Moura Guedes, Eduardo Moniz, José M. Fernandes têm razão!

Nestes casos a razão está, sem qualquer dúvida, do lado de quem foi calado, perdeu o seu emprego, foi censurado pelo governo.

E nestes casos, que são gravíssimos, as vítimas deveriam levar os casos a tribunal. Bem sei que todos eles saíram com grandes indemnizações e isso acalma os ânimos, mas estamos perante a prepotência do governo, misturando-se com as empresas de comunicação social e influenciando a sua linha editorial.

Foram calados porque o governo não gosta que as notícias informem devidamente os cidadãos, utiliza a informação em proveito próprio, mente descaradamente e não quer ser contraditado. A democracia está em perigo quando as empresas do Estado são utilizadas para silenciar adversários políticos, para esconder os resultados da governação ou para calar as suspeitas várias que recaem sobre o caracter de José Sócrates!

Antigamente era a censura oficial do Estado Novo que utilizava estes métodos, o célebre lápis azul, agora é mais subtil, fazem-se negócios, a propriedade das empresas de comunicação mudam de mãos, e com os seus apaniguados nos lugares centrais filtram-se as notícias, entorce-se a verdade.

Tudo isto é tambem o maior labéu contra Sócrates, porque quem, como ele, está sujeito a tantas notícias que põem o seu bom nome pelas ruas da amargura, deveria pugnar mais do que ninguem pela liberdade de expressão, a melhor forma de mostrar a sua inocência.

Depois da queda do fascismo não esperava ter, novamente, que olhar por cima do ombro quando ouço determinada estação televisiva ou leio determinado jornal.

Antes era a PIDE e agora são os boys que pululam por tudo quanto é empresa pública?

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