Entre a censura e o negócio – Objectivo: O controlo total

1- “O problema é que é esse mesmo mecanismo que está a matar a privacidade, a minar a democracia, a aumentar a crise da imprensa livre e a promover genocídios.

Esta semana a plataforma (FB) bloqueou o acesso à ProPublica, um serviço noticioso de investigação que se especializa na investigação da qualidade cívica e que já ganhou um Pulitzer de Serviço Público. O que a Propublica fazia era um ato de transparência: expunha aos utilizadores a forma como os seus perfis eram utilizados no Facebook e que anúncios chegavam a quem, permitindo o escrutínio e forçando a transparência que são essenciais nas sociedades liberais.”

2- “A privacidade está a ser substituída pela tecnovigilância e a transparência dos algoritmos é impossível de conseguir. Em causa fica o livre arbítrio e toda a ideia da sociedade aberta.

O modelo de negócio das grandes empresas digitais assenta na recolha e utilização da maior quantidade possível de dados pessoais, frequentemente de forma ilegal e certamente anti-ética. E depois usa esses dados com um determinismo sócio-tecnológico que nega o reconhecimento do indivíduo.

A Amazon, que alberga a grande maioria da internet no seu negócio de servidores, tem contratos de milhares de milhões com os serviços militares e de segurança do governo americano; a Google, que domina o negócio das nossas personagens digitais (desde as pesquisas na internet ao conteúdo dos emails) faz o mesmo e negoceia individualmente com governos vários o acesso a informações sensíveis.

A vigilância transforma-se rapidamente em controlo de formas que são cada vez mais cinzentas, como já acontece em França numa parceria entre o Eliseu e o Facebook para policiar o discurso de ódio. Some-se a isto as tecnologias de reconhecimento facial e de voz e temos todas as características de um estado policial em formação.” [Read more…]

Assim vai a bola no Sapo

Uma pessoa vai ao Sapo para saber como está o jogo entre o Braga e o Benfica. Clica no link e dá de caras com os comentários ao decorrer do jogo. É o fim do mundo. Um ninho de pérolas como a que aqui vos trago

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O SAPO pede desculpas pelo fato

Lamentável, é verdade, mas previsível.

As Redes Sociais e as Directas no PSD:

Eu já o tinha afirmado aqui e até destacado alguns dos principais animadores com quem tive o privilégio de partilhar grandes momentos ao longo destes últimos meses. Agora, no Sapo, leio Artur Alves a destacar a importância das Redes Sociais nestas eleições. Sobre o tema espero, daqui a alguns meses, partilhar convosco muito do que consegui escrever e o resto, imenso, que ainda falta.

Estamos a viver uma revolução silenciosa na comunicação política.

Pensamentos XLIII e XLIV

XLIII

Gostar de não gostar, é gostar.

Não gostar de não gostar, é chato.


XLIV

É mais fácil encontrares um sapo, beijando um príncipe,

que um príncipe, beijando um sapo.


Conheça o primeiro Caderno de Pensamentos do Sr. Anacleto da Cruz.

Carta de uma sapa a Sua Alteza Real

Sua Alteza Real,

Queridíssimo Príncipe

Fosse eu uma sapa sensata, cumpridora do pouco que se espera de uma criatura da minha espécie, e jamais me atreveria a dirigir-me a Vossa Majestade.

Saiba, porém, Vossa Alteza que tentei certa vez chamar-vos a atenção, quando, a caminho da fonte de S. Bento, passou a real comitiva junto ao meu pequeno charco. Mas a passarada andava inquieta nesse dia, com uma invasão de gaivotas dadas à ladroagem, acabadas de chegar do litoral, e o ruído era tanto que Vossa Alteza não pôde ouvir o meu humilde coaxar. Afastastes-vos com passos rápidos, e com tamanha pressa, que das vossas reais botas saltaram uns salpicos de lama, que me acertaram em cheio. [Read more…]

Eu vi um Sapo…

Ó meu Sapo, sapinho, cada vez mais pequenino, andas bastante mauzinho.

