A amabilidade para os negócios

Imagem: Reuters

Hoje mesmo, à margem da Conferência de Segurança de Munique, em entrevista à ARD, o primeiro canal de televisão alemão, a directora-geral do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, sai-se com estas:

tagesschau.de: Mas qual é o seu conselho concreto para mudar para melhor a situação nos países do Sul da Europa de forma rápida e sustentável?

Lagarde: Eu proponho o seguinte: Em primeiro lugar, actualmente só o sector privado pode trazer investimento e emprego para estas regiões. Para isso, são necessárias algumas reformas. Por um lado, é preciso flexibilidade, para que as empresas tenham incentivos para contratar novos empregados, porque sabem que não estão num colete-de-forças. Um país como Portugal mostrou que isto realmente funciona.

A segunda área, em que ainda há muito a fazer, é aquilo a que chamo a amabilidade dos países para os negócios. Há países do Sul da Europa – a Grécia, por exemplo – onde os processos de falência demoram nove vezes mais do que na Irlanda. Tais procedimentos têm de ser acelerados. Há países que já provaram que isso é possível – como Portugal, por exemplo. Se, como jovem empresário em Lisboa, você sabe que pode criar a sua empresa em cinco dias, em vez de num mês, isto é um claro incentivo a que as coisas mudem para melhor.

Que lhe dizemos, leitores? Que não foi bem isso que melhorou a situação???

 

 

 

A ousadia vai ser duramente punida

Lagarde critica manutenção do referendo e BCE fecha torneira. Que fique claro quem é que manda.

Coerências de um resgate

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Já não é a primeira vez que acontece. Andamos todos para aqui a protestar com os excessos da austeridade, chamam-nos radicais, somos confrontados com um governo que afirma com convicção e suposta legitimidade que não existem alternativas e depois aparece a senhora Lagarde a dizer que ai e tal isto afinal não está bem calibrado.

Fico sempre perplexo com falta de sintonia entre o governo de Portas/JSD e os “representantes dos nossos credores”. Eles querem “ir além da Troika”, falam de recuperação mas não conseguem ver o país a despedaçar-se pela janela do gabinete. Bons velhos tempos em que até o Moedas da Goldman dizia que a reestruturação da dívida era o único caminho que nos restava. Pena ter vendido a sua opinião à pandilha do grande aldrabão.

Oh Lagarde…

Outra vez???

Eles andam aí

Jean-Claude Trichet, sugere a perda de soberania económica para os países que ponham em risco outras nações da zona euro devido à incapacidade de aplicar recomendações das autoridades europeias.

Eu sugeria a Jean-Claude Trichet qua saísse mesmo do seu armário e assumisse a defesa da colonização do sul da Europa. Também lhe podia chamar umas coisas, mas não me apetece explicar porque é que um fascista é um fascista mesmo que não seja exactamente um fascista.

Isto depois da besta Lagarde ter mandado os pais das crianças gregas afectadas pelos cortes na despesa pública pagarem impostos (defendida pelo José Manuel Fernandes que aldraba:  “todos, na Grécia, devem contribuir para a solução dos problemas, começando por pagar os seus impostos” não tem nada que ver com a frase assassina, como é sabido quem foge aos impostos não são os gregos em dificuldades, são em primeiro lugar os armadores), leva a desconfiar que a França voltou a produzir os ideólogos, como de costume a Alemanha tratará do resto.