administrador dos CTT – Correios de Portugal S.A. e Administrador da PayShop (Portugal) S.A.

Diz-me para que lado puxas e dir-te-ei quem és

Gente de vários quadrantes – alguma mais insuspeita do que outra – tem vindo a apelar a um entendimento nacional, a uma espécie de consenso, para que o país enfrente os desafios que se apresentam. Não tenho dúvidas de que alguma racionalidade básica e atenção aos interesses comuns e nacionais fariam milagres e aliviariam o fardo.

Acho, aliás, numa altura em que se pedem sacrifícios a “todos” os portugueses, que um mínimo de elevação de discurso e boa dose de clarividência política ajudariam os portugueses a entender as razões e justificações dos pedidos. “Falar verdade” funcionaria muito mais como prática quotidiana do que funciona como slogan eleitoral com uma classe política desacreditada. Quisessem a união e compreensão dos portugueses e explicar-lhes-iam -se soubessem- de onde se vem e para onde se vai.  Fosse importante a participação dos portugueses e aplicariam a “transparência” e o rigor. Pretendessem a colaboração dos portugueses e evitar-se-iam os sinais contraditórios, as injustiças gritantes e as decisões irracionais.

É que não basta dizer: Portugueses, vamos puxar todos para o mesmo lado (e só poderiam dizê-lo com credibilidade depois de findo o cortejo constante de acusações e vitimizações), para que os portugueses saltem do descrédito para a ação.

Teriam, por exemplo, que dizer para que lado puxar e para quê. Quantos portugueses querem fazer sacrifícios e ainda assim puxar para este lado? E para este? E este?

Porque para certos lados a corda até parece não precisar de ser puxada. Basta-lhe a inércia e a lei da “gravidade”.

Casa dos Segredos: Quem foi expulso hoje e quem vai ser nomeado na próxima semana (novas do Portugal pimba)


Júlia Pinheiro, elegante como sempre, estava esfusiante. O seu pequeno ajudante (pequeno? que digo eu? pequeno-grande-ajudante), Pedro Granger, parecia um cangalheiro, fato preto e gravata preta, e entrevistava os pais de um concorrente sobre o namoro com outra concorrente. Os pais tinham os seus 15 minutos de fama, o público aplaudia vigorosamente.
Comecemos pelo princípio. A austeridade chegou cá a casa e corta-se onde se pode. Entre as despesas supérfluas que já foram à vida, conta-se o jantar de Sábado à noite no restaurante, com cinema a seguir, o vinho às refeições e o cafezinho depois das mesmas. Toma-se em casa, tentando não engolir as borras que a velha cafeteira produz.
Agora, foi a TV Cabo. Sempre são 20 euros a menos no final do mês. Resultado: estou reduzido aos 4 canais generalistas. Adeus SIC Notícias, adeus FOX Crime, adeus AXN. As saudades que vou ter do Horatio Caine, do Jethro Gibbs e do Mário Crespo! Hoje, para começar, lá tive de levar com o Júlio Magalhães a apresentar o Telejornal, que incluiu a crónica do professor Marcelo. Em abono da verdade, já não via a TVI desde que a Manuela Moura Guedes deixou de apresentar o Jornal de Sexta.
E como o comando da televisão está avariado, desde que o cão o trincou há uma semana atrás, não me apeteceu levantar-me e lá tive de ficar a ver a TVI durante toda a noite. Foi então que soube da existência de um programa chamado Casa dos Segredos, que me pareceu ser uma espécie de Big Brother.
Digo que parece porque a verdade é que não aguentei muito tempo. Ainda vi a Júlia Pinheiro aos gritos, dizendo que alguém ia ser expulso e falando das próximas noemações, e o cangalheiro a entrevistar os pais de um concorrente. Depois adormeci. Sim, alguém terá sido expulso, mas sinceramente não sei quem foi. E é provável que alguém seja nomeado na próxima semana. Quem? Não faço a mínima ideia.

Arranja-me um emprego no estado, se for preciso inscrevo-me no partido

Posso ir à pesca, estar na praia, conviver com turistas nas esplanadas, passear por estradas secundárias e principais, fazer pic-nics se estiver bom tempo. Em alternativa também posso jogar golfe.