Uma adivinha

No jardim da Praça da República, no Porto, uma das estátuas tem, no seu pedestal, uma placa velhinha que diz assim: “Comemoração do 6º Aniversário da Implantação da República Ano 1916”.

Que figura está representada sobre esse pedestal? “Ora! A República, claro”, dizem vocês? [Read more…]

Não fiquei em casa

O meu amigo JJC fez-me o convite para a Vigília pela Educação: entre as 19h do dia 18 e as 12h do dia 19.

Jantei, arrumei a cozinha e fui até ao centro da minha cidade. Praça da República: local da concentração, certo?

Entre as 21h30 e as 23h lá estava eu. Não vi nenhum grupo «suspeito» formar-se…

Fiquei frustrada, desiludida, desapontada, desconfiada.

Quando cheguei a casa, confirmei na net: sim, a Vigília estava marcada para todas as cidades ou capitais naquele horário.

Na minha cidade, Santa Maria da Feira, não houve vigília naquele período, nem se sabia de nada entre os professores com quem me cruzei durante a espera. E mais, gente dos sindicatos não sabia de nada…

Os professores da Feira, estariam a fazer vigília no Porto ou em Aveiro? Talvez. Não se organizou nenhuma concentração aqui.

Fiquei triste, pois fiquei!

De qualquer das formas, entre as 21h30 e as 23 h da noite fez-se vigília em Santa Maria da Feira! Se alguém passou pela Praça da República nessa altura e viu reunidos três crianças, quatro mulheres, um homem e a Flora (uma cadela), fique sabendo que estavam em Vigíla Pela Educação!

p.s.: se, entretanto, se formou algum grupo, digam alguma coisa, gostava de saber. Obrigada!

Mexa-se pela sua Educação!

O ditado é antigo: “É preciso uma aldeia inteira para se educar uma criança.” Se aceitarmos como bom este adágio, facilmente percebemos que a educação das crianças nos diz respeito a todos, independentemente da profissão ou da circunstância de sermos pais.

Qualquer prejuízo causado à Educação atinge cada um de nós. Se concluirmos que esse prejuízo nasce de políticas erradas e/ou mal-intencionadas, protestar é o dever mínimo de qualquer cidadão.

A progressiva destruição da Educação em Portugal tem sido denunciada por várias vozes, muitas delas – a maioria – vindas do interior da corporação docente. Os três últimos governos, assentes em máquinas de propaganda, têm conseguido isolar essas vozes, considerando que são corporativistas em defesa de privilégios injustificáveis. Importa que os restantes cidadãos ouçam atentamente e reflictam.

Os problemas profissionais dos professores constituem alguns dos muitos problemas da Educação em Portugal. A partir do próximo ano, o aumento de alunos por turma, a criação de escolas gigantescas e desumanizadas e a expulsão de recursos humanos preciosos colocarão em risco a qualidade da educação das gerações futuras.

Estes problemas não serão resolvidos num dia ou numa noite, mas é importante que a vigília do próximo dia 18 tenha a participação de todos os que estejam verdadeiramente preocupados com a Educação. Isso inclui professores e não exclui ninguém.

Para mais informações, aproveitem o facebook. E o Aventar, claro.

A Educação nas ruas da República – vigília dia 18 de madrugada

A Escola Pública pegou fogo!

Já não dá para aguentar mais!

Está na hora de sair à rua. Depois da fantástica manif de Lisboa, está na hora de continuar a lutar pela Educação.
Das redes sociais surgiu uma ideia simples, mas que pode ser eficaz:

Vigília toda a noite de 18 para 19 de julho, em todas as capitais de distrito.

Lema: “Que nenhum português fique em casa!”

Em Lisboa seria junto ao parlamento, onde, nestes dois dias se vai discutir Educação.

Nas outras capitais, nas respetivas Praças da República como símbolo da importância da Educação para a República. Umas violas, umas telas para umas pinturas, uns poemas e teremos uma noite…

Começamos às 19h de 4ª feira. Uns poderiam ir dormir ou ficar…

Mas todos regressavam com o sol para terminar ao meio dia. Fica a dica….

Vamos a isso?

A ideia é mostrar à população que está em causa a Escola Pública com o aumento dos alunos nas turmas, com a redução das horas de apoio, com menos tempo para trabalhar matemática e língua portuguesa, com o fim dos CEF e dos Profissionais, com a estupidez dos Mega-agrupamentos.

Não se trata de coisa de professor!

Estamos a falar da Escola como um direito e da Escola como um pilar da Democracia e da República!

Vamos fazer da noite de dia 18 uma noite histórica – a noite em que Portugal saiu à rua para lutar pela Escola!

Blogue local – Praça da República

O Praça da República está muito enxofrado com o mail que recebeu lá em casa, estilo inquérito e que termina a pedir o voto para Rangel. Diz o Praça da República que até pode ser legal mas é muito, muito feio!

O nosso Fernando tambem acha que sim, que não se faz. Como temos esta sintonia de posições aqui está o blogue local da semana. Bem merecido!

Falta dizer que é de Beja e que tem uma bela fotografia de uma praça tipicamente Alentejana, cheia de sol, de árvores e de reformados ao Sol! Não deixem de visitar !

O que hoje é pedofilia ainda ontem era arte

Ganimedes, príncipe troiano, era uma bela criança por quem Zeus se apaixonou. Incendiado de paixão pelo rapazito loiro, Zeus  (que era, no que respeita aos prazeres sensuais, um omnívoro) transformou-se em águia e, descendo dos céus sobre o indefeso Ganimedes, raptou-o e levou-o para o Olimpo, onde consumou a relação que,  aos olhos de hoje, não escaparia a ser classificada como pedófila.

Na Praça da República, no Porto, exactamente em frente ao varonil quartel militar, garante do comportamento ordeiro, há uma bela estátua do escultor Fernandes Sá que representa o rapto de Ganimedes. Se o leitor fizer a experiência de se colocar de frente para a estátua, verá como ela lhe surge emoldurada pelo edifício do quartel, quase se diria protegida sob a alçada militar. [Read more…]