A máquina do tempo: a declaração universal dos direitos humanos

Comemora-se hoje o 61º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos.  O seu primeiro rascunho deve-se ao canadiano John Peters Humprhey, recebendo depois contributos de muitas outras pessoas de outros países entre as quais se conta Eleanor Roosevelt. . Em 10 de Dezembro de 1948 a Assembleia Geral da ONU aprovou os seus 30 artigos. Estava ainda muito viva a recordação da 2ª Guerra Mundial, onde todos os princípios básicos da convivência entre seres humanos tinham sido barbaramente violados.

Esta declaração universal, a ser respeitada, acabaria imediatamente com quase todos os males que afligem a Humanidade. Dado que o acesso a todo o seu articulado é fácil, apenas vou lembrar o artigo 1: «Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão e de consciência e devem agir em relação umas às outras com espírito de fraternidade.

 A simples observância deste artigo 1, impediria guerras, segregações, confrontos étnicos ou religiosos… Porém, nós, os seres humanos, temos por vezes a cabeça nas estrelas e os pés na lama – somos capazes de idealizar as coisas mais belas que se pode imaginar, como o espírito fraterno que nos levaria a amar o próximo, coisa tão belas  como a poesia de Petrarca ou de Shelley e depois de espezinhar sem contemplações, os belos sentimentos que, como nuvens, nos correm no pensamento, e cometer crimes hediondos como o de Hiroxima ou fabricar pesadelos como os de Auschwitz…

 Hoje deixo-vos um texto pequeno. Lede a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Embora o Natal não seja das minhas quadras preferidas, não por motivos religiosos, mas porque a chamada «festa da família» se converteu numa época de consumismo desenfreado, apesar disso, estou a dar modestos presentes aos amigos do Aventar, dedicando-lhes os textos que aqui vou publicando.

Este texto dedico-o a dois pilares do Aventar: ao Luís Moreira, de quem sou amigo há décadas, e ao Ricardo Santos Pinto, do qual me tornei amigo aqui no blogue. Embora não sejam coincidentes ideologicamente, coincidem em diversas outras coisas (para mim, bem mais importantes do que as ideologias): são duas boas pessoas, dois homens que defendem com unhas e dentes as causas em que acreditam (com textos vigorosos e frontais). Em suma, são dois dos elementos sem os quais o Aventar não seria possível. Abraços fraternos para ambos!

 Por hoje, basta de palavras – «Words, words, words.» como disse o poeta. 

Comments

  1. Carlos Loures says:

    Há um pormenor a acrescentar a este post – foi também neste dia que morreu Augusto Pinochet, em 10 de Dezembro de 2006. Passa, pois hoje o terceiro aniversário sobre o desaparecimento de um dos maiores assassinos da história contemporânea, um homem que desrespeitou todos os artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Chamou-me a atenção para esse facto o texto do Professor Iturra, ontem publicado, onde diz ao referir-se a esse evento: «Estou consciente de escrever estas linhas no dia prévio à morte do mais sanguinário ditador da América Latina, falecido aos 91 anos, a 10 de Dezembro, dia Internacional do Direitos Humanos, do ano de 2006».

  2. Luis Moreira says:

    Obrigado, Carlos! Ser teu amigo é uma das boas coisas que me aconteceram.

    • Ricardo Santos Pinto says:

      Obrigado pela parte que mme toca, Carlos. Ainda há muito a fazer pelos direitos humanos.

  3. Adão Cruz says:

    Faço minhas as palavras de Luis Moreira

  4. Carlos Loures says:

    Obrigado, amigos. Eu diria, Ricardo, que pelos direitos humanos há quase tudo a fazer. O que se fez desde o século XIX é alguma coisa; mas o que falta fazer é muito mais. Olhemos só para o Terceiro Mundo…

  5. diabo says:

    que grande porcacaria nao sabem o q fazem