O pedigree da desglobalização

A desglobalização não é nenhuma novidade. keynes, no culminar da grende depressão, dizia: “Não desejamos estar à mercê de forças mundiais que geram, ou tratam de gerar, algum equilibrio uniforme, de acordo com principios de capitalismo laissez-faire.

E prosseguia: “Para um crescente leque de produtos industriais, e talvez tambem agrícolas, levantou-se-me a dúvida de o custo económico de auto-suficiência ser bastante para contrabalançar as outras vantagens resultantes de reunir gradualmente o produtor e o consumidor no âmbito da mesma organização nacional, económica e financeira. Acumula-se a experiência que comprova que o grosso dos processos da moderna produção em massa pode executar-se na maioria dos países e na maioria dos climas com uma efeciência praticamente identica.”

E concluia: deixemos que as ideias, o saber, a arte, a hospitalidade, as viagens, todas essas coisas deveriam, pela sua própria natureza, ser internacionais. Mas deixemos que os bens se produzam em casa quando isso seja razoável e convenientemente possível e, sobretudo, deixemos que as finanças sejam prioritariamente nacionais”

Walden Bello, professor de ciências políticas e sociais na Universidade das Filipinas