Regresso ao passado, Plataforma de Voluntários Sócrates 2001

A Lusa cometeu a gafe e diversa comunicação social repetiu-a acefalamente, mostrando bem quanto crítica é relativamente às notícias que lhe chega.

(…)  afirmou o líder socialista, no lançamento da “Plataforma de Voluntários Sócrates 2001“.
© 2011 LUSA – Agência de Notícias de Portugal, S.A.

 

Leituras recomendas ao deputado Lello e C.ia

fb for dummies  twitter for dummies  farmville for dummies  don't reply
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José Lello disse que chamar “foleiro” a Cavaco foi “mensagem involuntária” e resultou de uma “uma arreliadora deficiência tecnológica, que passou a público” (i e Público). Agora que os corporativos declararam que usar Nokia é contranatura e sabendo que o Magalhães é o computador oficial de todos os ministros (actuais e wannabe), compreende-se que o deputado ainda não esteja à vontade com o seu Blackberry. Já Nogueira Leite parece mais confortável com as coisas geek mas nota-se-lhe um défice de leitura. E assim está conseguido mais um dia de fait divers, a fugir de se discutirem os problemas e soluções para o país.

Enxamear a Administração Pública

enxamear a administração pública

“Não vamos para o Governo para enxamear a Administração Pública de quadros do PSD e não vamos meter nos gabinetes dos ministros e dos secretários de Estado um exército de gente que constitua administração paralela àquela que já existe no Estado”, Passos Coelho, citado pelo jornal i

TBD: actualizar as desculpas

desculpas que já não funcionamComo se sabe, o Parlamento emana sabedoria e exemplos para a vida. Por isso, duas iluminadas deputadas do PS propuseram em 2010 eliminar quatro feriados e programar outros junto ao fim-de-semana. Quando constatei que Ricardo Rodrigues, nessa altura, declarou que essas ideias mereciam o “consenso na bancada” socialista pressenti que nos iriam fanar alguma coisa. Fomos felizmente salvos pela justiça socrática, que é reconhecidamente bem menos assertiva do que a salomónica, e foi dada a benesse de uma tarde de tolerância de ponto para a função pública. Finalmente, recomendo aos leitores do Aventar que se abstenham de seguir as notícias do resto da semana, já que se  prevê uma enorme onda de indignação por parte das deputadas Teresa Venda e Rosário Carneiro, as proponentes desse projecto de resolução sobre os feriados.

 

cartoon primeiro saído aqui

Presos em greve de fome? Só com papeli.

sachertorte

Já foi aqui no Aventar abordada a questão do papel (qual papel? o papel), o que foi motivo para me rir um bom bocado. Ai, ainda me dói a barriga. Agora imagine-se este sketch:

– Ó sô guarda, quero fazer greve de fome

– Ôça lá hôme, greve de fome? Mas não gosta do nosso belo rancho? Bêm, terá que preencher o formulário 278/27-A de 12 de Abril

– Hã?

– Pois. Ahhhhhhhhh espere lá. Temos pena. O formulário está esgotado. Terá que esperar. Tire uma senha e aguarde ali sentadinho uns dias. Mas ôça, tem que comere, hôme. Bocê não pode entrar em greve de fome sem o papeli. Só para termos a certeza que vai ficar na legalidade enquanto espera, vamos meter-lhe à frente um belo naco de leitão à bairrada, acompanhado com vinho espumante e com uma tentadora sachertorte. Entretanto, vá rezado para que o Director dê defirimento, que isto aqui é tudo certinho, nem que para tal seja preciso uma arma taser.

É proibido respirar, que produz CO2

the brain wash Depois dos nova-iorquinos terem proibido fumar em locais públicos  ao ar livre como praças, jardins ou praias, eis que é a vez dos espanhóis se saírem também com uma tirada fundamentalista: «em Espanha é proibido fumar em casa se houver uma empregada a trabalhar».

Fico com com a dúvida se estes legisladores se vão lembrar a seguir de fazer uma lei que proíba as pessoas de entrar em parques de estacionamento e de andarem em ruas onde circulem automóveis. Ou se, por outro lado, não irão proibir a circulação de automóveis onde caminhem pessoas. É que bem vistas as coisas, a poluição automóvel é reconhecidamente nociva à saúde. Ou será que a parvoíce é só para algumas coisas?

Mais impressionante ainda é a justificação espanhola para a proibição.

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Os Deolinda e os parvos da santa terrinha

Sempre achei este comentador tosco e trauliteiro. Problema dele, de quem o segue e de quem lhe paga.
Agora deu-lhe para sair do seu campo de conforto – dizer mal de políticos  cá do sítio – para chamar parvos aos Deolinda e a quem deles gosta.
É verdade que, a propósito da canção que fala em ser-se parvo, se têm escrito muitas loas e alguns exageros, como esse de se tratar do hino de uma geração.
Eu, que não tenho hino nem geração – o que se compreende se pensarmos que Sócrates ou até o plumitivo primário a quem me refiro têm, mais coisa menos coisa, uma idade aproximada da minha e que um facto desses é suficiente para acabar de vez com qualquer ideia de pertença – acho que parvo é o senhor.
Saberá ele que os Deolinda são uma banda e fazem canções? Canções, isso mesmo, como o parvo do Rui Veloso fez sobre um tal Chico Fininho, a parva da Amália sobre a casa de uma dita Mariquinhas ou outros idiotas fazem sobre temas do seu tempo, como homens que vendem castanhas, touradas, bikinis às bolinhas, cargas em contentores ou comboios a apitar? Sabe o putativo comentarista que as canções não se fazem para salvar pátrias falidas ou indigentes? Sabe que as letras – medíocres, como diz – são apenas letras e devem tanto à literatura como  a ela são devedoras as suas croniquetas comuns e repetitivas? [Read more…]

Quando 2+2 são 4 mais IVA

Vejam-se duas notícias aparentemente desconexas como estas:

E questionemos-nos se a primeira será assim tão surpreendente.

O governo prepara-se para aplicar um imposto sobre outro imposto (chamam-lhe “taxa”… certo!). Essa taxa é já sacada de com um truque manhoso* que é a respectiva inclusão na factura da EDP. E agora estes espertinhos preparam-se para lhe aplicar IVA de 6%.

Para enfatizar o ponto de vista deste post, poderia ser tentado pela adjectivação na linha do “mafiosos”. Mas não o farei. A Máfia defende os seus e o Governo, que é de todos, não me defende (apesar de defender os “seus”).

* Desde quando é que por ser ter electricidade em casa é sinónimo de se ter rádio ou TV? E se tiver duas casas? E se não estiver interessado nos serviços da RTP?