A síndroma Vale e Azevedo – perdido o poder…

O caso do título é bem conhecido, após ter perdido o poder no Benfica, Vale e Azevedo viu vir à superfície o que muitos adivinhavam mas não tinham provas documentais, passíveis de serem usadas em juízo.

Com o governo de Sócrates está a acontecer o mesmo, perdida a maioria absoluta, o Tribunal de Contas já levantou cinco casos de contratos com graves irregularidades e onde se enterram, todos os dias, milhões de euros.

O contrato dos Contentores de Alcântara reune à sua volta consensos dificies de reunir, convergindo para uma crítica sem tréguas, atendendo aos quarenta anos de contrato renovado, mesmo antes de terminado o presente contrato, sem concurso público, numa localização muito problemática, que exige milhões de obras à conta do Estado, tudo a favor de uma empresa do grupo Motta-Engil.

Agora dá os primeiros passos a célebre Fundação das Comunicações onde entra o dinheiro do Estado vindo das empresas de telecomunicações, e que é usado na compra de milhares de “magalhães” ao arrepio de concursos públicos, à empresa que depois aparece, qual fantasma de ópera, nas minas de exploração de minério no Alentejo. Amor com amor se paga!

Sabe-se que 2 000 milhões de euros foram adjudicados sem concurso público, não tarda vamos ter que saber a quem foram contratados e vamos ter surpresas, no que diz respeito à sua concentração nas chamadas “empresas do regime”.

Quando falha o equilibrio de poderes sobra o arbítrio, a prepotência ” o quero, posso e mando”, sem vantagem para a democracia e para a transparência.

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