Gaia, cidade inclusiva

Uma coisa é a propaganda, outra a verdade.

Passeio junto ao Hospital (Gaia)

Obras na Segunda Circular: Como se poderia fazer (quase) o mesmo sem gastar 12.75 milhões de euros

Neste post  demonstra-se como o Photoshop e o Google Maps podem ser usados para questionar a utilidade das obras que a Câmara Municipal de Lisboa (CML) vai realizar na Segunda Circular.

A imagem seguinte tem aparecido, repetidamente, como ilustrativa do que será a Segunda Circular depois das obras que a CML pretende realizar.

segunda circular 1

1: Como a CML diz que vai ficar a Segunda Circular depois das obras (fotomontagem)

A primeira reacção que ocorre a quem conhece a área será, certamente, “ena, tanto verde!” E o leitor desatento poderá pensar que vale a pena todo este verde, mesmo que cause algum incómodo. Afinal de contas, quem não quer um melhor ambiente?

Acontece que o verde que as referidas obras irá trazer é muito menor, como se pode constatar na imagem seguinte.
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Contas à moda do Porto

A câmara paga, o presidente cala, La Féria assobia para o ar.

O cartaz publicitário “Segunda Circular”

viaduto galp

Quando pensávamos que os distúrbios na segunda circular de Lisboa por razões publicitárias tinham terminado, eis que o interesse das marcas se sobrepõe ao usufruto do bem público. [Read more…]

A empreitada que lesou o Estado em 20 milhões

Uma história exemplar: de abuso por parte da Somague/Bascol e de cidadania do fiscal João Costa da Silva.

O TGV dos vira-casacas

Ainda há dias apostava que a obra eleitoral havia de aparecer em 2014 e aí está ela. Que nem perfeitos vira-casacas, o PSD que fora um acérrimo opositor ao TGV (e ao aeroporto, já agora) acaba de ressuscitar a alta velocidade através do seu governo.

Como não podia recuperar o projecto anterior, se não para que é que se teria oposto, apresentam um projecto ainda mais confuso e que nem sequer é de TGV, apesar do acrónimo aparecer na notícia. É uma linha de mercadorias na qual pode circular o TGV desde que, na fronteira, lhe troquem os rodados. Uau!

O que já se sabia, e agora se comprova novamente, é que apenas importa que a obra, não importa qual, arranque no mandato certo, sendo este aquele em que o partido esteja no governo. Falta recuperar a obra do aeroporto para compor o ramalhete das próximas legislativas.

Em Portugal ganham-se eleições fazendo obras, mesmo que sejam a pagar por quem venha depois. Depois de três anos a penar aposto — mais uma aposta, que 2014 será ano de queimar dinheiro. Todo o esforço que estamos a fazer para nada. Será interessante ver como votarão os portugueses. Escolherão o carrasco ou o coveiro?

Sim é possível deixar tras-os-montes ainda mais isolado

Há uns três anos atrás, aproveitando outra reflexão, sugeri que em vez de se construir uma auto-estrada transmontana que quase a unica coisa que vai fazer é tornar pago o único acesso moderno ao interior, se optasse por reformular as ligações internas às capitais de concelho do distrito de Bragança e ligações a Espanha.

Isto porque me parecia que 310M€ para converter o não muito bom mas relativamente seguro e aceitável ip4 entre Vila Real e Bragança era dinheiro mal gasto, ainda para mais dinheiro que não tinhamos e ainda para mais quando podia ser gasto em investimento (em estradas) mais produtivo.

Agora, com as obras a meio, com cortes sucessivos no ip4 que nos levam a revisitar a EN15 (onde eu demorava umas 5 horas para fazer porto-bragança) resolvem fechar a torneira e suspender as obras por 90 dias.

É justo, como o fecho de vigo/valença para poder comprar carros para os administradores da cp, todos temos que participar na ajuda ao país.
Pena que tenha que se impor isso a quem já não tem ligações ferroviárias (quando há 50 anos eram dezenas de quilómetros), não tem ligações rodoviárias decentes e as que tem são sempre as últimas a ser construídas.

