
Sociopatas no comando
Diz que é uma espécie de racismo

racismo|rà|
(ra·cis·mo)
nome masculino
- Teoria que defende a superioridade de um grupo sobre outros, baseada num conceito de raça, preconizando, particularmente, a separação destes dentro de um país ou região (segregação racial) ou mesmo visando o extermínio de uma minoria.
- Atitude ou comportamento sistematicamente hostil, discriminatório ou opressivo em relação a uma pessoa ou a um grupo de pessoas com base na sua origem étnica ou racial, em particular quando pertencem a uma minoria ou a uma comunidade marginalizada.
Uma caricatura de António Costa com nariz de porco e dois lápis espetados nos olhos não parece encaixar nesta definição. Encaixa na definição de insulto, eventualmente na de mau gosto, dependendo dos gostos de cada um, mas não na definição de racismo. Talvez a máquina de propaganda do PS tenha outra. Mas esta relação simbiótica com a extrema-direita já está para lá de ridícula.
Kindle surpresa (eu sei, eu e os trocadilhos não… pois)
Não sou um velho do Restelo, acreditem. Até estava disposta a experimentar o famoso Kindle (o novo leitor de livros electrónicos). Não abdicaria por inteiro do livro em papel, não chega a tanto a minha abertura de espírito, mas estava disposta a dar uma oportunidade a este novo mundo do livro electrónico. O nosso aventor Carlos Loures já havia feito uma lúcida análise deste tema no seu texto “No aniversário de Ray Bradbury – livro vs NTI” e eu, com todo o carinho que tenho pelo velho Ray, ia fazer ouvidos moucos das suas advertências. Mas eis que me chegou aos ouvidos que a Amazon, justificando-se com um problema de direitos de autor, apagou dos aparelhos Kindle os exemplares de “1984” e “Animal Farm”, de George Orwell, que haviam sido comprados e descarregados por vários dos seus clientes para o respectivo aparelhito. (notícia da AP disponível aqui.) A empresa oferece-se agora para reembolsar os lesados ou devolver-lhes os livros que haviam sido apagados, mas a sombra negra que este acto gerou é que já dificilmente se dissipa. A Amazon pode apagar um livro do Kindle depois deste ter sido comprado e transferido para o leitor?
Isto significa que pode aceder ao aparelho e saber quais os livros que compramos, que leituras preferimos, e até consultar as notas que tomamos, os sublinhados que fazemos, o que destacamos de cada página que lemos? Pode armazenar dados sobre as nossas preferências? Pode apagar, quando assim o decidir, aquilo que considera que não devemos ler? Pode enviar-nos os livros que entende que devemos ler, introduzindo-os no aparelho sub-repticiamente? Haverá um olho perpetuamente vigilante do outro lado do aparelho, a acompanhar a nossa leitura, a tomar nota dos bocejos ou dos sorrisos cúmplices que cada página nos desperte, a avaliar e a medir o tédio com que encerramos o ficheiro de um livro ou o entusiasmo com que sublinhamos passagens? Não, fiquem lá eles com o Kindle, que eu vou fazer caso ao velho Orwell.






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