Montepio

Conta a lenda, que o Pelicano arranca a própria carne para a dar a comer aos seus filhos. A carne sempre foi fraca e hoje há um problema insolúvel de natalidade. Há que arrancar o próprio Espírito para alimentar os que têm fome de Espírito.

Para que cresçam e se multipliquem.

O príncipe da Carpátia

Podemos ter regressado à caridadezinha, se é que alguma vez saímos dela, e exigir aos pobrezinhos que sejam humildes e agradecidos, e não aspirem ao bife mas tão só às papas de cereais marca branca do supermercado, mas ainda há, rejubilemos, gente como o príncipe da Carpátia.

Contaram-me que quando ele chegou à enfermaria, era apenas “o sem-abrigo”, sem documentos nem vontade de falar. Vinha sujo, sujíssimo, a pele já muito morena ainda mais enegrecida pela vida nas ruas. Saltavam-lhe piolhos dos cabelos e pulgas do casacão gigantesco. Assim pequenino, perdido dentro do casacão, deveria parecer alguém a quem uma poção mágica tivesse feito encolher. Mas bastou que lhe servissem a primeira refeição quente para que começasse a revelar ao pequeno mundo hospitalar o seu carácter. [Read more…]

Inglaudade

born-equal-bib

Um dia todos os ingleses nascerão como iguais; depois desigualizem-se, esse é outro assunto.

Só levam 200 anos de atraso quanto ao continente mais próximo. Há pior.

O Príncipe

Um interessante documentário, legendado em português, sobre Maquiavel e a sua obra «O Príncipe». Remete muitas vezes para a actualidade, numa associação constante entre o passado e o presente.

Da série Filmes para o 8.º ano de História
Tema 5 – Expansão e Mudança nos secs. XV a XVI
Unidade 5.2. – Os novos valores europeus

Presente para um príncipe

Bebé a dormir

 O príncipe dos bebés era largamente esperado. Nunca mais aparecia, nunca mais o casal era progenitor. Nunca mais eram pai e mãe. Até esse dia de começos de ano, em que o príncipe nasceu. Todo descendente é o príncipe do lar, nos tempos em que os matrimónios casavam para durar. Havia tempo para tomar conta dos pequenos ou crianças, ensinar, cuidar, fazer vez caso o príncipe da casa chorar durante a noite. Não havia separação de deveres: eram dois os progenitores, pelo que dois deviam tomar conta do largamente esperado bebé. Em desespero, a hipotética mãe fez uma promessa: se tiver um filho, chamar-se- ia como o santo milagreiro, como terceiro nome.

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O Príncipe, O Grande Jogo e a Wikileaks

É conhecido como O Grande Jogo a disputa pelo domínio da Ásia Central, que opôs os impérios russo e britânico durante o século XIX e inicio do século XX. Durante esse período toda a Ásia Central foi considerada um tabuleiro de xadrez onde os dois impérios fizeram as suas jogadas. Muita da acção centrou-se no Afeganistão que constituía a base perfeita para uma invasão da Índia (sob domínio britânico) ou do Turquemenistão (sob domínio russo). Em 1898 o vice-rei da Índia, Lord George Nathaniel Curzon, declarava:

Turquemenistão, Afeganistão, Transcaspia, Pérsia – para muitos estes nomes transmitem apenas uma sensação de extremo afastamento. Para mim, confesso, eles são peças de um tabuleiro de xadrez sobre o qual está sendo jogado um jogo pelo domínio do mundo.

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Carta de uma sapa a Sua Alteza Real

Sua Alteza Real,

Queridíssimo Príncipe

Fosse eu uma sapa sensata, cumpridora do pouco que se espera de uma criatura da minha espécie, e jamais me atreveria a dirigir-me a Vossa Majestade.

Saiba, porém, Vossa Alteza que tentei certa vez chamar-vos a atenção, quando, a caminho da fonte de S. Bento, passou a real comitiva junto ao meu pequeno charco. Mas a passarada andava inquieta nesse dia, com uma invasão de gaivotas dadas à ladroagem, acabadas de chegar do litoral, e o ruído era tanto que Vossa Alteza não pôde ouvir o meu humilde coaxar. Afastastes-vos com passos rápidos, e com tamanha pressa, que das vossas reais botas saltaram uns salpicos de lama, que me acertaram em cheio. [Read more…]

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