ACOP reclama do Parlamento a neutralização de portagens nos sublanços em obras

A discussão acerca dos troços em obras nas auto-estradas ainda não se encerrou ainda.

A Lei 24/2007, de 18 de Junho, e o retardado diploma regulamentar – o Decreto Regulamentar 12/2008, de 9 de Junho – não resolveram o problema. Complicaram-no em demasia.

E, no fundo, com tantos pressupostos, os consumidores ficam a ver navios… sempre que haja estrangulamentos com as consequências negativas que se lhes associam.

O que a ACOP vem agora dizer é que, com a generalização das portagens a todas as vias outrora designadas como SCUT (sem custos directos para o utilizador), que nem sequer se apresentam, em geral, com o piso em condições, forçoso será considerar que sempre que haja estrangulamentos se neutralizem os troços em que as obras se efectuam e se dispense, por conseguinte, a portagem nesses sublanços.

Mas que a coisa opere automaticamente sem que o ónus recaia sobre o consumidor.

Obras começadas, portagens neutralizadas. Portagens reduzidas. Por virtude da linear aplicação do princípio da redução dos negócios jurídicos a que se reporta o artigo 292 do Código Civil. Só e tão só!

A ACOP vai recorrer ao Parlamento, a fim de vincar a sua posição. E na expectativa de que isto se tome em conta no diploma que eliminará as SCUT.

Auto-estradas em obras, portagens abolidas no troço. É elementar. O mais é anti-direito, arbítrio, prepotência, iniquidade!

Coimbra, aos 13 de Julho de 2010

A DIRECÇÃO NACIONAL DA ACOP

O meu pai tambem foi minha mãe

O dia do PAI é um belo dia, faz-me pensar em quem me deu o ser e quem me deu umas palmadas, uns abraços, gozou com a altura da minha primeira namorada (é pá, para ela te dar um beijo tem que se pôr em cima dum banco), chateava-me por eu jogar futebol federado, queria que eu estudasse e me deixasse de futebóis, era o único que dizia que eu não sabia jogar.

Um dia disse-me ” meu filho a minha maior alegria foi quando tu nascestes, mas nunca pensei que me ías dar o desgosto de seres do Benfica”, porque lá em casa eram todos dos “Andrades”, até chamava ao meu irmão o “Jaburu” celebre avançado do FCP que marcava golos em série. Tive pouco sucesso ao tentar explicar-lhe, a ele que andou toda a vida com a casa e os filhos às costas, que nós devemos “ser” da terra que nos recebe, mesmo transitoriamente, porque a terra onde nascemos é que é mesmo uma circunstância, não foi nosssa escolha.

A minha mãe deve ter sido das primeiras mulheres em Portugal que tomou a iniciativa de se divorciar, o meu pai em troca quiz ficar com os filhos todos, foi meu pai e minha mãe, cozinhava para nós, deixava a comida embrulhada em jornais para não arrefecer, e nós lá íamos para a escola enquanto ele estava no trabalho. Era funcionário público, representava o Estado na Direcção das grandes obras públicas, como os quartéis das Caldas da Rainha, de Abrantes, Trafaria, Castelo Branco…

Uma das conversas que teve comigo foi que ele e o pai do ex-Presidente Eanes ( que nessa altura seria um estudante da Academia Militar) eram as duas únicas pessoas sérias naquelas obras mas tambem eram as únicas que eram pobres. Como se vê já naquela altura as obras do Estado davam para fazer fortunas rápidas, um dia, era eu adolescente, fui esperado por um adulto que me disse : “diz ao teu pai que se não quer fazer a vida deixe os outros fazê-la”  e eu com o gajo a apertar-me o colarinho ainda perguntei:” mas o que quer dizer com isso? “, diz-lhe que ele sabe! foi a resposta.