Foi o teu chefe que te mandou coaxar baixinho para os dele e alto para os outros?

Será que só eu notei que tu, meu sapinho, apenas linkas quem no Crespo bate sem ser de mansinho?

Ai sapo, sapinho que tu andas aflitinho e só ouves a voz do dono? Será bicho, será medo? Gente não é, certamente. Bichano, bichinho, não sejas tontinho, faz por cumprir, nem que seja de vagarzinho, as regras do joguinho e sê plural, pois todos nós, até o Crespo, pagamos o teu salário e não é pouquinho.

Será a PT, será o nosso Primeiro? O que será que te faz mansinho para o Poder e tão bravo para a Oposição? É que sabes menino, ou será menina?, nós andamos atentos e não aventamos injustamente mas que só vimos linkados os maledicentes, ai isso vimos, (com estes olhos que a terra há-de comer) que o diga o mártir Crespo.

Ai Sapo, sapinho, vê se ganhas juizinho e não te esqueças nunca que há amanhãs que cantam a Paz, o Pão e a Liberdade e nesse dia podes ter de ir de carrinho…

Tchau Sapo, ainda assim gostei deste bocadinho

Quando um hacker coreano achou que as 9000 visitas diárias que tínhamos tido nos dias anteriores eram um bom alvo para intermediar um ataque a uma loja indiana de trapos estilizados, a 16 de Outubro do corrente ano ficámos como a Apollo 13, com um problema. A primeira solução que caiu na mesa foi mudar para o Sapo.

Fui contra, e resisti até ser vencido pelos acontecimentos. Fui contra porque conhecia os blogs do Sapo por fora e não gostava, uma coisa mal amanhada entre o Live Journal e não sei mais quê, agravado por saber que a equipa de apoio foi em tempos a equipa do Terrávista, e o Terrávista foi a primeira experiência muito mal acabada dos portugueses que usavam a net na década passada para a publicação de conteúdos (reparo que nem há uma entrada na Wikipédia para o que foi o maior espaço de produção na rede em língua portuguesa: estórias mal-contadas, nem contadas, e um dias destes meto-me na arqueologia disso, prometo).

O facto é que o apoio da Maria João foi acima de excelente, e grande parte dos problemas normais numa migração de urgência foram superados. Revi opiniões pré-formatadas, e aqui fica o meu pedido público de desculpas por as ter tido.

Sucede que a plataforma do Sapo concorre com a do Blogspot, com a vantagem de ter apoio nacional. Para quem vem do WordPress é como meter o F.C.Porto a jogar num relvado sintético ou em Oliveira de Azeméis: não dá. Sobretudo numa publicação com um elevado número de autores, boa parte dos quais muito pouco dados ao que se passa depois de meterem as letras no monitor via teclado.

O regresso a uma plataforma WordPress, com todos os riscos de segurança que acarreta termos de ser nós a assegurá-la no intervalo de termos muito mais que fazer que a malta precisa de pagar o almoço, tornou-se inevitável.

Obrigado Sapo, apesar de todas as limitações, aprendi mais um bocadinho, e é para isso que andamos na vida.

Foi bom mas acabou-se (adeus Sapo)

Talvez Azar, talvez sorte…

Quando o Aventar chegou ao 1º lugar e as visitas eram aos milhares surgiu um ataque informático. Pum, pum e catrapum. O Aventar no wordpress foi ao ar.

Ainda me lembro do Paulo Querido e a sua apologia do wordpress. Pois. Em anos e anos de blogspot nunca tal me aconteceu – é verdade que nunca se atingiu semelhante volume de visitas…Talvez azar.

 

Pois fomos salvos, salvos pelo Sapo que nos deitou a mão quando as nossas mãos se agarravam, pendurados no JMFreitas, a evitar a queda rumo ao infinito. Chegou a hora do Aventar no Sapo. É por isso que já a minha tia Ermelinda dizia: a seguir à tempestade, surge a bonança…Talvez sorte.

 

Obrigado ao Sapo e a todos os persistentes leitores do nosso blogue e desculpem qualquer coisinha.