Trabalhar e continuar pobre

Devem as empresas que não asseguram o salário mínimo continuar a operar? Se não lhes for exigido um pagamento mínimo, nada as fará mudar. Não haverá investimento em melhores equipamentos, nem em formação, nem em melhor organização e gestão.

E se o salário mínimo for mesmo o factor que leva algumas empresas a fechar , lançando no desemprego os trabalhadores? Uma resposta é a “flexisegurança,” repartindo entre o patronato e o Estado, os custos da decisão.

Neste caso, o objectivo é tornar a empresa competitiva, introduzindo mais e melhores factores de competitividade, assegurando os postos de trabalho e a continuação da empresa, agora com novos equipamentos, novos produtos, melhor competitividade.

Se assim não for, é bem pior, manter artificialmente as empresas e os postos de trabalham que não asseguram uma vida digna a quem trabalha e um retorno de capital a quem investe.

Não só porque a manterem-se, essas empresas não permitem a renovação do tecido empresarial e, para o trabalhador, é bem melhor receber o apoio do Estado, porque não precisa de ter as despesas inerentes a quem trabalha, como sejam as de transportes, de alimentação, dos infantários…

Uma política determinada e dirigida a este tipo de empresas ( que têm como melhor argumento, não suportarem o pagamento do salário mínimo,) tendo em vista a sua renovação, substituição ou retirada do mercado, é uma medida salutar para as empresas, para os trabalhadores e para a competitvidade global da nossa economia.

Não podemos é continuar a ter empresas que sobrevivem à conta da pobreza dos seus trabalhadores.

Deixar uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.