Eu até julgava que o meu pai andaria metido com a mulher dele mas depois quando contei ao meu pai , disse-me que sabia quem era e que não tivesse medo, e assim fiz, andei sempre com gajos a chatearem-me porque o meu pai não os deixava roubar, e quem tambem me chateava eram as viúvas que queriam saber coisas da vida do meu pai, mas aí confesso que nunca deixei que alguma se aproximasse dele.

Mas um dia o meu pai teve que ser operado aí no Porto, num hospital qualquer coisa “… da Ordem Terceira” será? e antes de o operarem ele disse-me, olha vai ali ao jardim ao fundo desta rua , está lá uma senhora sentada num banco, o primeiro do jardim, e diz-lhe que está tudo a correr bem, e que tu és o Luís…

As mulheres do Porto a quererem roubar-me o meu pai…

A síndroma Vale e Azevedo – perdido o poder…

O caso do título é bem conhecido, após ter perdido o poder no Benfica, Vale e Azevedo viu vir à superfície o que muitos adivinhavam mas não tinham provas documentais, passíveis de serem usadas em juízo.

Com o governo de Sócrates está a acontecer o mesmo, perdida a maioria absoluta, o Tribunal de Contas já levantou cinco casos de contratos com graves irregularidades e onde se enterram, todos os dias, milhões de euros.

O contrato dos Contentores de Alcântara reune à sua volta consensos dificies de reunir, convergindo para uma crítica sem tréguas, atendendo aos quarenta anos de contrato renovado, mesmo antes de terminado o presente contrato, sem concurso público, numa localização muito problemática, que exige milhões de obras à conta do Estado, tudo a favor de uma empresa do grupo Motta-Engil.

Agora dá os primeiros passos a célebre Fundação das Comunicações onde entra o dinheiro do Estado vindo das empresas de telecomunicações, e que é usado na compra de milhares de “magalhães” ao arrepio de concursos públicos, à empresa que depois aparece, qual fantasma de ópera, nas minas de exploração de minério no Alentejo. Amor com amor se paga!

Sabe-se que 2 000 milhões de euros foram adjudicados sem concurso público, não tarda vamos ter que saber a quem foram contratados e vamos ter surpresas, no que diz respeito à sua concentração nas chamadas “empresas do regime”.

Quando falha o equilibrio de poderes sobra o arbítrio, a prepotência ” o quero, posso e mando”, sem vantagem para a democracia e para a transparência.

O ovo no cu da galinha

Quando se fala de megainvestimentos, fala-se como sendo " ovo em cú de galinha".Mais negócios para as grandes empresas Portuguesas, mais trabalho para a mão de obra nacional , mais estudos para os consultores nacionais, mais empréstimos para os bancos da praça

 

Quando se adjudica por ajuste directo, evitando a Lei, e os concursos públicos, entrega-se de mão beijada à Motta-Engil, e andou que temos pressa. Claro que tambem nos custa dinheiro porque o Estado faz por 100 o que poderia fazer por 50, como é o caso dos Contentores de Alcântara.

 

Havendo concursos públicos, e a alguns deles não podemos fugir por exigirem concurso internacional, pode acontecer  que a FCC, grupo Espanhol, apresente um preço inferior em 424 milhões de Euros à proposta da Motta-Engil, e assim ganhar o concurso, para a construção da componente rodoviária da terceira travessia do Tejo em Lisboa

 

Jorge Coelho afadiga-se agora, com um grupo de técnicos muito bem pagos, a esmiúçar a proposta vencedora para verificar se há marosca, porque uma diferença tão grande só pode resultar de uma inovação nos procedimentos ou na aplicação de materiais de alta tecnologia. Ora a Motta-Engil não conhece nem uns nem outros que tenham aparecido assim, sem mais, no mercado.

 

Resta um preço irreal a contar com as obras a mais e indemnizações por parte do Estado, por não cumprir os termos do contrato. Esmiúçando, Dumping !

 

E na situação em que as finanças públicas estão, é certo que muitos incumprimentos vão acontecer!